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CAPÍTULO 30 - A DEMISSÃO DE SNAPE

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:34

CAPÍTULO 30 - A DEMISSÃO DE SNAPE

No momento em que seu dedo tocou a marca, a cicatriz de Harry queimou como fogo, o quarto estrelado sumiu de vista, e ele estava de pé, em cima de uma rocha sobre um penhasco, e o mar estava à sua volta e havia um sentimento de triunfo em seu coração – Eles têm o garoto.
Um barulho alto trouxe Harry de volta a onde ele estava parado.
Desorientado, ele levantou a sua varinha, mas a bruxa antes dele já estava
caindo; ela atingiu o chão tão duramente que o vidro na estante soou.
“ Eu nunca atordoei ninguém exceto em suas lições da AD” disse Luna, soando
meio interessada. “Isso foi mais barulhento do que pensava que seria”
E certo o suficiente, o teto começou a tremer rapidamente, ecoando os passos
cada vez mais altos e crescentes por trás da porta que levava aos
dormitórios. O feitiço de Luna havia acordado toda a casa Cornival que
dormia logo acima.
“ Luna, cadê você? Eu preciso entrar embaixo da capa!”
Os pés de Luna apareceram do nada; ele se apressou para o seu lado e ela
colocou a capa sobre eles enquanto a porta já se abria e o barulho dos
alunos da Cornival, e todos em suas roupas de dormir, inundaram a sala
comunal. Havia soluços e choros de surpresa quando eles viram Alecto deitado
lá inconscientemente. Devagar eles se arrastaram ao seu redor, uma besta
selvagem que poderia acordar a qualquer momento e atacá-los. Então um bravo
e pequenino primeiro anista rapidamente cutucou-a com o seu dedão do pé.
“ Eu acho que ela provavelmente está morta!” Ele gritou com prazer
“ Oh, olhe!” sussurrou Luna feliz, enquanto a Corvinal inteira estava em
volta de Alecto. “Eles estão satisfeitos!”
“ Sim…legal…”
Harry fechou seus olhos, e sua cicatriz vibrou novamente fazendo-o mergulhar
novamente na mente de Voldemort...Ele estava se movendo pelo túnel da
primeira caverna....Ele quis certificar-se do medalhão antes de vir...mas
ele não se demoraria por muito tempo...
Havia uma batida na porta da sala comunal e cada Corvinal congelou-se. Do
outro lado, Harry ouviu a voz macia, musical que emitiu da aldrava da porta
da águia: "onde os objetos desaparecidos foram?"
“ Eu não sei, sei? Feche isso” uma voz furiosa e incomum que Harry conhecia
como do irmão Carrow, Amycus, “Alecto? Alecto? Você está aí?”Você o pegou?
Abra a porta!”
A casa de Corvinal estava sussurrando entre eles, horrorizados. Então sem
aviso, uma série de altos estampidos, como se alguém estivesse disparando
uma arma na porta.
“ ALECTO! Se ele vier, e nós não tivermos pegado o Potter – você quer ficar do
mesmo jeito que os Malfoys? RESPONDA-ME!” Amycus abaixou, sacudindo a porta com intensidade, mas mesmo assim ela não se abriu. A Corvinal estava toda voltando e alguns dos mais assustados, estavam retornando à escada que levava aos seus quartos.
Enquanto isso, Harry estava imaginando se ele iria ou não destruir a porta e
Stun Amycus antes que o Comensal da Morte fizesse alguma coisa, uma segunda e muito familiar voz soou pela porta.
“ Posso perguntar o que você está fazendo Professor Carrow?”
“ Tentando – passar – por essa droga – de porta!” gritou Amycus. “Vá e chame
o professor Flitwick!” “Traga-o para abri-la agora!”
“ Mas a sua irmã não está aí?” perguntou a professora McGonagall. “O
professor Flitwick não a deixou entrar ainda hoje à tarde, seguindo a um
pedido seu? Talvez ela possa abrir a porta para você? Assim você não precisará acordar metade do castelo.”
“ Ela não está atendendo, sua velha! Você abre! Bolas! Faça-o, agora!”
“ Certamente, se você o deseja” disse a professora McGonagall, numa frieza
horrorosa. Houve uma gentil batida e uma voz musical perguntou novamente.
“ Onde os objetos desaparecidos foram?”
“ Para a não existência, o que quer dizer, tudo” respondeu a professora
McGonagall.
“ Resposta correta”, disse a aldrava de águia da porta, abrindo-a.
Os poucos alunos da Corvinal que tinha ficado para trás, correram para as
escadas enquanto Amycus estourou sobre o ponto inicial, brandindo a sua
varinha. Assim como sua irmã, tinha um rosto pálido, macilento e olhos
minúsculos, que recaíram sobre Alecto, inerte no assoalho. Ele deixou sair
um grito de fúria e medo.
“ O que eles fizeram os pestinhas?” ele gritou. “Eu vou torturá-los até que
me falem quem fez isso – e o que dirá o Lord das Trevas?” ele tremeu, parado
sobre sua irmã batendo com o punho em sua testa, “Nós não o pegamos, e eles se foram e a mataram!”
“ Ela só está desmaiada”, disso a Professora McGonagall impacientemente, que
tinha se abaixado para examinar Alecto. “Ela ficará perfeitamente bem”
“ Não, com certeza ela não ficará” urrou Amycus. “Não depois que o Lord das
Treva pega-la! Ela se foi e mandei-lhe para ele, eu senti minha marca
queimar e ele acha que nós estamos com o Potter!”
“ Tem o Potter?” disse a Professora McGonagall afiadamente. “O que você quer
dizer com TEM O POTTER?”
“ Ele nos disse que o Potter poderia tentar entrar na torre da Corvinal e que
era para mandá-lo para ele caso o pegássemos!”
“ Por que Harry Potter tentaria entrar na torre da Corvinal! Potter pertence
à minha casa!”
Apesar da falta de crença e da raiva, Harry ouviu um pequeno sinal de
orgulho em sua voz e a sua afeição por Minerva McGonagall cresceu nele.
“ Disseram-lhe que ele talvez viesse para cá!” disse Carrow. “Eu não sei por
que, sei?”
A Professora McGonagall ficou imóvel e seus pequenos olhos vagaram pela
sala. Por duas vezes eles passaram justamente no lugar em que Harry e Luna
estavam.
“ Nós podemos pressionar as crianças”, disse Amycus, com sua cara de porco
maligna. “Sim, isso é o que faremos. Diremos que Alecto foi atacada de
surpresa pelas crianças, suas crianças acima”—ele olhou para cima, encarando
o teto dos dormitórios acima – “e diremos que eles a forçaram a conjurar a
marca e por isso que ele recebeu um alarme falso... Ele poderá puní-las.
Afinal, algumas crianças à mais ou à menos, qual a diferença?”
“ Só a diferença entre a verdade e a mentira, coragem e covardia”, disse a
Professora McGonagall, que tinha ficado pálida, “uma diferença, pequena, à
qual você e a sua irmã são incapazes de apreciar. Mas deixe-me fazer uma
coisa muito clara. Você não irá jogar as suas muitas inaptidões nos
estudantes de Hogwarts. Eu não permitirei”.
“ Como é?”
Amycus moveu-se para frente até que estava ofensivamente próximo da
Professora McGonagall, seu rosto à milímetros do dela. Ela se recusou a se
afastar, mas o olhou como se ele fosse algo desagradável que ela encontrou
num assento sanitário.
“ Não é o caso do quê você irá permitir, Minerva McGonagall. Seu tempo
acabou. Somos nós que estamos no comando aqui agora, e você irá me apoiar ou pagará o preço”. E lhe deu um tapa no rosto.
Harry arrancou a capa, empunhou sua varinha e disse “Você não deveria ter
feito isso!”
Enquanto Amycus se virava rapidamente, Harry gritou “Crucio!”
O Comensal da Morte se elevou. Ele se contorceu no ar como se estivesse se
afogando, debulhando e gritando de dor e então, com um barulho de vidros
quebrados, ele se esmagou contra a estante disforme e insensível, caindo ao
chão.
“ Agora sei o que a Bellatrix quis dizer”, disse Harry, o sangue em fervendo
em seu cérebro, “você precisa realmente querer”.
“ Potter!” sussurrou a Professora McGonagall, com o coração apreensivo
“ Potter você está aqui! O quê?...Como?” Ela se esforçou para se recompor.
“ Potter, isso foi idiotice!”
“ Ele lhe estapeou”, disse Harry.
“ Potter, eu...isso foi muito...galanteador de sua parte...mas você não entende...?”
“ Sim, entendo” Harry lhe assegurou. De alguma forma o pânico dela se
aquietou. “Professora, Voldemort está vindo!”
“ Oh, agora nós temos permissão de dizer o nome dele?” Perguntou Luna com um
ar de interesse, saindo da capa da invisibilidade. A aparição de mais um
fugitivo pareceu oprimir a Professora McGonagall que caiu desconcertada numa cadeira próxima, apertando a gola de seu velho vestido.
“ Eu não acho que fará qualquer diferença como o chamamos” Harry disse à
Luna. ”Ele já sabe que estou aqui.”
Numa parte distante do cérebro de Harry, aquela parte conectada com a raiva,
a cicatriz que queima como fogo, ele pode ver Voldemort navegando
rapidamente sobre o lago negro no fantasmagórico barco verde...Ele estava
próximo de alcançar a marina de pedra...
“ Você precisa se apressar”, sussurrou a Professora McGonagall, “Agora
Potter, o mais rápido que puder!”
“ Não posso” disse Harry. “Tem algo que preciso fazer. Professora, a senhora
sabe onde a diadema da Corvinal está?”
“ O d-diadema da Corvinal? Claro que não...não está perdido à séculos?” Ela
se endireitou um pouco mais na cadeira “Potter, isso é loucura, loucura
total, para você entrar neste castelo...”
“ Eu tive que” disse Harry. “Professora, existe alguma coisa escondida que
tenho de encontrar, e pode ser o diadema...Se a senhora puder falar com o
professor Flitwick...”.
Houve o som de um movimento, de vidro quebrado. Amycus estava de volta.
Antes que Harry ou Luna pudessem fazer alguma coisa, a Professora McGonagall
se levantou, apontando a sua varinha para o grogue Comensal da Morte, e
disse “Império”.
Amyco se levantou, passou por sua irmã, pegou sua varinha e depois, se
esgueirou obedientemente à Professora McGonagall e a entregou assim como a dele próprio. Depois, ele se deitou no chão ao lado de Alecto. A Professora
McGonagall acenou com a varinha novamente e uma fina corda prateada apareceu no ar e serpenteou em volta dos Carrows, amarrando-os firmemente.
“ Potter”, disse a Professora McGonagall virando-se para encará-lo com uma
incrível indiferença para os perplexos Carrows, “se aquele-que-não-deve-ser-nomeado souber realmente que você está aqui...”.
Enquanto ela falava, uma raiva crescente, como uma dor física, flamejou
através de Harry, fazendo com que sua cicatriz queimasse e por um segundo,
ele olhou através de uma bacia cuja poção tornara-se clara e viu que nenhum
medalhão dourado permaneceria à salvo sob a superfície...
“ Potter, você está bem” disse a voz, e Harry voltou. Ele estava se agarrando
aos ombros de Luna para se manter em pé.
“ O tempo está se esgotando. Voldemort está se aproximando. Professora, eu
estou agindo de acordo com as ordens de Dumbledore. Eu preciso encontrar o
que ele queria que eu encontrasse! Mas temos de tirar os alunos daqui
enquanto procuramos pelo castelo...Voldemort quer à mim, mas ele não se
importará em matar alguns à mais ou à menos, não agora”...agora que ele sabe que eu estou atacando as Horcruxes, Harry completou a frase em sua mente.
“ Você está agindo sobre ordens de Dumbledore?” ela repetiu com um olhar
pensativo.
Então, ela se aprumou, parecendo mais alta.
“ Nós asseguraremos a escola contra aquele-que-não-deve-ser-nomeado enquanto
você procura por este...objeto”
“ Isso é possível?”
“ Acho que sim”, disse a Professora McGonagall secamente, “nós professores
somos bem treinados em magia, sabe. Tenho certeza de que poderemos segurá-lo.
por um tempo se todos nos esforçarmos nisso. Claro que alguma coisa terá de
ser feita à respeito do Professor Snape...”
“ Deixe-me...”
“ ...e se Hogwarts está prestes a ser sitiada, com o Lorde das Trevas em seus
portões, será realmente prudente tirarmos o maior número de inocentes
possíveis do caminho. Com a rede de Flu sob supervisão e a aparatação sendo
impossível nesse terreno...”
“ Existe uma maneira”, disse Harry rapidamente, e ele explicou sobre a
passagem secreta que levava às cabeças de javali.
“ Potter estamos falando de centenas de estudantes...”
“ Eu sei Professora, mas se Voldemort e os Comensais da Morte estão
concentrados nas fronteiras da escola, eles não estarão interessados em
ninguém desaparatando do cabeça de javali”
“ Aí há alguma coisa”, ela concordou. Ela apontou sua varinha para os Carrows
e uma rede prateada caiu em seus corpos inertes amarrando-se à sua volta,
içando-os no ar indulgentemente acima do azul e dourado do teto como duas
grandes e feias criaturas do mar. “Vamos. Precisamos alertar os diretores
das outras casas. É melhor você colocar a capa novamente”.
Ela andou em direção à porta e assim que saiu, levantou sua varinha. De sua
ponta, estouraram três gatos prateados com espetaculares marcas em seus
olhos. Os Patronos saíram buscando à frente, iluminando com uma luz prateada as espirais da escadaria enquanto a Professora McGonagall, Harry e Luna se apressavam a descê-la.
Eles correram pelos corredores e um à um os patronos os deixaram. O vestido
de tartan da Professora McGonagall se arrastava pelo chão enquanto Harry e
Luna corriam atrás dela embaixo da capa.
Eles haviam descido mais dois andares quando uma quietude estranha os
alcançou. Harry cuja cicatriz ainda cutucava, ouviu-os primeiro. Ele sentiu
na bolsinha em volta de seu pescoço pelo mapa do Maroto, mas antes que ele
pudesse pega-lo, McGonagall também pareceu se conscientizar da companhia. Ela parou, levantou sua varinha pronta para duelar e disse, ”Quem está aí?”
“ Sou eu, disse uma voz baixa”
De trás de uma armadura, Severus Snape apareceu.
O sangue de Harry ferveu à menor vista dele. Tinha-se esquecido dos detalhes
da aparência de Snape com a magnitude de seus crimes, esquecido como seu
cabelo preto, gorduroso, emoldurando como cortinas seu rosto fino, como seus olhos pretos tinham um olhar impenetrável, frio. Ele não usava pijamas, mas
estava vestido em sua usual capa preta e mantinha sua varinha pronta para a
luta.
“ Onde estão os Carrows?” ele perguntou silenciosamente.
“ Onde quer que você mandou-os estar, eu espero, Severus”, disse a Professora McGonagall.
Snape aproximou-se a ela e seus olhos passaram pela Professora McGonagall
para o ar à sua volta, como se ele soubesse que Harry estava lá. Harry
aprontou sua varinha, pronto para atacar.
“ Eu estava com uma impressão” disse Snape, “Aquela Alecto aprisionou um
invasor”
“ Jura?” disse McGonagall. “E o que lhe deu essa impressão?”
Snape fez um movimento rápido em seu braço esquerdo, onde a marca negra
estava queimada em sua pele.
“ Oh, mas naturalmente”, disse a Professora McGonagall. “Vocês Comensais da
Morte têm seus próprios meios de comunicação, eu me esqueci”.
Snape fingiu não ouvi-la. Seus olhos ainda procuravam o ar à volta dela e
ele estava se movendo gradualmente mais perto, com ar de quem estava
duramente anunciando o que iria fazer.
“ Eu não sabia que era sua noite de patrulhar os corredores, Minerva”.
“ Você faz alguma objeção?”
“ Imagino o que fez com que você saísse da cama à essa hora?”
“ Pensei ter ouvido um distúrbio”, disse a Professora McGonagall.
“ Verdade? Mas tudo parece calmo”. Snape olhou-a nos olhos.
“ Você viu Harry Potter, Minerva? Porque se você viu, eu devo insistir…”
A Professora McGonagall moveu-se mais rápido do que Harry pôde acreditar.
Sua varinha cortou rapidamente o ar e por meio Segundo Harry achou que Snape iria cair subitamente inconsciente, mas velozmente o seu encantamento escudo foi tão forte que McGonagall perdeu o equilíbrio. Ela brandiu sua varinha com o toque contra a parede e ela voou contra as estantes.
Harry, prestes à amaldiçoar Snape, foi forçado à puxar Luna fora do caminho
das flamas descendentes, que se tornaram um anel de fogo que encheu o
corredor e voou como um laço até Snape...
Então não era mais nenhum fogo, mas uma grande e negra serpente que
McGonagall explodiu em fumaça, que se re-formou e se solidificou em segundos para se transformar num enxame de adagas. Snape evitou-os somente forçando o peitoral da armadura em frente dele, e com o ecoar de estampidos elas se afundaram uma após a outra, em seu peito...
“ Minerva!” disse uma voz esganiçada e olhando às suas costas, ainda
protegendo Luna dos feitiços voadores, Harry viu os Professores Flitwick e
Sprout correndo pelo corredor, ainda em seus pijamas, seguidos pelo
professor Slughorn em seu encalço.
“ Não!” gritou Flitwick, levantando sua varinha. “Você não causará mais
mortes em Hogwarts!”
O feitiço de Flitwick bateu na armadura na qual Snape estava usando como
escudo.
Que veio à vida com um barulho ensurdecedor. Snape esforçou-se para se
livras de seus braços esmagados e lançou-a de volta a seus atacantes. Harry
e Luna tiveram que mergulhar lateralmente para evitarem de serem esmagados contra a parede e as estantes. Quando Harry olhou para cima novamente, Snape estava voando em cheio enquanto McGonagall, Flitwick e Sprout avançavam sobre ele. Ele forçou sua entrada pela porta de uma sala de aula e, momentos depois, ele ouviu McGonagall gritar, “COVARDE! COVARDE!”
“ O que aconteceu? O que aconteceu?” perguntou Luna Harry arrastou-a para seus pés e eles correram pelo corredor, arrastando a capa da invisibilidade. Atrás deles, na deserta sala de aula onde os professores McGonagall, Flitwick e Sprout estavam sobre uma janela quebrada.
“ Ele pulou”, disse a professora McGonagall enquanto Harry e Luna adentravam
a sala.
“ Você quer dizer que ele está morto?” Harry apressou-se para a janela,
ignorando os gritos chocados dos professores Flitwick e Sprout com a sua
repentina aparição.
“ Não, ele não está morto”, disse McGonagall amargamente. “Diferentemente de Dumbledore, ele ainda estava com a sua varinha...e parece que aprendeu
alguns truques com o seu mestre”.
Com um tremor de horror, Harry viu à distância algo como um enorme morcego voando na escuridão pelos perímetros do muro.
Haviam passos atrás deles e uma respiração ofegante. Slughorn havia acabado de chegar.
“ Harry!” disse ele ainda ofegante, massageando seu peito sob seu pijama
verde esmeralda de seda.
“ Meu querido garoto...que surpresa...Minerva, por favor
explique...Severus...o quê...?”
Nosso diretor está tirando um breve recesso”, disse a Professora
McGonagall, apontando ao buraco na janela com a forma de Snape.
“ Professora!” Harry apertou veementemente sua cicatriz em sua testa, ele
podia ver o lado repleto de Inferi deslizando abaixo dele, e sentiu o
fantasmagórico barco verde colidir com a costa logo abaixo e Voldemort
deixando-o com ásia de morte em seu coração...
“ Professora, temos de proteger a escola, ele está vindo agora!”
“ Tudo bem. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado está vindo”, ela disse aos outros professores. Sprout e Flitwick soltaram um suspiro em choque. Slughorn deixou escapar um pequeno gemido. “Potter tem um trabalho à fazer no castelo segundo ordens de Dumbledore. Precisamos colocar em prática cada proteção que pudermos enquanto Potter faz o que precisa fazer”.
“ Você tem consciência que nada do que fizermos poderá manter Você-sabe-quem fora do castelo indefinidamente?” esganiçou o Professor Flitwick.
“ Mas podemos segurá-lo” disse a Professora Sprout.
“ Obrigada, Pomona”, disse a Professora McGonagall e entre elas houve um
olhar mórbido de entendimento. Eu sugiro que estabeleçamos uma proteção
básica pelo castelo e então, reunir os estudantes e nos encontrarmos no
Salão Principal. A maior parte deverá ser evacuada, mas todos aqueles que
forem maiores de idade e quiserem ficar e lutar deverão receber a sua
chance.”
“ Concordo”, disse a Professora Sprout, já correndo em direção à porta. “Eu
os encontrarei no Salão Principal com a minha casa em vinte minutos”.
E enquanto ela saía de vista, eles puderam ouvi-la murmurando, “Tentáculas,
Visgo do Diabo e sementes de “Snargaluff”...sim, gostaria de ver os
Comensais da Morte lutando contra isso.”
“ Eu posso agir daqui”, disse Flitwick e apesar dele quase não poder enxergar
nada lá fora, ele apontou a sua varinha pela janela quebrada e começou a
murmurar encantamentos de grande complexidade. Harry ouviu um estranho
barulho estrondoso, enquanto Flitwick havia liberado o poder do vento no
terreno.
“ Professor”, disse Harry aproximando-se do mestre de feitiços. “Professor
desculpe a interrupção, mas é importante”. O Senhor tem alguma idéia de onde a relíquia da Corvinal está?
“ ....Protego Horribillis...a relíquia de Corvinal?” esganiçou-se Flitwick.
“ Sabedoria demais nunca é errado, Potter, mas eu não acredito que terá muito
uso nessa situação!”
“ Eu só quis dizer...o senhor sabe onde está? Alguma vez o senhor a viu?”
“ Ver”, ninguém nunca a viu! “Está perdida há muito tempo, garoto”.
Harry sentiu uma mistura de desespero, desapontamento e pânico. O que,
então, seria a Horcrux?
“ Devemos encontrar você e os alunos da Corvinal no Salão Principal, Filius!”
disse a Professora McGonagall, pedindo que Harry e Luna a seguissem.
Eles tinham acabado de chegar próximo à porta, quando o professor Slughorn
bradou.
“ Minha palavra”, ele ofegou, pálido e suando, seu bigode de morsa se
agitando. “Que tumulto! Não estou completamente certo de que isso seja
certo, Minerva. Ele conseguirá achar um jeito de entrar e, qualquer um que
ficar em seu caminho encontrará um grave arrependimento...”
“ Eu espero você e a Sonserina no Salão principal em vinte minutos também”,
disse McGonagall. “Se você deseja deixar o castelo com seus alunos, não o
impediremos. Mas se algum de vocês tentar sabotar nossa resistência ou
levantar armas contra nós neste castelo, então Horácio, duelaremos para
matar.”
“ Minerva!” ele disse horrorizado.
“ A hora chegou para a casa de Sonserina se decidir sobre sua lealdade”,
interrompeu a Professora McGonagall, “Vá e acorde os seus alunos”.
Harry não ficou para ver o confuso Slughorn. Ele e Luna haviam parado quando
a Professora McGonagall que se postou no meio do corredor e empunhou a sua varinha.
“ Piertotum...oh, pelos céus, Filch, não agora...”
O velho guardião tinha acabado de chegar se arrastando, gritando “Alunos
fora da cama! Alunos pelo corredor!”
“ Eles têm que estar seu grandessíssimo idiota!” gritou McGonagall. “Agora vá
e faça algo útil! Encontre Peevers!”
“ P-Peeves?” gaguejou Filch como se nunca tivesse ouvido o nome antes. "Sim,
Peeves, seu imbecil, Peeves! Você não têm se queixado dele à mais de um
quarto de século? Vá busca-lo de uma vez!”
Filch evidentemente pensou que a Professora McGonagall perdera a noção, mas foi se afastando arrastadamente, murmurando sobre a respiração afetada.
“ E agora...Piertotum Locomator!”, gritou a Professora McGonagall. E por todo
o corredor as estátuas e armaduras pularam de seus pedestais e os ruídos
estrondosos ecoando acima e abaixo no chão, Harry soube que seus
companheiros pelo castelo fizeram o mesmo.
“ Hogwarts está ameaçada!” gritou McGonagall. “Assumam o perímetro,
protejam-nos, cumpram seu dever com a escola!”
Tinindo e gritando, a horda de estatuas se movia desordenadamente depois de Harry, algumas delas menores, outras maiores que a vida. Haviam animais
também e o tilintar das armaduras brandindo suas espadas e esferas presas em correntes.
“ Agora Potter, disse McGonagall, você e a senhorita Lovegood precisam voltar
aos seus amigos e traze-los ao Salão Principal...Eu devo trazer os outros
Grifinórias.”
Eles partiram para o topo da próxima escadaria, Harry e Luna voltaram-se
para a passagem secreta que levava à sala precisa. Enquanto eles corriam,
encontraram-se om diversos alunos, usando capas de viagem sobre seus
pijamas, sendo levados para o Salão principalmente pelos professores e pelos
monitores.
“ Aquele era o Potter!”
“ Harry Potter!”
“ Era ele, eu juro, acabei de vê-lo!”
Mas Harry não se virou para olhar e finalmente eles alcançaram à entrada da
sala precisa, Harry se inclinando em direção à parede encantada, que se
abriu para admiti-los e ele e Luna se apressaram pelos degraus íngremes da
escadaria.
“ Por que...?”
Quando a vista de Harry se acostumou ao ambiente, ele já havia descido
alguns degraus em choque. Estava mais lotada do que na última vez que havia estado lá. Kingsley e Lupin estavam olhando para ele, assim como Olívio
Wood, Cátia Bell, Angelina Johnson e Alicia Spinnet, Gui e Fleur, e Sr. e
Sra. Weasley.
“ Harry o que está acontecendo?” disse Lupin, encontrando-o ao pé da escada.
“ Voldemort está a caminho, eles estão protegendo a escola...Snape fugiu...O
que vocês estão fazendo aqui? Como vocês souberam?”
“ Mandamos mensagens para o resto da Armada de Dumbledore”, explicou Fred.
“ Você realmente não esperava que fôssemos perder a diversão, Harry, e a A.D. deixou que a Ordem soubesse e foi meio como uma bola de neve”.
“ O que vem primeiro, Harry?” perguntou George. “O que está rolando?”
“ Eles estão evacuando as crianças menores e todos estão se reunindo no Salão Principal para se organizar”, disse Harry. “Estamos Lutando”.
Houve um grande rugido pela escada, ele foi pressionado contra a parede
enquanto os outros minguados membros da Ordem, a A.D. e o antigo time de
quadribol de Harry passavam por ele, todos com suas varinhas em punho, pelo castelo principal.
“ Vamos Luna”, Dean chamou-a quando passou por ela, oferecendo-lhe a mão
livre, a qual ela pegou e o seguiu pelas escadas.
A multidão foi diminuindo. Somente um pequeno grupo ficou para trás na sala
precisa e Harry se juntou a eles. A Sra. Weasley ralhava com Gina. À sua
volta, permaneceram Lupin, Fred, George, Gui e Fleur.
“ Você é menor de idade!” Gritou o Sra. Weasley conforme Harry se aproximava.
“ Não vou permitir! Os garotos tudo bem, mas você, você tem de voltar para
casa!”
“ Não vou!” O cabelo de Gina esvoaçou enquanto ela puxava seu braço do aperto
de sua mãe.
“ Sou da Armada de Dumbledore...”’
“ Um grupo de adolescentes”
“ Um grupo de adolescentes que se arriscou a persegui-lo, coisa que ninguém mais se ousou a fazer.” Disse Fred.
“ Ela tem dezesseis!” gritou a Sra. Weasley. “Ela não tem idade suficiente! No que vocês dois estavam pensando quando a trouxeram com você vocês...”Fred e George se entreolharam envergonhados.
“ Mamãe está certa, Gina” disse Gui gentilmente. “Você não pode fazer isso.
Todos os menores de idade terão de sair, é o certo!”
“ Não posso ir para casa!” gritou Gina com lágrimas de raiva saindo de seus olhos. “Minha família inteira está aqui, não posso ficar esperando lá
sozinha sem saber e...”
Seus olhos encontraram com os de Harry pela primeira vez . Ela olhou-o implorando, mas ele desviou-se dela e ela virou-se amarga.
“ Tá”, disse ela, encarando a entrada do túnel que levava ao cabeça de javali. “Direi adeus agora, por enquanto e...”
Houve uma batida alta e confusa. Alguém mais subia com certa dificuldade pelo túnel, cambaleante e caindo. Ele se arrastou vagarosamente para a cadeira mais próxima, olhou ao redor assimetricamente pela margem dos chifres de vidro e disse, “Estou muito atrasado? Já começou. Eu acabei de descobrir, então eu…eu…”
Percy parou de repente em silêncio. Evidentemente ele não esperava encontrar com toda a sua família. Houve um longo momento de um silêncio atordoante, quebrado por Fleur que se virou para Lupin , dizendo numa tentativa transparentemente descontrolada tentando quebrar a tensão. “Então, como estar o pequeno Teddy?”
Lupin piscou para ela, alarmado. O silêncio entre os Weasleys pareceu se
solidificar, como gelo.
“ Eu...ah sim...ele está bem!” Lupin disse elevando sua voz. “Sim, Tonks está
com ele...na casa da sua mãe...”
Percy e os outros Weasleys ainda se encaravam, petrificados.
“ Aqui, eu tenho uma foto?” Lupin disse de forma descontrolada, tirando a
fotografia do bolso de sua jaqueta e mostrando-a à Fleur e Harry, que viu um
pequeno bebê com um tufo de cabelo turquesa, passando pela primeira vez na câmera.
“ Eu fui um idiota!” Percy rugiu tão alto que Lupin quase deixou cair a
fotografia. “Eu fui um idiota, pomposo e orgulhoso, eu fui um...um...”
“ Um amante do ministério, um destruidor de família, um grandessíssimo
imbecil”, disse Fred.
Percy engoliu secamente.
“ Sim, eu fui!”
“ Bom, você não poderá ser mais justo que isso”, disse Fred oferecendo sua
mão à Percy.
A Sra. Weasley caiu em lágrimas. Ela correu para empurrar Fred para o lado e
puxando Percy para um abraço apertado, enquanto ele dava leves tapinhas em suas costas, olhando para seu pai.
“ Me desculpe, papai”, disse Percy.
O Sr. Weasley deu uma piscadela rápida e então ele também correu para
abraçá-lo.
“ O que o fez ver a realidade, Percy?” perguntou George.
“ Já tenho percebido faz um tempo”, disse Percy, limpando seus olhos sob os
ó culos com um canto de sua capa de viagem. “Mas eu tinha de encontrar uma
maneira e não é tão fácil no ministério, eles estão prendendo os traidores o
tempo todo. Eu fiz de tudo para contatar Aberforth e ele me deu a dica de
que Hogwarts estava sob ataque, então, aqui estou eu!”
“ Bem, nós realmente procuramos que nossos monitores liderem numa época como essas.”, disse George numa imitação perfeita do jeito pomposo de Percy.
“ Agora, vamos subir e lutar, ou todos os bons Comensais da Morte já terão
sido pegos.”
“ Então você é minha cunhada agora?” disse Percy, dando as mãos à Fleur
enquanto eles se apressavam pelas escadarias com Gui, Fred e George.
“ Gina!” bradou a Sra. Weasley.
Gina havia aproveitado a distração com a reconciliação, para disfarçadamente
também descer as escadas de fininho.
“ Molly, o que você acha disso” disse Lupin. “Porque a Gina não fica aqui,
assim pelo menos ela estará presente, sabendo do que se passa, mas não
estará no meio da luta?”
“ Eu…”
“É uma boa idéia”, disse o Sr. Weasley firmemente. “Gina, você fica nesta
sala, me ouviu?”
Gina pareceu não gostar nem um pouco da idéia, mas sob a olhar extremamente forte e incomum de seu pai, ela concordou. O Sr e a Sra Weasley e Lupin desceram as escadas também.
“ Onde está o Ron?” perguntou Harry “E a Hermione?”
“ Eles já devem ter ido para o Salão Principal, disse o Sr Weasley pelos seus
ombros.
“ Eu não os vi passar por mim”, disse Harry.
“ Eles disseram algo sobre o banheiro”, disse Gina, “não muito depois de você
sair”.
“ Um banheiro?”
Harry andou firmemente pela sala em direção a uma porta aberta fora da sala
precisa, para checar o banheiro além. Estava vazio.
“ Tem certeza que eles disseram banh...?”
Mas então, sua cicatriz queimou e a sala precisa desapareceu. Ele estava olhando pelo alto e pesado portão de ferro, com barcos alados em cada lado dos pilares, procurando pelos escuros terrenos à volta do castelo, que estavam brilhando iluminados. Nagini se esgueirou por seus ombros. Ele foi possuído por aquele frio, aquele sentido cruel que precede o assassinato.

CAPÍTULO 29 - A TIARA PERDIDA

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:33

CAPÍTULO 29 - A TIARA PERDIDA

"Neville! O que... Como... ?"
Mas Neville reconheceu Rony e Hermione, e com um grito de prazer estava abraçando-os também. Quanto mais Harry olhava para Neville, pior ele aparentava: um de seus olhos estava inchado, amarelo e púrpuras; haviam marcas pressionadas em sua face, e seu ar sugeria que ele tinha sobrevivido bastante. Não obstante, sua face espancada se mostrou alegre quando ele se soltou de Hermione e continuou dizendo. "Eu sabia que vocês viriam! Fiquei dizendo ao Simas que era uma questão de tempo!"
" Neville, o que aconteceu com você?"
" Que? Isto?" Neville disfarçou seus machucados com um balançar de cabeça. "Isto não é nada, Simas está pior. Você vai ver. Nos já devemos ir, então? Oh," ele se virou para Abeforth "Ab, pode haver mais um casal de pessoas a caminho"
“ um casal a mais?” disse Abeforth ameaçador. “O que você quer dizer com um casal a mais Longbottom? Está tendo um toque de recolher e um feitiço em todo o vilarejo!”
“ Eu sei, é por isso que eles estarão aparatando diretamente no bar,” disse Neville. “Só mande eles debaixo pela passagem quando eles chegarem aqui, pode fazer isso? Muito Obrigado”
Neville juntou as suas mãos para Hermione e ajudou-a a escalar o consolo da lareira e entrar no túnel; Rony seguiu, e Neville. Harry destinou-se a Abeforth.
“ Eu não sei como posso lhe agradecer. Você salvou nossas vidas duas vezes.”
“ Cuide deles, quando,” disse Abeforth grosseiramente “Eu talvez não possa salvar por uma terceira vez.”
Harry escalou por cima do consolo da lareira e atravessou o buraco por trás do quadro de Ariana. Havia pegadas macias nas pedras no outro lado: Parecia que aquela passagem estava ali por anos. Lâmpadas de bronze penduradas na parede e o chão de terra estava quente e macio; enquanto andavam; suas sombras sussurravam pela parede.
“ Há quanto tempo isto esta aqui?” Rony perguntou assim que eles continuaram, “Não esta no mapa do maroto, está Harry?Eu pensei que só havia sete passagens dentro e fora da escola.”
“ Eles selaram todas as outras sete passagens antes do começo do ano letivo” disse Neville. “Existe nenhuma chance de passar por nenhuma delas agora, não com feitiços por todas as entradas e Comensais da morte e dementadores esperando nelas” Ele começou a andar hesitante, levando-os para dentro. “Não importa tanto agora...E mesmo verdade? Vocês destruíram Gringotes? Vocês escaparam de um dragão? Em todo lugar todo mundo só fala sobre isso, Terry Boot pegou detenção por Carrow por berrar sobre isso no Grande Salão no jantar”
“ Yeah, é mesmo verdade”. Disse Harry.
Neville riu alegremente.
“ O que vocês fizeram com o dragão?”
“ Deixamos-o num campo” disse Rony. “Hermione estava querendo tratá-lo como bichinho de estimação.”
“ Não exagere Rony—“
“ Mas o que você anda fazendo? As pessoas estão dizendo que você está fugindo, mas eu não acho isso. Acho que você está com algum objetivo”
“ Você está certo”. Disse Harry. “mas, conte mais sobre Hogwarts, Neville, nos não temos ouvido nada”
“ Ela está...Bem, não é realmente a mesma Hogwarts”. Disse Neville, o sorriso murcho no seu rosto então ele falou. “Você sabe os Carrows?”
“ Aqueles Comensais da morte que ensinam aqui?”
“ Eles fazem mais que ensinar”. Disse Neville. “Eles estão encarregados de toda a disciplina. Gostam de punições, os Carrows”.
“ Como Umbridge?”
" Nem, eles fazem ela parecer mansa. Todos os outros professores supostamente deveriam nos denunciar para os Carrows se fizéssemos algo errado. Mas eles não denunciam, se puderem evitar. Eles (professores) os odeiam (Carrows) tanto quanto nós."
" Amycus, o homem, ensina o que costumava ser 'Defesa Contra as Artes Das Trevas', só que agora é só 'As Artes das Trevas'. Nós temos que praticar a Maldição Cruciatus em quem está de Detenção -"
" O quê?"
As vozes de Harry, Rony e Hermione ecoaram em toda a passagem.
"É" falou Neville. "É como eu arrumei isso", ele apontou para um corte particularmente profundo em sua bochecha.
- Eu me recusei a fazer isso [lançar Cruciatus nos outros alunos]. Alguns estão fazendo, eu acho. Crabbe e Goyle simplesmente amam. É a primeira vez que eles são os melhores em alguma coisa, eu espero. Alecto, a irmã do Amycus, ensina Estudo dos Trouxas, que é obrigatório para todos. Todos nós temos que ouvi-la explicar como os Trouxas são como animais, estúpidos e sujos, e como eles levam os bruxos a se esconderem por serem viciados neles, e como a ordem natural é se re-estabelecer. Arrumei isso - ele indicou outro corte em seu rosto - por perguntar a eles quanto Sangue de Trouxa ela e seu irmão têm.
- Brilhante, Neville - Rony falou. - Há um lugar e uma hora certa para uma falar algo inteligente.
- Você não a viu - Neville falou. - Você também não aguentaria. O negocio é que isso ajuda quando as pessoas estão submissas, isso dá esperança pra todos. Eu geralmente falo de quando você fez isso, Harry.
- Mas eles estão usando você como um afiador de facas!
- Mas ele te usaram como um amolador de facas - disse Ron, olhando enquanto passava a lampada e os machucados de Neville ficavam em grande destaque.
Neville encolheu os ombros.
- Não importa. Eles não querem derramar muito sangue puro, então eles irão nos torturar um pouco se nos formos desbocados mas eles não vão mesmo nos matar.
Harry não sabia o que era pior, as coisas que Neville estava dizendo ou o tom de "tanto faz" com que eles as dizia.
As únicas pessoas realmente em perigo são aquelas que os amigos e parentes estão causando problemas fora da escola. Eles estão fazendo reféns. O velho Xeno Lovegood falou demais no pasquim então eles levaram Luna de dentro do trem na volta de natal pra casa.
- Neville ela está bem, nós vimos ela.
- Sim eu sei, ela me mandou uma mensagem.
- De seu bolso ele trocou uma moeda dourada e Harry reconheceu como um dos galeões falsos que a Armada de Dumbledore usava pra se comunicar.
- Isso foi ótimo - disse Neville, mirando Hermione- Os Carrows nunca souberam como nós estávamos nos comunicando, isso deixava eles loucos. Nós costumávamos escapar a noite e pichar nas paredes "A armada de Dumbledore, ainda recrutando", coisas como essas. Snape odiava.
- Costumavam? - disse Harry - percebendo que se tratava de passado.
- Bom, nós tivemos mais dificuldade com o tempo. - disse Neville. - Perdemos Luna no natal e Gina nunca mais voltou depois da páscoa e nós três éramos como os líderes. Os Carrows pareciam saber que eu estava por trás de muito disso, então eles começaram a pegar bastante no meu pé, e então Michael Corner foi pego por libertar um primeiro-anista que eles tinham acorrentado, e foi bastante torturado. Isso assustou as pessoas.
- Você tá brincando - disse Rony, conforme a passagem começava a subir.
- É, bem, eu não podia chamar as pessoas pra continuar depois do que Michael fez, então nós
tivemos algumas dificuldades. Mas continuamos lutando, fazendo coisas mais escondidas até algumas semanas atrás. Foi ai que eles decidiram que só havia um jeito de me parar, eu acho, e então eles foram até minha vó.
- Eles o que? - disse Harry, Ron e Hermione juntos.
- Sim, - disse Neville arquejando um pouco agora, porque a passagem começava a ficar mais alta - bem, você vê como eles pensam. Eles tem trabalhado muito raptando crianças pra forçar seus parentes a se comportar. Eu suponho que era só uma questão de tempo até eles fazerem o inverso. O que aconteceu foi - ele olhou pra eles, e Harry estava atônito de ver que ele estava sorrindo - eles tiveram um pouco mais do que gostariam com minha vó. Uma velha senhora vivendo sozinha, eles provavelmente pensaram que não precisavam mandar ninguém particularmente poderoso. De qualquer forma, - Neville riu - Dawlish ainda está no St. Mungus e minha vó foragida. Ela me mandou uma carta - ele enfiou uma mão no bolso da frente de suas vestes - me dizendo o quanto estava orgulhosa de mim, que eu sou filho do meu pai e pra não se entregar.
- Legal - disse Ron.
- É - disse Neville feliz. - A única coisa foi que, uma vez que eles perceberam que eles não tinham como me segurar, eles decidiram que Hogwarts ficaria melhor sem mim no final. Eu não sei se eles estavam planejando me matar ou me enviar pra Azkaban, de qualquer forma, eu sabia que era hora de desaparecer.
- Mas - disse Ron, olhando totalmente confuso - a gente não... a gente não está indo pra Hogwarts?
- Claro - disse Neville - Vocês verão. Nós já chegamos.
Eles viraram num canto e logo a frente estava o fim da passagem. Alguns passos a mais levavam a outra porta igual aquela atrás do retrato de Ariana. Neville empurrou a porta pra abrir e subiu por ela. Enquanto ele subia, ele ouviu Neville falar pra outras pessoas fora de seu arco de visão.
- Olha quem está aqui! Eu não disse?
Quando Harry emergiu na sala atrás da passagem, houve vários gritos e vozes: "HARRY!" "é o Potter, é o Potter!" "Ron!" "Hermione!"
Ele tiveram uma confusa impressão de lampas de muitos rostos. No próximo momento ele, Ron e Hermione foram envolvidos, abraçados, puxados, seus cabelos bagunçados, sua mãos apertadas, pelo que parecia ser mais de vinte pessoas. Eles pareciam ter ganho a final de quadribol.
- Ok, Ok, calma! - Neville falou, e a platéia se afastou, Harry foi capaz de ver o que o rodeava.
Ele não reconheceu o lugar. Era enorme, a parecia como o interior de uma árvore particularmente sinuosa, ou talvez uma gigante cabine de navio. Redes multicoloridas estavam no teto e nas sacada que circundava as escuras e cheia de painéis parede de madeira, que era coberta por uma brilhante tapeçaria pendurada. Harry viu o leão da Grifinória, colocado em vermelho; O preto texugo da Lufa-Lufa em um fundo amarelo; e a águia laranja da Corvinal em azul. O prateado e verde de Sonserina estava ausente. Havia algumas estantes, umas poucas vassouras encostadas nas paredes, e no canto, um grande rádio feito de madeira.
- Onde nós estamos?
- Sala precisa, é claro! - disse Neville - Surpreendente não é? Os Carrows estavam me desafiando,e eu sabia que eu só tinha mais uma chance de se esconder. Eu passei pela porta e isso foi o que eu encontrei. Bem, não estava exatamente assim quando eu cheguei, estava um pouco menor, só havia uma rede e somente o brasão da Grifinória. Mas cresceu mais e mais depois que a A.D chegou!
- E os Carrows não podem entrar? - perguntou Harry, procurando pela porta.
- Não - falou Simas Finnigan, que Harry não tinha reconhecido antes de ele falar: seu rosto estava ferido e inchado. - Isso é um esconderijo, enquanto um de nós estiver aqui, eles não podem nos pegar, pois porta não vai abrir. E tudo graças ao Neville. Foi ele que conseguiu esse esconderijo. Você tem que pedir exatamente o que você quer - tipo, "Eu não quero que nenhum Carrow consiga entrar" - então eles não conseguirão! Você só tem de ter certeza que fechou a entrada. Neville é o cara!
- É um tanto exagerado, sério - disse Neville modestamente. Eu fiquei aqui mais ou menos um dia e meio e fiquei com muita, muita fome e desejando algo pra comer e foi ai que a passagem pro Cabeça de Javali se abriu. Eu fui por ela e conheci Aberforth. Ele tem nos fornecido comida porque por alguma razão, essa é a única coisa que a sala não faz.
- É, bem, comida é uma das cinco exceções da Lei Elemental de Transfiguração de Gamp - disse Ron, pra geral surpresa.
- Então, nós estivemos escondidos aqui a quase duas semanas - disse Simas - e a sala fez mais e mais redes conforme nós precisávamos dormir e um belo banheiro apareceu desde que as garotas chegaram...
- ... porque elas precisavam tomar banho, sim - disse Lilá Brown, que Harry não tinha notado até aquela hora. Agora que ele olhava de verdade, ele reconheceu muitos rostos familiares. Ambas as gêmes Patil estavam ali, assim como Terry Boot, Ernie Macmillian, Anthony Goldstein e Michael Corner.
- Diga nos o que você esteve fazendo - disse Ernie - Houve tantos boatos, nós tentamos nos comunicar com você no Potterwatch. - Ele apontou o rádio. - Você não invadiu o Gringottes?
- Eles invadiram! - disse Neville - E o dragão é verdade também!
Houve uma profusão de aplausos e uns poucos assovios. Ron agradeceu.
" Vocês estão atrás do que?" Perguntou Simas avidamente.
Antes nenhum deles pudesse fazer qualquer pergunta a eles, Harry sentiu sua cicatriz arder terrivelmente. Quando ele virou de costas rapidamente para as caras de curiosidade e satisfação, a sala precisa desapareceu, e ele estava dentro de uma arruinada cabana, o assoalho apodrecido partiu-se aos seus pés, e foi revelada uma caixa dourada que estava aberta e vazia dentro do buraco, e o grito de fúria de Voldemort vibrou dentro de sua cabeça.
Com um enorme esforço ele tirou Voldemort de sua mente novamente, e estava de volta na sala precisa, seu rosto suando e Rony segurando-o.
" Você está bem, Harry?" Neville estava dizendo. "Porque você não senta? Eu esperava que você estivesse cansando, não está?"
" Não," disse Harry. Ele olhou para Rony e Hermione, tentando dizer a eles sem falar que Voldemort havia acabado de descobrir que um dos outros Horcruxes haviam se perdido. O tempo estava ficando cada vez mais curto: Se Voldemort escolhesse visitar Hogwarts a seguir, eles perderiam sua oportunidade.
" Nós precisamos ir," ele disse, e suas expressões os disseram que eles entenderam.
" O que você vai fazer, então, Harry?" perguntou Simas. "O que você está planejando?"
" Planejando?" repetiu Harry. Ele estava fazendo tudo em seu poder para prevenir ele próprio de sucumbir novamente a fúria de Voldemort: Sua cicatriz ainda queimada. "Bom, há uma coisa que nós - Rony, Hermione e eu - precisamos fazer, e então vamos sair daqui."
Ninguém estava rindo ou gritando mais. Neville parecia confuso.
" O que você quer dizer,com "sair daqui"?"
" Nós não voltamos para ficar," disse Harry, esfregando sua cicatriz, tentando parar a dor. "Tem algo importante que precisamos fazer".
- E o que é?
- Eu - eu não posso te dizer.
Houve um murmúrio de reclamação ao dizer isso. As sobrancelhas de Neville se contraíram.
- Porque não pode nos dizer? É algo como lutar contra Você-Sabe-Quem, não é?
- Bem, sim...
- Então nós vamos ajudá-los.
Os outros membros da AD estavam acenando positivamente com a cabeça, alguns alegremente, outros solenemente.
Alguns deles levantaram de suas cadeiras demonstrando sua concordância com uma ação imediata.
" Você não entende," Harry parecia ter dito um monte nas ultimas horas.
" Nós - nós não podemos contar a você. Nós temos que fazer isso - sozinhos."
" Porque?" perguntou Neville.
" Porque..." Em seus desesperos em começar a procurar o desaparecido Horcrux, ou pelo menos ter uma conversa particular com Rony e Hermione sobre onde eles poderiam começar sua busca. Harry achou complicado reunir seus pensamentos. Sua cicatriz ainda estava queimando. "Dumbledore deixou para nós três um trabalho," ele disse cautelosamente, "e nós não devemos contar - Eu quero dizer, ele queria que nós fizéssemos, apenas nos três."
" Nós somos sua armada," disse Neville."Armada de Dumbledore. Estamos todos juntos nisso, e nós temos continuado enquanto vocês três estiveram fora por sua conta ".
- Isso não é como um pique-nique, amigo - falou Rony.
- Eu nunca falei que fosse, mas não entendo porque vocês não podem confiar na gente. Todos nessa sala estiveram lutando e se escondendo aqui porque os Carrows estão nos procurando. Todos aqui provaram que são leais a Dumbledore - leais a você.
- Olhe - Harry começou, sem saber o que iria dizer, mas isso não importava. O túnel havia se aberto atrás dele.
- Nós recebemos sua mensagem, Neville! Oi pra vocês, eu imaginei que vocês estariam aqui!
Eram Luna e Dino. Simas rugiu de prazer e correu para abraçar seu melhor amigo.
- Oi pra vocês! - Luna falou alegremente. - Oh, é tão bom estar de volta!
- Luna - Harry disse discretamente. - O que vocês está fazendo aqui? Como você?
" Eu mandei busca-lá" disse Neville, segurando o falso Galeão. "Eu prometi a ela e Gina que se você aparecesse eu as avisaria. Nós todos pensamos que se você volta-se para cá, iria significar revolução. Que nós iriamos causar a queda de Snape e os Carrows."
"É claro que é isso que significa," disse Luna claramente. "Não é mesmo, Harry? Nós vamos expulsá-los de Hogwarts?"
" Escutem," disse Harry com um senso de pânico aumentando, "Eu sinto muito, mas nós não voltamos para isso. Existe algo que nós temos que fazer, e então-"
" Você vai nos deixar nessa confusão?" reclamou Michael Corner.
" Não!" disse Rony. "O que nós estamos fazendo irá beneficiar todos no final, é tudo sobre tentar se livrar de você-sabe-quem"
" Então nos deixe ajudar!" disse Neville irritado. "Nós queremos fazer parte disso!"
Houve outro barulho atrás deles, e Harry se virou. Seu coração pareceu despencar: Gina estava agora subindo através do buraco da parede, seguida de Fred, George, e Lino Jordan. Gina deu a Harry um radiante sorriso: Ele havia esquecido, ele nunca havia apreciando totalmente, o quão bonita ela era, mas ele nunca esteve tão descontente em vê-la.
" Aberforth está ficando um pouco irritado," disse Fred, levantando sua mão em resposta a diversos choros de saudação."Ele quer dormir, e seu bar transformou-se em uma estação ferroviária."
A boca de Harry abriu. Logo atrás de Lino Jordan veio a antiga namorada de Harry, Cho Chang. Ela sorriu para ele.
" Eu peguei a mensagem," ela disse, segurando seu próprio galeão falso e ele andou para se sentar ao lado de Michael Corner.
" Então qual é o plano, Harry?" disse George.
" Não existe um," disse Harry, ainda desorientado pela repentina aparição de todas aquelas pessoas, incapaz de absorver tudo enquanto sua cicatriz ainda queimava furiosamente.
- Apenas indo e fazendo o que der na telha, não é? Meu tipo favorito - falou Fred.
- Você tem que parar com isso! - Harry disse a Neville. - Porque você chamou todos de volta? Isso é insano!
- Nós vamos lutar, não vamos? - Dino falou, pegando seu galeão falso. - A mensagem diz que Harry está de volta, e nós vamos lutar! Eu tenho que pegar alguma varinha, pensei...
- Você não tem varinha? - Simas começou.
De repente Ron se virou para Harry.
- Porque eles não podem ajudar?
- O que?
" Eles não podem evitar." Ele abaixou sua voz e disse, para que nenhum deles pudesse ouvir sem ser Hermione, quem permaneceu entre eles, "Nós não sabemos onde está. Nós temos que encontrar rápido. Nós não precisamos dizer a eles que é um Horcrux."
Harry olhou para Rony e Hermione, que murmurou, "eu acho que Rony está certo. Nós nem sabemos o que estamos procurando, nós precisamos deles." E quando Harry olhou não convencido, "Você não precisa fazer tudo sozinho, Harry."
Harry pensou rápido, sua cicatriz ainda pinicando, sua cabeça ameaçando se separar novamente. Dumbledore havia lhe avisado sobre contar a todos exceto Rony e Hermione sobre os Horcruxes. Segredos e mentiras, foi assim que ele cresceu, e Alvo... ele era natural...
Ele estava voltando ao Dumbledore, deixando seus segredos fechados no túmulo, com medo da verdade? Mas Dumbledore confiava em Snape, e quando foi que ele errou? Em suplicar no topo da torre mais alta.
Tudo bem – ele disse baixo aos outros dois – Ok – ele chamou a sala em voz alta, e todo o barulho parou. Fred e George, que estavam fazendo piadas para o benefício dos mais próximos fizeram silêncio e todos olharam alertas, excitados
-Tem algo que nós precisamos encontrar – disse Harry – algo que nos ajudará a derrotar Você-Sabe-Quem. Isto eta aqui em Hogwarts, mas nós não sabemos onde. Deve ter pertencido a Corvinal. Alguém sabe de um objeto desse estilo? Tem alguém que sabe de algo relacionado a seu pássaro por enquanto?
Ele olhou esperançoso para o pequeno grupo de Cornivais, para Padma, Michael, Terry, e Cho, mas foi Luna que respondeu, se encostando no braço da cadeira de Gina.
" Bom, tem uma tiara perdida. Eu te contei sobre isso, lembra, Harry? A tiara perdida de Cornival? Papai está tentando duplica-lá."
" Sim, mas a tiara perdida," disse Michael Corner, revirando seus olhos, "está PERDIDA, Luna.
" Quando foi perdida?" perguntou Harry?
" Séculos atrás, eles dizem," disse Cho, e o coração de Harry afundou. "O professor Flitwick disse que a tiara sumiu com a própria Cornival. "Ninguém jamais encontrou traços disso, não é mesmo?"
Todos eles balançaram suas cabeças.
" Me desculpe, mas o que é uma tiara?" perguntou Rony
"É um tipo de coroa," disse Terry Boot. Ravenclaw supostamente supostamente tem propriedades mágicas , que aumenta a sabedoria de quem usa."
" Sim, papai Wrackpurt sifão "
- E nenhum de vocês viu algo parecido com isso?
Todos eles puseram-se a pensar de novo. Harry olhou para Rony e Hermione e para seu desapontamento eles olharam também para ele. Um objeto objeto que foi perdido a muito tempo, e aparentemente sem pistas, não parecia um bom candidato a um Horcrux escondido no castelo... Antes que eles pudessem formular uma nova pergunta Cho falou novamente.
" Se você quiser ver como a tiara supostamente parece, eu poderia te levar para nossa sala comunal e te mostrar Harry. Ravenclaw está usando-a em sua estatua."
A cicatriz de Harry queimou novamente.
Por um momento a Sala Precisa desapareceu atrás dele, e então ele viu a terra escura elevando-se embaixo dele e sentiu a grande cobra envolvida em seus ombros. Voldemort estava voando de novo, talvez para o lago subterrâneo ou para o castelo, ele não sabia. De qualquer jeito, havia pouco tempo restante.
- Ele está se movendo – ele disse baixo para Hermione e Rony. Ele olhou para Cho e voltou aos outros: Escutem, Eu sei que não é muito de um líder, mas eu vou dar uma olhada nessa estátua, e ver com que essa coroa se parece. Esperem por mim aqui e guardem uns aos outros.
Cho se levantou, mas Gina disse ferozmente, "Não, Luna irá levar o Harry, não é mesmo Luna?"
" Ooohh,sim, eu gostaria," disse Luna feliz, enquanto Cho sentava novamente parecendo desapontada.
" Como nós saímos?" perguntou Harry para Neville.
" Para lá."
" Ele levou Harry e Luna para um canto, onde um pequeno armário abriu em uma escada.
" Sai em um lugar diferente todos os dias, então eles nunca foram capazes de encontrar," ele disse." O único problema é, que nós nunca sabemos exatamente onde nós vamos acabar indo. Tome cuidado, Harry, eles estão sempre patrulhando os corredores a noite."
- A passagem dá em um lugar diferente todo dia, então eles nunca nos acham - ele falou. - O único problema é que, nós nunca sabemos exatamente onde vamos parar quando sairmos. Tome cuidado, Harry, eles estão patrulhando os corredores durante a noite.
- Sem problema. - Harry disse. - Vejo você daqui a pouco.
Ele e Luna se apressaram para a escadaria, que era longa e iluminada por tochas, e corredores que eles não sabiam para onde levavam.
Por fim eles alcançaram o que pareceu ser uma parede sólida.
" Entre aqui," Harry disse a Luna, tirando sua capa de invisibilidade e jogando nos dois. Ele empurrou um pouco a parede.
Ela derreteu com o seu toque e eles saíram. Harry deu uma olhada de volta e viu que ela havia se restaurado imediatamente. Eles estavam parados em um corredor escuro. Harry puxou Luna de volta para a sombra, tateando no bolso perto de seu pescoço, e pegou o mapa do Maroto. Seguntando-o perto dele ele procurou, e localizou os pontos que representavam ele e Luna.
" Nós estamos no quinto andar," ele sussurrou, observando Filch se movimentar para longe deles, um corredor na frente. "Vamos, por aqui."
Eles rastejaram para fora.
Harry havia andado pelo castelo a noite muitas outras vezes, mas nunca seu coração tinha batido tão forte, nunca havia tanta dependência em sua passagem segura pelo lugar.
Harry e Luna andaram, checando o Mapa do Maroto sempre que a luz permitia, duas vezes pausadamente para permitir que um fantasma passasse sem chamar muita atenção neles. Ele esperava encontrar um obstáculo a qualquer momento; seu pior medo era Pirraça, e ele prestava cada vez mais atenção a cada passo que dava para ouvir primeiro,um sinal da aproximação do potteirgeist.
" Por esse lado, Harry," sussurrou Luna, puxando sua manga e levando ele para uma escada em espiral.
Eles subiram apertados, os círculos que os deixavam tontos; Harry nunca havia estado ali antes. Finalmente eles alcançaram a porta. Não havia maçaneta e nem um buraco de fechadura: nada a não ser uma plana expansão de madeira envelhecida, e uma argola de bronze em formato de águia.
Luna pôs pra fora uma mão pálida, o que parecia assustador flutuando no ar, não ligada a um braço ou corpo. Ela bateu uma vez, e no silencia que envolvia Harry pareceu como um tiro de canhão. Então o bico da aguia abriu, mas ao invés de um pásssaro cantando, uma suave, e musical voz disse, "O que veio primeiro, a fênix ou a chama?"
-Hmm… O que você acha Harry? – disse Luna, olhando pensativa.
-O que? Não tem uma senha?
-Oh, não, nós temos que responder a uma pergunta. – disse Luna.
-O que acontece se você errar?
-Bem, você tem que esperar por alguém que acerte. – Respondeu Luna. – Assim você aprende. Viu?
-Sim... O problema é que não podemos realmente esperar por qualquer um que seja, Luna.
-Não, Eu sei o que você está pensando. – Disse Luna séria – Muito bem, eu acho que a resposta é esta: um círculo não tem começo.
-Resposta correta. – disse a voz e a porta abriu-se.
O deserto Salão Comunal de Cornival era grande, circular, algo como Harry nunca tinha visto em Hogwarts. Belas janelas em forma de arco pontuavam nas paredes, enfeitado com tecido de seda Azul e Bronze. Em alguns dias, os Corvinais poderiam ter uma vista espetacular das montanhas. O teto era dominado e pintado por estrelas, que eram reluzidas no carpete azul -meia-noite. Tinha mesas, cadeiras e malas de livros, e em um canto oposto ao da porta estava uma estátua de marfim branco. Harry reconheceu Rowena Ravenclaw pelo brasão que ele viu na casa de Luna. A estátua ficava ao lado de ma porta que levava, ele achava, que aos dormitórios acima. Ele olhou para a mulher de marfim, e ela olhou de volta para ele com um meio-sorriso na cara, bonito mas ao mesmo tempo intimidante. Uma delicada coroa circular foi reproduzida em marfim no topo de sua cabeça.
Não era parecida com a tiara que Fleur usou no casamento. Tinha palavras escritas nelas. Harry saiu da capa e escalou a estátua de Cornival para ler:
- A sagacidade além da medida é o maior tesouro do homem.
-O que faz de sua bela coragem, menos sagaz. – Disse uma voz esganiçada.
Harry girou, deslizou pra fora do altar e aterrizou no chão. A figura de Alecto Carrow estava atrás dele, e enquanto Harry puxava sua varinha, ele apertou a tatuagem de cobra que ele levava no braço

CAPÍTULO 28 - O ERRO DO ESPELHO

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:32

CAPÍTULO 28 - O ERRO DO ESPELHO

Os pés de Harry tocaram a estrada. Ele viu o quanto sentia saudade da familiar rua de Hogsmeade: a fachada das lojas escuras, a névoa sinalizava as escuras montanhas além da aldeia, a curva da estrada que levava a Hogwarts, a luz vinda das janelas dos Três Vassouras, e com uma sacudida da cabeça, ele se lembrou com exata precisão, como ele tinha pousado aqui quase um ano antes, apoiando um Dumbledore desesperadamente fraco, tudo isso em um segundo, ao pousar...e então, quando relaxou o aperto dos braços de Ron e Hermione, aconteceu.
O ar foi rasgado por um grito que pareceu como quando Voldemort percebeu que a taça tinha sido roubada: Rasgou todos os nervos do corpo de Harry, e ele soube que o aparecimento deles tinha causado isto. Enquanto ele olhava para os outros dois por debaixo da capa, a porta dos Três Vassouras se abriu e uma dúzia Comensais da Morte usando capas e encapuzados se atiraram pelas ruas, com suas varinhas erguidas. Harry agarrou o pulso de Ron erguendo sua varinha; havia muitos deles para correr. Tentando isto entregariam sua posição. Um dos Comensais da Morte ergueu sua varinha, e o grito parou, ainda ecoando ao redor das montanhas distantes. "Accio Capa da Invisibilidade!" urrou um dos Comensais da Morte, Harry agarrou as dobras dele, mas não houve nenhuma tentativa de escapar.
O feitiço convocatório não tinha funcionado. "Não esta debaixo de sua capa, então, Potter?" gritou o Comensal da Morte que tinha tentado o feitiço, e então para os seus companheiros. "Espalhem-se. Ele está aqui." Seis Comensais da Morte correram para eles: Harry, Ron e Hermione impeliram-se pela rua lateral mais próxima o mais depressa possível, e os Comensais da Morte erram por poucas polegadas. Eles esperaram na escuridão, escutando os passos que corriam para cima e para baixo, raios de luz voavam ao longo das varinhas dos Comensais da Morte que os procuravam. "Vamos partir agora!" sussurrou Hermione. "Desaparatar agora!" "Boa idéia", disse Ron, mas antes que Harry pudesse responder, um Comensal da Morte gritou, "Nós sabemos que você está aqui, Potter, e não há como escapar! Nós o acharemos!" "Eles estavam esperando por nós", Harry sussurrou.
" Eles fizeram aquele feitiço para lhes falar onde nós poderíamos vir. Eu calculo que eles fizeram algo para nos manter aqui, para nos apanhar - "E os dementadores?” perguntou o outro Comensal da Morte. "Vamos nos dar carta branca, eles o achariam bem rápido!"
" O Lorde da trevas quer matar Potter com suas próprias mãos, mas..." " um dementador não o matará! O Lorde das trevas quer Potter vivo, não sua alma. Será mais fácil para ele matar se ele tiver sido Beijado primeiro!" Havia múrmuros de acordo. Harry se encheu de medo: para repelir os dementadores eles teriam que produzir o Patrono, o que os entregaria imediatamente. "Nós vamos ter que tentar a desaparatar, Harry!" Hermione sussurrou. Enquanto ela falava, ele sentiu o frio não natural se espalhando pela rua. A luz foi sugada do ambiente e até as estrelas desapareceram. Na escuridão, ele sentiu Hermione agarrar seu braço e juntos, eles giraram no mesmo lugar. O ar pelo qual eles precisavam se mover parecia ter ficado sólido: Eles não puderam desaparatar; os Comensais da Morte tinham lançado um feitiço neles. O frio estava penetrando cada vez mais profundo no corpo de Harry. Ele, Ron e Hermione se retiraram pela rua lateral, enquanto tateavam pelas parede procurando um caminho e tentando não fazer nenhum barulho.
Então, ao redor da esquina, planando silenciosamente, havia dementadores, dez ou mais deles, visíveis, pois eram de uma escuridão mais densa que o ambiente, com capas pretas e mãos apodrecidas. Eles poderiam senti-los por perto? Harry estava seguro disto: Eles pareciam estar vindo mais depressa agora, vinham se arrastando, com a respiração que ele detestava, espalhando desespero no ar - Ele ergueu sua varinha: Ele não podia, não sofreria o Beijo do Dementador, não depois de tudo que tinha acontecido.
Pensou em Ron e Hermione quando sussurrou "Expecto Patronum!" O veado prateado saltou de sua varinha e mudou: Os Dementadores se espalharam e houve em algum lugar longe de suas vistas, um grito de triunfo "é ele, lá em abaixo, lá em abaixo, eu vi o Patrono dele, era um veado!" Os Dementadores se retiraram, as estrelas estavam brilhando novamente e os passos dos Comensais da Morte estavam ficando mais altos; mas antes que Harry, em pânico, pudesse decidir o que fazer, houve um rangido próximo, e uma porta a esquerda na rua estreita se abriu, e uma voz áspera disse: "Harry, aqui, rápido!" Ele obedeceu sem hesitação, os três se apressaram pela porta aberta. "Suba, mantenha a capa, e fique quieto!" murmurou uma figura alta, enquanto saia para rua e batia a porta atrás dele.
Harry não tinha idéia de onde eles estavam, mas agora ele viu, pela luz tremula de uma única vela, o sujo bar cabeça de javali. Eles correram na direção oposta e passaram por uma segunda entrada que conduzia a uma escadaria de madeira pela qual eles subiram o mais rápido que puderam. A escadaria dava em uma sala de estar com um tapete durável e uma lareira pequena sobre qual havia pendurado um único grande quadro a óleo, de uma menina loira que contemplava o quarto com um tipo de uma doçura vazia.
Gritos os alcançaram vindos das ruas abaixo. Ainda usando a capa de invisibilidade, eles se apressaram para a janela encardida e olharam para baixo.
O salvador deles, quem Harry reconheceu ,agora, como o balconista do Cabeça de Javali, era a única pessoa que não usa um capuz. "Como assim?" ele estava berrando com uma das faces cobertas. "Como assim? Você envia dementadores para minha rua, eu conjurei um Patrono! Eu não os quero perto de mim! Eu tinha te falado!" "Aquele não era seu Patrono", disse um Comensal da Morte. "Era um veado. Era de Potter!" "Veado!" rugido o balconista, e ele saltou da minha varinha. "Veado! Você é um idiota - Expecto Patronum!"
Algo enorme e cornudo estourou da varinha. Cabeça baixa, correu para a rua principal e longe de visão. "Isso não é o que eu vi" disse o Comensal da Morte, entretanto, não tinha certeza " O toque de recolher foi quebrado, você ouviu o barulho", um dos companheiros dele falou para o balconista. "Alguém estava fora, nas ruas, contra o regulamento." "Se eu quiser colocar meu gato para fora, e colocar, e ser condenado pelo seu toque de recolher!" "Você provocou o encanto gritando?" "E se eu fiz? Irão me prender em Azkaban? Me mate por colocar meu nariz para fora da minha própria casa? Faça isto, se você quiser! Mas eu espero para o seu próprio bem que você não tenha pressionado sua pequena Marcas Negra, e chamado-o.
Ele não vai gostar de ser chamado aqui, por minha causa e pelo meu velho gato, é ele, agora?" "Não se preocupe com nós." disso um dos Comensais da Morte, "preocupe-se com você, por quebrar o toque de recolher!" "E onde você irá realizar o trafico de poções e venenos se o meu bar fechar? O que acontecerá então a suas pequenas linhas secundárias?"
" Você está ameaçando?" "Eu mantenho minha boca fechada, é por isso que você vem aqui, não é?" "Eu ainda digo que eu vi um veado Patrono!" gritou o primeiro Comensal da Morte. "Veado?" urrou o balconista. "É uma cabra, idiota!"
" Certo, nós cometemos um engano", disse o segundo Comensal da Morte. "Quebre o toque de recolher novamente e nós não seremos tão suaves!" Os Comensais da Morte voltar para a rua principal. Hermione gemeu aliviada, saiu debaixo da capa, e se sentou em uma cadeira de balanço. Harry puxou as cortinas e então tirou a capa dele e de Ron. Eles podiam ouvir o balconista lá em baixo, largando a porta do bar, e então subindo os degraus. A atenção de Harry foi prendida por algo no consolo da lareira: um pequeno espelho retangular, apoiado ali em cima, em baixo do retrato da menina. O balconista entrou no quarto. "Vocês são tolos", ele disse bruscamente, enquanto olhava de um para o outro.
" O que estavam pensando, vindo aqui?" "Obrigado", disse o Harry. "Nós não temos como agradecer. Você salvou nossas vidas!" O balconista grunhiu. Harry observou sua face: tentando ver além da barba longa, pegajosa e prateada. Ele colocou os óculos. Atrás das lentes sujas, os olhos eram de um penetrante brilho azul. "São seus olhos que eu tenho visto no espelho." Houve um silêncio no quarto. Harry e o balconista se olharam. "Você enviou Dobby." O balconista acenou com a cabeça e deu uma olhada para o elfo. "Pensei que ele estaria com você. Onde você o deixou? "Ele está morto", disse o Harry, "Bellatrix Lestrange o matou."
A face de balconista estava impassível. Depois de alguns momentos ele disse, "eu sinto muito, eu gostei daquele elfo." Ele se virou, acendeu abajures de raio com um toque de sua varinha, sem olhar para qualquer um deles. "Você é Aberforth", disse Harry ao homem.
Ele não confirmou e nem negou isto, mas se curvou a fim de acender o fogo. "Como você adquiriu isto?" Harry perguntou, enquanto caminhava em direção ao espelho de Sirius, o par de um ele tinha quebrado quase dois anos antes. "Comprei isto do Dung, cerca de um ano atrás", disse Aberforth. "Alvo me contou o que era. Está usando para manter os olhos em você." Ron ofegou. "A corça prateada", ele disse excitado, "Era você também?" "Sobre o que você está falando?" perguntou Aberforth. "Alguém nos enviou uma corça Patrono!" "Como assim, você poderia ser um Comedor de Morte, filho. Não posso ser eu, eu não provei há pouco que meu Patrono é uma cabra?" "Oh", disse o Ron, "Sim... bem, eu estou com fome!" ele acrescentou defensivamente quando seu estômago fez um estrondo enorme. "Eu vou pegar comida", disse Aberforth, e ele saiu do quarto, reaparecendo momentos depois com um grande pão, um pouco de queijo, e um jarro de peltre de hidromel o qual ele colocou em uma pequena mesa em frente ao fogo. Vorazes, eles comeram e beberam, e durante algum tempo só mastigaram.
" Certo então", disse Aberforth quando eles já estavam satisfeitos e Harry e Ron sentaram-se em suas nas cadeiras. "Nós precisamos pensar na melhor maneira de sair daqui. Não pode ser à noite, você ouviu o que acontece a qualquer um que sai a noite: dispara um alarme,e eles estarão sobre você como em ovos de Doxy. Eu acho que o veado não passara por uma cabra uma segunda vez. Esperem pelo amanhecer, quando o toque de recolher acabar, então vocês podem repor a capa e partir a pé. Vão de Hogsmeade, direto para as montanhas, e lá serão capazes de desaparatar. Poderia ver Hagrid. Ele se esconde lá em cima em uma caverna com Grawp desde que tentaram o prender.
" Nós não iremos partir", disse Harry. "Nós precisamos entrar em Hogwarts." "Não seja estúpido, menino", disse Aberforth. "Nós temos", disse Harry. "O que você tem que fazer", disse Aberforth, enquanto se inclinava para frente, "é ficar o mais longe daqui possível." "Você não entende. Não há muito tempo. Nós temos que entrar no castelo. Dumbledore - eu quero dizer, seu irmão – queria que nós..." A luz do fogo fez as lentes encardidas dos óculos de Aberforth momentaneamente opaco, ficarem um branco luminoso, e Harry se lembrou dos olhos cegos da gigantesca aranha, Aragogue. "Meu irmão Alvo queria muitas coisas", disse Aberforth, "e as pessoas tinham o hábito de getting hurt enquanto ele executava seus grandiosos planos. Você deveria ir para longe desta escola, Harry, fora do país se você puder. Esqueça meu irmão e os seus planos inteligentes. Ele esta onde nada pode o ferir, e você não deve nada a ele." "Você não entende." Harry falou novamente. "Oh, eu não? disse Aberforth calmamente. "Você acha que eu não conhecia meu próprio irmão? Acha que você conhece Alvo melhoram que eu?" "Eu não quis dizer que", disse Harry cujo cérebro estava lento devido a exaustão e pela comida e vinho.
"É ... ele me deixou um trabalho." "Ele fez isto agora?" disse Aberforth. "Trabalho agradável, eu espero? Agradável? Fácil? O tipo de coisa que se espera que uma criança de feiticeiro inapta possa fazer sem se arriscar demais?" Ron deu uma risada bem amarga. Hermione parecia cansada. "Eu... isso não é fácil, não", disse o Harry. "Mas eu tenho ... "
" Tem? Por que, tem? Ele está morto, não esta?" disse Aberforth asperamente. "Vá, menino, antes que aconteça o mesmo que a ele! Salve-se!" "Eu não posso." "Por que não?" "Eu...- " Harry se sentiu estupefato; ele não podia explicar, então ficou na ofensiva. "Mas você também está lutando, você está na Ordem da Fênix" "eu estava", disse Aberforth. "A Ordem da Fênix acabou. Você-sabe-quem ganhou, terminou, e qualquer um que pretenda algo diferente deles. Não é seguro para você aqui, Harry, ele o quer muito mal. Então vá para o exterior, vá se esconder salve-se. E é melhor levar estes dois com você.
Ele apontou um dedo polegar ao Ron e a Hermione. "Eles estão em grande perigo como vivem agora, pois todo mundo sabe que eles têm trabalhado com você." "Eu não posso partir", disse o Harry. "Eu tenho um trabalho" "Dê a outra pessoa!" "Eu não posso. Eu tenho que fazer, Dumbledore me explicou tudo " "Oh, ele fez agora? E ele lhe contou tudo, ele era honesto com você?" Harry quis com todo seu coração dizer que "Sim", mas de alguma maneira a palavra simplesmente não saiu de seus lábios, Aberforth parecia saber o que ele estava pensando.
" Eu conhecia meu irmão, Potter. Ele aprendeu a discrição com a nossa mãe. Segredos e mentiras que são como nós crescemos, e Alvo... ele era natural." Os olhos do homem velho viajaram ate à pintura da menina em cima do consolo da lareira. Era agora, Harry deu uma olhada corretamente, para o único quadro no quarto. Não havia nenhuma fotografia de Alvo Dumbledore, nem de qualquer outro. "Senhor Dumbledore" disse Hermione bastante timidamente. "Esta é sua irmã? Ariana? "Sim." Disse Aberforth brevemente. "A senhorita está lendo Rita Skeeter?" Mesmo pela luz rósea do fogo ficou claro que Hermione tinha ficado vermelho. "Elphias Doge mencionou ela a nós", disse o Harry, tentando poupar Hermione. "Aquele velho Barco", murmurou Aberforth, tomando outro gole de hidromel. "Pensava que o todos os trabalhos de meu irmão foram todos brilhantes. Bem, muitas pessoas, incluindo vocês três, tinham esta visão."
Harry se manteve quieto. Ele não queria expressar as dúvidas e incertezas sobre Dumbledore que tinha perdurado por meses até agora. Ele tinha feito sua escolha enquanto cavava a sepultura de Dobby, ele tinha decidido continuar o longo, sinuoso e perigoso caminho indicado a ele por Alvo Dumbledore, aceitar que ele não tinha contado tudo o que ele precisava saber, mas simplesmente confiar. Ele não desejava duvidar novamente; ele não queria ouvir qualquer coisa que o inclina-se a esse propósito. Ele reconheceu o olhar de Aberforth que era tão notavelmente como os de seu irmão. O brilho azul de seus olhos dava a mesma impressão de estar radiografando o objeto detalhadamente, e Harry pensou que Aberforth soubesse o que ele estava pensando e o menosprezou para isto.
" O professor Dumbledore se preocupava muito com Harry", disse Hermione em um tom de voz baixo. "Agora?" disse Aberforth. "Que coisa engraçada, as pessoas que meu irmão se preocupava terminaram pior do que se eles tivessem só." "O que você quer dizer?" perguntou Hermione sem respirar. "Vocês nunca notaram", disse Aberforth. "Mas isso é uma coisa realmente séria de se dizer!" disse Hermione. "Você esta... você está falando sobre sua irmã?" Aberforth olhou furioso para ela: Os lábios dele se moveram como se ele estivesse mastigando as palavras que estava segurando. Então ele estourou a falar. "Quando minha irmã tinha seis anos, ela foi atacada, por três meninos Trouxas. Eles tinham visto ela fazendo magia, enquanto espiavam pela sebe da parte de trás: Ela era uma criança, ela não podia controlar isto, nenhum bruxo ou feiticeiro com aquela idade pode. O que eles viram, os assustou, eu espero." Os olhos de Hermione estavam enormes sob a luz do fogo; Ron parecia ligeiramente doente. Aberforth se levantou, alto como Alvo, e de repente uma raiva terrível demonstrava a intensidade de sua dor. "O que eles fizeram, destruíram-na: Ela nunca mais foi a mesma. Ela não podia usar magia, ela não conseguia se livrar disto; isso a deixou brava, isto explodia quando ela não podia controlar, e às vezes ela era estranha e perigosa. Mas na maioria da vezes era doce, assustada e inofensiva. "Meu pai perseguiu os bastardos que fizeram isto", disse Aberforth, "e os atacou. E eles o prenderam em Azkaban por isto.
Ele nunca disse o porquê de ter feito isso, pois o Ministério saberia no que Ariana tinha se tornado, ela teria sido internada no St. Mungo para o seu bem. Eles a teriam visto como uma séria ameaça ao Estatuto Internacional de Segredo, desequilibrada como ela era, com magia que ela não podia controlar em determinados momentos. "Nós tivemos que a manter segura e calma. Nós nos mudamos de casa, dissemos que ela estava doente, e minha mãe cuidou dela, e tentou manter ela calma e feliz. "Eu era o favorito" dela, ele disse, e quando ele disse isto, um aluno sujo parecia olhar através das rugas e barbas de Aberforth. "Alvo não, ele sempre ficava em lá em cima, em seu quarto quando estava em casa, lendo seus livros e contando seus prêmios, se correspondendo com "os nomes mágicos mais notáveis do dia", esclareceu Aberforth.
" Ele não queria se aborrecer com ela. Ela me amava. Eu poderia conseguir que ela comesse quando minha mãe não conseguia, eu poderia tranqüilizá-la quando ela estava em uma de sua crises de raiva, e quando ela estava calma, ela me ajudava a alimentar as cabras. "Então, quando ela tinha quatorze anos... Veja, eu não estava lá." disse Aberforth. "Se eu tivesse lá, eu poderia ter acalmado ela. Ela teve uma de suas crises, e minha mãe já não era tão jovem quanto era antes, e... foi um acidente. Ariana não pôde controlar. “Mas, minha mãe foi morta.” Harry sentia uma horrível mistura de piedade e repulsão; ele não queria ouvir mais nada, mas Aberforth continuou falando, e Harry desejou saber quanto tempo fazia que ele não falava sobre isto; na verdade, se ele alguma vez já tinha falado sobre isto. "Então isto acabou com a viagem de Alvo ao redor do mundo com pequeno Doge. Os dois vieram para casa para o funeral de minha mãe e então Doge foi para sua viagem e Alvo se acalmou como chefe da família. Ha!" Aberforth cuspiu no fogo. "Eu teria cuidado dela, eu falei para ele, eu não me preocupava com a escola, eu teria ficado em casa e teria feito isto.
Ele me falou eu tinha que terminar minha educação e ele assumiria o lugar de minha mãe. Um pouco para o senhor Brilhante, não havia nenhum prêmio por cuidar de sua irmã louca, impedindo ela de explodir a casa a cada dois dias. Mas ele conseguiu durante alguns semanas. . .até que ele chegou." E agora um olhar positivamente perigoso surgiu na face de Aberforth. "Grindelwald. E afinal, meu irmão teve alguém igual para falar de como brilhante e talentoso ele era. E procurando depois que Ariana levou um assento então, enquanto eles estavam programando todos seus planos para a nova ordem de Bruxos e procurando por Relíquias, e seja o que fosse, eles estavam muito interessados nele. Grandes planos para o benefício de todos os bruxos, e se negligenciasse uma jovem menina, o que importava, quando Alvo estava trabalhando para o bem maior? "Mas depois de algumas semanas, eu tinha tido bastante, eu tive. Já estava quase chegando o dia de eu voltar para Hogwarts, então eu falei para eles, ambos, cara a cara, como se fosse você e eu, agora”, e Aberforth olhou para baixo. Harry imaginou um adolescente, forte e bravo, confrontando seu irmão mais velho. "Eu lhe falei, melhor você deixar isto agora. Você não pode mudá-la, ela não está ajustada, você não pode levar ela com você, onde quer que esteja planejando ir, quando você está fazendo seus discursos inteligentes, tentando congregar partidários para segui-lo. “Ele não gostou disso.” disse Aberforth, e os olhos se fecharam brevemente pela luz do fogo sob as lentes de seus óculos: Eles ficaram brancos e se fecharam novamente.
" Grindelwald não gostou nada disso. Ele ficou bravo. Ele me disse o quão estúpido pequeno menino eu era, tentando tirar ele e meu brilhante irmão de seus caminhos... Eu não entendi, minha pobre irmão não teria que ser escondida uma vez que eles iriam mudar o mundo. Conduzir os feiticeiros para fora de seus esconderijos, e ensinar para os trouxas o seu lugar? "E havia um argumento... eu puxei minha varinha, e ele puxou a sua, e eu tive a Maldição Cruciatus usada em mim pelo melhor amigo de meu irmão - e Alvo estava tentando fazê-lo parar, e então nós três estávamos duelando, as luzes flamejando e os estrondos provocados por elas, ela não devia estar de pé.
" A cor estava se escoando da face de Aberforth como se ele tivesse sofrido uma ferida mortal.” “eu acho que ela quis ajudar, mas ela realmente não sabia o que estava fazendo, e eu não sei qual de nós fez isto, poderia ter sido qualquer de nós - e ela estava morta." A voz dele se quebrou na última palavra e ele se deixou cair em uma cadeira perto dele. A face de Hermione estava molhada pelas lágrimas, e Ron estava quase tão pálido quanto Aberforth. Harry não sentia nada mais que revulsão: Ele desejou não ter ouvido isto, desejou poder limpar sua mente disto. "Eu sinto... Eu sinto muito" sussurrou Hermione. "Ela se foi", resmungou Aberforth. "Ela se foi pra sempre." Ele assoou seu nariz no punho de manga e limpou a garganta. " É claro que Grindelwald fugiu. Ele já era fugitivo no seu próprio país, e ele não quis a responsabilidade pela morte de Ariana em suas costas. E Alvo estava livre, não estava? Livre do fardo que sua irmã era, livre para se tornar o maior feiticeiro do... "
" Ele nunca esteve livre", Harry disse. "Eu imploro seu perdão?" disse Aberforth. "Nunca", disse Harry. "Na noite que seu irmão morreu, ele bebeu uma poção que o tirou fora de sua mente. Ele começou gritando, enquanto implorava a alguém que não estava lá. 'Não os machuque, por favor, fira-me ao invés deles.' "Ron e Hermione estavam encarando Harry. Ele nunca tinha dito em detalhes o que tinha acontecido na ilha do lago: Os eventos que aconteceram depois que ele e Dumbledore voltaram a Hogwarts tinha eclipsado isto completamente. "Ele pensava que estava anos atrás, lá, com você e Grindelwald, eu sei o que ele fez", disse Harry, enquanto se lembrava de Dumbledore sussurrando, alegando. "Ele achava que estava assistindo Grindelwald ferir você e Ariana... Era tortura para ele, se você tivesse o visto, você não diria que ele estava livre." Aberforth parecia perdido contemplando suas próprias mãos, nodosas e venosas. Depois que uma longa pausa ele disse. "Como você pode estar seguro, Potter, que meu irmão não se interessou em você por um bem maior? Como você pode estar seguro que não é dispensável, igual minha pequena irmã era?" Um pedaço de gelo parecia perfurar o coração de Harry. "Eu não acredito nisso. Dumbledore amava Harry", disse Hermione. "Então por que ele não lhe disse para se esconder? Aberforth falou logo atrás. "Por que ele não disse, 'Cuide-se, aqui esta como sobreviver?'"
" Porque", disse Harry antes que Hermione pudesse responder, "às vezes você tem que pensar em algo mais além de sua própria segurança! Às vezes você tem que pensar em um bem maior! Isso é uma guerra!" "Você tem dezessete anos, menino!" "Eu tenho idade, e eu vou continuar mesmo que você tenha se rendido!" "Quem diz que eu me rendi?" "A Ordem da Fênix acabou", repetiu Harry, "Você-sabe-quem ganhou, terminou, e qualquer um que pretenda algo diferente deles." "Eu não disse que eu gosto, mas é a verdade!" "Não, não é." disse Harry. "Seu irmão sabia como acabar com Você-sabe-quem e ele me ensinou. Eu vou continuar até ter sucesso... ou morrer.
“ Não pense que eu não sei como isto poderia terminar.” “Eu sei disso há anos.” Ele esperou que Aberforth zombasse ou discutisse, mas ele não fez. Ele somente se mexeu. "Nós precisamos entrar em Hogwarts", disse Harry novamente. "Se você não puder nos ajudar, nós iremos esperar até o amanhecer, e o deixaremos em paz, e tentaremos achar um modo nós mesmos. Se você puder nos ajudar... bem, agora seria um excelente momento para mencionar."
Aberforth permaneceu fixo em sua cadeira, enquanto contemplava Harry com os olhos os quais eram tão extraordinariamente parecidos com os de seu irmão. No fim ele limpou a garganta, ficou de pé, caminhou ao redor da pequena mesa, e chegou o retrato de Ariana. "Você sabe o que fazer", ele disse. Ela sorriu, virou, e caminhou para fora, não como pessoas em retratos normalmente fazem, para um dos lados das molduras, mas por um longo túnel que aparecia pintado atrás dela. Eles assistiram a figura dela se retirando até finalmente ser engolida pela escuridão. "Er – o que...?" começado Ron. "Há somente uma maneira agora" disse Aberforth.
" Você deve saber que eles têm todas as antigas passagens secretas vigiadas, ambos os lados, no inicio e fim, dementares ao redor das paredes limites, patrulhas regulares dentro da escola pelo que minhas fontes me contam. O lugar nunca foi tão vigiado. Como você espera fazer qualquer coisa depois de entrar, com Snape sendo o responsável e patrulheiros... bem, é assim que se parece, não é? Você diz que você está preparado para morrer." "Mas, o que...?" disse Hermione, enquanto franzia a testa ao olhar para o quadro de Ariana.
Um ponto branco minúsculo reapareceu ao término do túnel pintado, e agora Ariana estava caminhando de volta para ele, crescendo cada vez mais. Mas agora havia outra agora pessoa com ela, alguém mais alto que ela, que estava mancando, parecendo entusiasmado.
O cabelo dele estava mais comprido do que Harry já tinha visto antes Ele apareceu e lacrimejou. As duas figuras cresceram cada vez mais, até que só suas cabeças e ombros enchessem o retrato. Então tudo se transformou em uma parede com uma pequena porta, e a entrada para um túnel real foi revelada. É dos nossos, seu cabelo estava comprido, a face cortada, o robe rasgado, o Neville Longbottom real escalou e deu um urro de felicidade, saltou abaixo do consolo da lareira e gritou. "Eu sabia que você viria! Eu sabia Harry!"

CAPÍTULO 27 - O ESCONDERIJO

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:31

CAPÍTULO 27 - O ESCONDERIJO

Não havia formas de manobrar o dragão que não podia ver onde estava indo, e Harry sabia que se ele virasse bruscamente ou “rolasse” no ar seria impossível manter-se nas suas largas costas. Sem contar que cada vez mais eles subiam mais alto, Londres se abria a sua frente como um grande mapa cinza-esverdeado, Harry estava sentindo um grande alivio pela escapada que tinha parecido impossível.
Pendurando-se nas costas da besta, ele se apegou ainda mais nas escamas metálicas e a fria brisa era um bálsamo para as queimaduras em sua pele, as asas do dragão batendo no ar como pás de moinhos.
À suas costas, sem poder dizer se de prazer ou medo. Ron continuava xingando com toda a força de seus pulmões e Hermione parecia estar soluçando. Depois de 5 minutos ou mais, Harry perdeu um pouco do medo do dragão derrubá-los, parecendo, inclusive, querer leva-los o mais longe possível daquela prisão, mas a questão de como e quando eles iriam descer permanecia desconhecida e assustadora. Ele não fazia idéia de quanto tempo dragões poderiam voar sem pousar e nem, como este dragão, o qual mal podia enxergar, localizaria um bom local para pousar. Ele olhava em volta constantemente, sentindo um frio na espinha. Quanto tempo levaria para Voldemort descobrir que eles haviam fugido do cofre dos Lestranges?
Quão cedo os anões de Gringotts notificariam Bellatrix? Quão rapidamente eles perceberiam o que havia sido pego? E, então, quando eles descobrissem que a taça dourada esta desaparecida Voldemort saberia, por fim, que eles estavam caçando as horcruxes. O dragão parecia embebecido pelo ar fresco e frio. Ele subiu até estarem voando pelas frias nuvens e Harry não podia mais ver os coloridos pontos que representavam os carros entrando e saindo da capital. Eles voaram e voaram através dos campos que nada mais eram do que borrões verdes e marrons, através de estradas e rios que não passavam de uma listra de tons opacos e brilhantes.
“ O que vc acha que ele esta procurando?” Assim que eles iam cada vez mais ao norte.
“ Não tenho idéia”, Harry respondeu. Suas mãos amortecidas pelo frio mas ele não ousava trocar sua posição.
Ele tinha estado ponderando por algum tempo o que eles fariam se vissem a costa do mar embaixo deles, se o dragão se dirigisse para mar aberto, ele estava com frio e seu corpo amortecido pelo mesmo, sem mencionar desesperadamente faminto e sedento.
Quando, ele ponderou, o dragão havia comido por último? Certamente ele precisaria de comida de tempos em tempos? E o que aconteceria se, neste ponto, ele percebesse que tinha três altamente nutritivos humanos sentados em suas costas? O sol desaparecia no céu que estava se tornando índigo; e o dragão continuava voando e as cidades desaparecendo de suas vistas, havia uma enorme sombra se dirigindo à terra como uma grande e escura nuvem.
Todas as partes do corpo de Harry doíam com o esforço de se agarras às costas do dragão.
“É minha imaginação” gritou Ron depois ficou em silêncio por um momento “ou nós estamos perdendo altura?”
Harry olhou para baixo e viu montanhas de profundo verde e lagos, cobreados pelo pôr-do-sol . A paisagem parecia ficar cada vez mais larga e detalhada assim que ele espiou através do lado do dragão, ele ponderou se ele havia percebido a presença de água fresca através dos reflexos na água. Cada vez mais baixo o dragão voava, em grandes espirais, parecendo se dirigir para um dos menores lagos.
“ Minha opinião é de que pulemos quando ele estiver baixo o bastante?” Harry disse aos outros.
“ Direto na água antes que ele perceba que estamos aqui."
Eles concordaram, Hermione um pouco relutante, e agora Harry podia ver a grande barriga amarela do dragão agitando a superfície da água. “Agora!” Ele deslizou pelo lado do dragão e foi caindo em pé na direção da água; a queda foi maior do que ele estimava e então bateu forte na água, afundando como uma pedra em um mundo congelante, verde e cheio de algas. Ele nadou em direção à superfície e quando emergiu ofegando, viu enormes ondulações na água onde Ron e Hermione haviam caído. O dragão não parecia ter notado nada, e já estava a uns quinze metros de distância, voando baixo a cima do lago para abocanhar água em seu focinho cheio de cicatrizes. Quando Ron e Hermione emergiram, respirando com dificuldade, das profundezas do lago, o dragão vou, suas asas batendo forte, e pousou, finalmente, em uma margem distante. Harry, Ron e Hermione se dirigiram à margem oposta. O lago não parecia ser fundo, e logo era só uma questão de conseguir passar pelas algas e lama, do que de nadar, e por fim, eles se jogaram, encharcados, ofegantes e exaustos, na grama escorregadia. Hermione caiu, tossindo e tremendo. Apesar de Harry sentir que poderia deitar e dormir feliz, ele cambaleou, puxou sua varinha e começou a conjurar os feitiços protetores de sempre ao redor deles. Quando terminou, ele se juntou aos outros. Era a primeira vez que os via direito desde que escaparam do cofre. Os dois tinham queimaduras vermelhas por todo o rosto e braços, e suas roupas estavam chamuscadas em algumas partes. Eles se contraiam de dor enquanto aplicavam a essência de “murtinho” (não tenho certeza se é isso) em suas muitas feridas. Hermione passou a garrafa para Harry, e depois pegou três garrafas de suco de abóbora, que ela havia trazido da Cabana das Conchas, e robes secos para todos eles. Eles se trocaram e beberam o suco.
“ Bem, vendo pelo lado bom,” finalmente disse Ron, que estava vendo a pele de sua mão crescer novamente, “nós conseguimos a Horcrux. Pelo lado ruim-”
“— sem espada,” disse Harry, com os dentes cerrados, enquanto pingava “murtinho” através do buraco do seu jeans , em uma queimadura. “Sem espada”, repetiu Ron. “Aquele duas-caras de uma figa...” Harry puxou a Horcrux do bolso molhado do casaco que ele tinha acabado de tirar e a colocou na frente deles. Reluzindo ao sol, ela atraia seus olhos, enquanto bebiam seus sucos.
“ Pelo menos não podemos colocá-la em nós desta vez, iria parecer um pouco esquisito tê-la pendurado em nossos pescoços,” disse Ron, limpando sua boca nas costas de sua mão. Hermione olhou para a outra margem do lago onde o dragão ainda estava bebendo água.
“ O que vai acontecer com ele, vocês acham?” ela perguntou, “que ele ficará bem?” “Você parece o Hagrid,” disse Ron, “É um dragão, Hermione, ele sabe se cuidar. Nós temos que nos preocupar com nós mesmos.”
“ O que você quer dizer?”
“ Bem, eu não sei como contar isso para vocês,” disse Ron, “mas eu acho que eles podem ter notado que nós invadimos Gringots.” Todos os três começaram a rir, e uma vez começado, era difícil parar.
As costelas de Harry doíam, ele sentia uma leve tontura causada pela fome, mas ele permaneceu deitado na grama e riu até sua garganta doer.
“ O que faremos?” perguntou Hermione soluçando de volta a seriedade. “Ele sabe, não sabe? Você-sabe-quem irá descobrir que estamos atrás de seus horcruxes!”
“ Talvez eles ficarão com medo de dizer a ele!” disse Rom esperançoso. “Talvez eles irão encobrir....” O céu, o cheiro da água do lago, o som da voz de Ron estava tudo desaparecendo. Dor transpassou a cabeça de Harry como uma espada. Ele estava parado em um quarto sombrio, e um semi-círculo de magos o encaravam, e no chão, aos seus és se ajoelhava uma pequena e tremulante figura.
“ O que você me disse?” sua voz era alta e fria, mas fúria e medo ardiam em seu interior. A única coisa que ele tinha temido – não podia ser verdade – ele não podia ver como...
O anão estava tremendo, incapaz de encarar os rubros olhos sobre ele.
“ Diga novamente!” murmurou Voldemort “Diga novamente”
“ M-Meu lorde,” gaguejou o ano, seus olhos arregalados de terror “m-meu lorde... nós t-tentamos pa-parar eles... im-impostores, meu lorde... invadiram – invadiram – o cofre dos Lestranges...”
“ Impostores! Que impostores? Eu pensei que Gringotts tinha maneiras de descobrir os impostores? Quem eram eles?
“ Era... era… o menino P-Potter e seus dois cúmplices….”
“ E eles levaram....?” sua voz aumentando, um terrível medo se apoderando dele. “Diga-me! O que eles levaram?”
“ Uma pequena taça dourada, meu-meu Lorde”
O grito de raiva, de negação saiu dele como se fosse de um estranho. Ele estava louco, frenético, isto não podia ser verdade, isto era impossível, ninguém sabia. Como era possível que o garoto tivesse descoberto seu segredo? A 'Velha Varinha' cortou o ar e uma luz verde atravessou o quarto; o trêmulo e ajoelhado anão caiu morto; os magos que assistiam ao evento se espalharam diante dele, assustados.
Bellatriz e Lucius Malfoy empurraram os outros na sua fuga para a porta, e várias vezes a varinha cortou o ar e esses que ficaram para trás foram todos mortos, todos eles, por trazerem aquela noticia, por ouvirem sobre a taça.
Sozinho entre os mortos ele andou pelo quarto, e todos eles passaram diante de seus olhos: seus tesouros, seu seguro de vida, suas âncoras de imortalidade – o diário foi destruído e a taça roubada. E se, e se o garoto soubesse sobre os outros? Ele podia saber, ele já os tinha encontrado, tinha localizado mais deles? Dumbledore era o responsável por isto?
Dumbledore que sempre suspeitou dele; Dumbledore, morto por sua ordem; Dumbledore, cuja varinha era sua agora, ainda podia atuar através da vergonha que era a morte através do garoto, o garoto. Mas, certamente, se o garoto tivesse destruído algum de suas horcruxes, ele, Lorde Voldemort, poderia ter sabido, poderia ter sentido isto?
Ele, o maior mago de todos, o mais poderoso; ele, o assassino de Dumbledore e muitos outros inúteis e indigentes homens. Como poderia Lord Voldemort não ter sabido se ele mesmo houvesse sido atacado e mutilado? Verdade, ele não tinha sentido quando o diário foi destruído, mas ele pensou que era porque não possuía um corpo na época, por ser menos que um fantasma... Não, certamente os demais estavam seguros. As outras horcruxes estavam intactas... Mas ele tinha que ter certeza…
Ele continuou caminhando no quarto, chutando o corpo do anão quando passava por ele, enquanto imagens continuavam passando por seu cérebro: o lago, a cabana e Hogwarts. Uma onda de calma esfriou sua raiva. Como o garoto sabia que ele escondeu o anel na cabana de Gaunt? Ninguém nunca soube que ele era parente dos Gaunts, ele havia escondido a conexão, os assassinatos nunca haviam sido ligados a ele. O anel, certamente, estava seguro. E como o garoto, ou alguém mais, poderia ter ultrapassado sua proteção? A idéia de alguém roubando o medalhão era absurda. Quanto à escola: somente ele sabia em que lugar de Hogwarts ele havia escondido o Horcrux, somente ele conhecia os mais profundos segredos de Hogwarts. E ainda existia Nagini, que a partir de agora ficaria a seu lado, não sendo mais enviada em missões, ele a protegeria. Mas para ter certeza, completa certeza, ele retornaria a cada um dos esconderijos, redobraria a proteção de cada uma das horcruxes. Um trabalho digno da 'Velha Varinha', um trabalho que ele faria sozinho.
Qual ele deveria visitar primeiro, qual estava em mais perigo? E uma inquietude se apoderou dele. Dumbledore sabia seu nome do meio. Dumbledore teria feito a conexão com os Gaunts.
Sua casa abandonada era, portanto, o local menos seguro de todos, ali ele iria por primeiro.
O lago... impossível… apesar de existir uma pequena possibilidade que Dumbledore tivesse sabido de algumas de suas desventuras passadas enquanto no orfanato. E Hogwarts... mas ele sabia que a Horcrux dali estava salva; seria impossível que Potter entrasse em Hogsmeade sem ser detectado, quanto mais na escola.
Mesmo assim seria prudente que Snape fosse avisado do fato de que o garoto tentaria entrar no castelo. Mas dizer o porque seria tolice, é claro; havia sido um grande erro confiar em Bellatrix e Malfoy. Eles estupidamente e sem o menor cuidado provaram o quão idiota era confiar em algum deles! Ele visitaria a cabana dos Gaunts primeiramente, e levaria Nagini com ele. Ele não se separaria dela mais e ele saiu do quarto para o corredor até o jardim onde uma fonte jorrava na escuridão; ele chamou a serpente em parsel e deslizando como uma enorme sombra ela apareceu a seu lado.
Os olhos de Harry abriram e ele foi jogado de volta ao presente. Ele estava deitado à beira do lago ao anoitecer enquanto Ron e Hermione olhavam para ele. Julgando por seus olhares preocupados e o latejar de sua cicatriz, sua inesperada excursão pela mente de Voldemort não tinha sido ignorada. ele se mexeu, tremendo, vagamente surpreso que sua pele ainda estava molhada, viu a taça deitada inocentemente na grama a ser lado, e o lago, profundamente azul, através dos dourados raios de sol que desapareciam.
“ Ele sabe.” Sua própria voz soava estranha e baixa depois dos altos gritos de Voldemort. “Ele sabe e ele está indo verificar onde as outras estão, e a última,” ele já estava em pé, “ está em Hogwarts. Eu sabia. Eu sabia.”
“ O que?” Ron estava olhando pra ele boquiaberto, Hermione sentou-se, parecendo preocupada. “Mas o que você viu? Como você sabe?”
“ Eu vi ele descobrir sobra a taça, eu- eu estava na cabeça dele, ele está” – Harry se lembrou das mortes – “ele está realmente bravo, e assustado também, ele não consegue entendes como nós sabemos, e agora ele está indo ver se as outras estão a salvo, primeiro o anel. Ele acha que a de Hogwarts é a que está mais segura, porque Snape está lá, porque seria tão difícil não ser visto entrando. Eu acho que ele vai verificar essa por último, mas ele ainda poderia chegar lá em poucas horas -”
“ Você em que lugar de Hogwarts ela está?” Ron perguntou, agora se levantando também. “Não, ele estava se concentrando em avisar Snape, ele não pensou onde exatamente ela está -”
“ Espere, espere!” gritou Hermione enquanto Ron pegava a Horcrux e Harry pegava a Capa da Invisibilidade de novo. “Nós não podemos simplesmente ir, nós não temos um plano, nós precisamos -”
“ Nós precisamos ir,” disse Harry firmemente. He estava esperando dormir, com esperanças de usar a nova tenda, mas isso era impossível agora, “Você pode imaginar o que ele vai fazer assim que ele perceber que o anel e o medalhão desapareceram? E se ele mudar a Horcrux de Hogwarts, decidir que não está segura o suficiente?”
“ Mas como nós vamos entrar?”
“ Nós iremos para Hogsmeade,” disse Harry, “e tentar fazer alguma coisa quando vermos como é a proteção da escola. Entre embaixo da Capa, Hermione, eu quero que nós fiquemos juntos dessa vez.”
“ Mas nós não cabemos -”
“ Vai estar escuro, ninguém vai notar nossos pés.”
O bater de enormes asas ecoou através da água escura. O dragão tinha bebido o quanto precisava e levantado vôo. Eles pararam sua preparação para vê-lo subir cada vez mais alto, agora negro contra o céu que rapidamente estava ficando escuro, até que o dragão desapareceu atrás de uma montanha próxima. Então, Hermione seguiu em frente e tomou seu lugar entre os outros dois, Harry desceu a Capa até o mais próximo possível do chão, e juntos eles giraram sem sair do lugar e para dentro da escuridão esmagadora.

CAPÍTULO 26 - GRINGOTES

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:30

CAPÍTULO 26 - GRINGOTES

O plano deles estava pronto, as preparações, completas; no menor quarto, um grosseiro cabelo negro (retirado do suéter que Hermione havia usado na Mansão dos Malfoy) fora colocado num pequeno frasco de vidro, na prateleira.
“ E você vai estar usando a varinha dela mesmo,” disse Harry, apontando para a varinha de nogueira, “então, eu admito que estará bastante convincente”.
Hermione parecia aterrorizada que a varinha pudesse trapaceá-la ou mordê-la, enquanto a pegava.
“ Eu odeio essa coisa,” ela disse em voz baixa. “Eu realmente a odeio. Me sinto mal, não funciona apropriadamente para mim... Tem um pouco dela.”
Harry não podia ajudar, mas lembrou-se de como Hermione havia liberado seu nojo pela varinha de abrunheiro, insistindo que ela estava imaginando coisas, quando ela não funcionava tão bem como sua própria varinha, dizendo a ele para praticar, simplesmente. Ele achou melhor não repetir o mesmo conselho que ela tinha lhe dado, afinal, o dia anterior a tentativa deles de assaltar o Gringotes não parecia o melhor momento para contrariá-la.
“ Provavelmente, a varinha vai te ajudar a entrar na personagem” disse Rony, “pense no que ela já fez!”
“ Mas esse é o problema!” disse Hermione. “Essa é a varinha que torturou os pais do Neville, e quem sabe quantas outras pessoas? Essa é a varinha que matou o Sirius!”
Harry nunca tinha pensado dessa forma: ele olhou para a varinha e sentiu uma compulsão brutal para cortar a varinha no meio, com a espada de Griffindor, que estava apoiada na parede ao lado dele.
“ Eu sinto falta da minha varinha,” falou Hermione miseravelmente. “Eu gostaria que o Sr. Olivaras pudesse ter feito outra para mim também.”
O Sr. Olivaras havia enviado uma nova varinha para Luna naquela manha. Ela estava lá fora no gramado naquele momento, testando as capacidades da varinha ao sol do fim de tarde. Dino, que tinha perdido sua varinha para os Raptores, a observava melancolicamente.
Harry olhou para a varinha de espinheiro que um dia pertencera a Draco Malfoy. Ele estava surpreso, mas satisfeito em descobrir que ela funcionava ao menos como a da Hermione havia funcionado. Lembrando-se que Olivaras os havia contado o segredo do funcionamento das varinhas. Harry achava que sabia qual era o problema de Hermione: ela não tinha ganhado a fidelidade da varinha de nogueira tirando ela pessoalmente de Bellatrix.
A porta do quarto abriu e Grampo entrou. Harry procurou instintivamente pelo punho da espada e a puxou para perto de si, mas arrependeu-se de sua atitude na mesma hora. Ele poderia dizer que o duende havia notado. Procurando superar o momento complicado, ele disse, “Nós acabamos de testas as coisas de última hora, Grampo”. “Dissemos a Gui e Fleur que estaremos partindo amanhã, e dissemos que eles não precisavam acordar para nos ver sair”.
Eles tinham sido firmes neste ponto, porque Hermione precisaria se transforma em Bellatrix antes que eles partissem, e quanto menos Gui e Fleur soubessem ou suspeitassem sobre o que eles estavam prestes a fazer, melhor. Eles também explicaram que não retornariam. E como eles haviam perdido a velha barraca de Perkins na noite em que os rastreadores os capturaram, Gui os havia emprestado uma outra. Estava agora arrumada dentro da bolsa de contas, a qual, Harry ficou impressionado em saber, Hermione havia protegido dos Rastreadores pelo simples ato de empurra-la dentro da meia
Ainda que eles fossem sentir saudades de Gui, Fleur, Luna e Dino, sem mencionar os confortos domésticos dos quais eles haviam desfrutado nas últimas semanas, Harry esperava ansiosamente por escapar do confinamento da cabana na costa. Ele estava cansado em tentar ter certeza de que eles não haviam ouvido demais, cansado de ficar preso no pequeno quarto escuro. Mais do que tudo, ele ansiava por se ver livre de Grampo.
No entanto, precisamente como e quando eles iriam se separar do duende sem deixar pra trás a espada de Gryffindor ainda era uma questão para a qual Harry não tinha resposta. Havia sido impossível decidir como eles iriam fazer isso, por que o duende raramente deixava Harry, Ron e Hermione sozinhos por mais de cinco minutos de cada vez: “Ele poderia dar lições à minha mãe”, resmungou Ron, quando os longos dedos do duende apareciam nas bordas das portas. Com o aviso de Gui na mente, Harry não conseguia evitar de pensar que o duende estava atento para possíveis falcatruas. Hermione desaprovava tão intensamente o plano de passar a perna nele que Harry havia desistido de usar o cérebro dela na tentativa de descobrir como proceder: Rony, nas raras ocasiões em que eles haviam conseguido um momento livre de Grampo, não havia aparecido com nada melhor do que “Nós temos que sair voando com ela, cara.”
Harry dormiu mal naquela noite.
Rolando de um lado para o outro nas primeiras horas, ele se viu novamente com a mesma sensação que havia tido na noite antes de invadirem o Ministério da Magia , relembrando uma determinação, quase uma excitamento. Agora ele experimentava jorros de ansiedade, dúvidas incômodas: ele não poderia afastar o medo de que tudo desse errado. Ele continuou dizendo a si mesmo de que o plano era bom, que Grampo sabia o que eles estavam enfrentando, que eles estavam bem preparados para todas as dificuldades que eles estavam prestes a encontrar, mas ele ainda se sentia apreensivo. Duas ou três vezes ele ouviu Rony se mexer e tinha certeza de que ele também estava acordado, mas eles estavam dividindo a sala de estar com Dino, então Harry não falou nada.
Foi um alívio quanto chegaram as seis horas e eles puderam pular fora de seus sacos de dormir, vestir-se na semi-escuridão, e então escorregar para o jardim, onde eles iriam encontrar Hermione e Grampo.
O amanhecer estava frio, mas havia uma leve brisa agora que era maio. Harry levantou a cabeça para olhar as estrelas que ainda brilhavam palidamente no céu escuro e escutou o mar movendo-se para frente e para trás contra o penhasco: ele ia sentir falta do som.
Pequenas ervas verdes estavam forçando agora seu caminho rumo à terra vermelha da sepultura de Dubby, dali a um ano o solo estaria coberto de flores. A pedra branca que carregava o nome do elfo já apresentava um aspecto de desgastada pelo tempo. Ele percebia agora que eles não poderiam ter deixado Dobby descansar em um lugar mais bonito do que aquele, mas Harry sofria com a tristeza de pensar em deixá-lo para trás.
Olhando para a sepultura, ele imaginou novamente como o elfo tinha sabido onde ir para regata-los. Seus dedos se moveram displicentemente para a pequena bolsa presa ao redor de seu pescoço, pela qual ele podia sentir o pontudo fragmento de espelho no qual ele tinha certeza de ter visto o olho de Dumbledore. Então o som de uma porta abrindo o fez olhar ao redor.
Bellatriz Lestrange estava andando a passos largos na sua direção, através da grama, acompanhada de Grampo. Enquanto ela caminhava estava enfiando a bolsa de contas dentro do bolso de um outro conjunto de vestes que eles haviam trazido do Largo Grimmauld. Ainda que Harry soubesse perfeitamente que ela era na verdade Hermione, ele não conseguia suprimir uma lasca de aversão. Ela era mais alta do que ele, seu longo cabelo negro balançado por suas costas, suas pálpebras pesadas, desdenhosas quando seus olhos fixaram-se nele; mas então ela falou, e ele ouviu Hermione através da voz baixa de Bellatrix.
“ Ela tem um gosto horrível, pior que Gurdyroots! Ok Rony, venha aqui para que eu possa...”
“ Certo, mas se lembre, eu não gosto de barba muito longa!”
“ Oh, pelo amor de Deus, isso não é para parecer bonito.”
“ Pode não ser, mas vai no rumo. Eu quero meu nariz um pouco menor, tente e faça do jeito que você fez na vez passada.”
Hermione observou e começou a trabalhar, resmungando enquanto transformava vários aspectos da aparência de Rony. Ele deveria ter uma identidade totalmente falsa, e eles contavam com a aura malévola que encobria Bellatrix para protegê-lo. Enquanto isso, Harry e Grampo ocultaram-se debaixo da capa de invisibilidade.
“ E aí”, disse Hermione, “como parece, Harry?”
Era simplesmente impossível distinguir Rony debaixo de seu disfarce, Harry ficou surpreso, principalmente por conhecer o amigo tão bem. O cabelo de Rony estava agora longo e ondulado, ele tinha uma barba marrom curta e um cavanhaque, sem sardas, um pequeno e largo nariz e pesadas sobrancelhas.
“ Bem, ele não é o meu tipo, mas vai servir.”Disse Harry. “Podemos ir, então?”
Todos os três vislumbraram a cabana da costa, permanecendo escura e silenciosa sob as estrelas que desapareciam, então se viraram e começaram a andar na direção do ponto, logo abaixo do muro limite, onde o feitiço Fidelius parava de funcionar e eles poderiam desaparatar. Uma vez passado o portão, Grampo falou.
“ Eu devo subir agora, Harry Potter, suponho?”
Harry se curvou para baixo e o duende montou em suas costas, suas mãos unidas na frente da garganta de Harry. Ele não era pesado, mas Harry não gostava de sentir o duende e a surpreendente força com a qual se ele agarrou. Hermione puxou a capa de invisibilidade de dentro da bolsa de contas e a jogou sobre os dois.
“ Perfeito”, ela disse, se abaixando para checar os pés de Harry. “Eu não consigo ver nada, vamos!”
Harry se virou para o alvo, com Grampo em seus ombros, concentrando-se com todas as suas forças no Caldeirão Furado, a estalagem que era a entrada do Beco Diagonal. O duende agarrava cada vez mais forte enquanto eles se moviam pela escuridão esmagadora, e segundo depois os pés de Harry encontravam o chão e ele abriu os olhos em Charing Cross Road. Trouxas passavam com a habitual cara de ressaca de cedo da manhã, quase inconscientes da existência da pequena estalagem.
O bar do Caldeirão Furado estava praticamente deserto. Tom, o encurvado e sem dente proprietário, estava polindo copos atrás do balcão do bar, um par de fregueses que conversava em murmúrios num canto distante deu uma olhada em Hermione e voltou para as sombras.
“ Madame Lestrange”, murmurou Tom, e quando Hermione parou ele inclinou sua cabeça subservientemente.
“ Bom dia”, disse Hermione, e enquanto Harry passava se arrastando, ainda carregando Grampo em suas costas, ele viu que Tom parecia surpreso.
“ Muito educado”, Harry sussurrou na orelha de Hermione, quando eles saíram da estalagem para o pequeno quintal. “Você precisa tratar as pessoas como se elas fossem escória.”
“ Ok, ok!”
Hermione puxou para fora a varinha de Bellatrix e bateu em um tijolo na dúbia parede em sua frente. De repente, os tijolos começaram a girar rapidamente e se contorcer: um buraco apareceu no meio deles, se tornando maior e maior, finalmente formando um arco na estreita rua de calçamento que era o Beco Diagonal.
Estava calmo, quase na hora das lojas abrirem, e havia trabalhadores e clientes ao redor. A curva rua de calçamento estava muito diferente agora do agitado lugar que Harry visitou antes de seu primeiro ano em Hogwarts, muitos anos atrás. Mais lojas estavam fechadas agora, enquanto vários novos estabelecimentos dedicados às artes das trevas haviam sido criados desde sua última visita. O próprio rosto de Harry o observava de vários pôsteres pregados sobre muitas janelas, todos com a legenda INDESEJÁVEL N° 1.
Um grande número de pessoas maltrapilhas sentavam-se amontoadas dentro das portas. Ele as ouviu gemer para os poucos transeuntes, mendigando por ouro, insistindo de que eram bruxos de verdade. Um homem tinha um curativo ensangüentado sobre um dos olhos.
Enquanto eles desciam pela rua. Mendigos olhavam de relance para Hermione, eles pareciam deslizar para fora do caminho antes que ela passasse, desenhando sombras em suas faces e desaparecendo o mais rápido que podiam.
Hermione olhava para eles curiosa, até que o homem com o curativo ensangüentado veio cambaleando em sua direção.
“ Meus filhos”, ele berrou, apontando para ela. Sua voz era quebrada, aguda, ele parecia aturdido. “Onde estão meus filhos? O que ele fez com eles? Você sabe, você sabe!”
“ Eu.. eu.. realmente....”gaguejou Hermione.
O homem se lançou para ela, tentando alcançar sua garganta. Então, com uma explosão e um raio de luz vermelha ele foi jogado para trás, caindo no chão, inconsciente. Rony estuporou ele, sua varinha ainda empunhada e um aspecto de choque visível sob sua barba. Faces apareceram nas janelas nos dois lados da rua, enquanto um pequeno amontoado de transeuntes que pareciam ricos recolheu suas vestes e sumiu dentro da algazarra, ávidos por esvaziar da cena.
Sua entrada no Beco Diagonal não poderia ter sido mais evidenciada, por um momento Harry pensou se não seria melhor sair dali agora e pensar em um plano diferente. Antes que eles pudessem se mover ou consultar uns aos outros, no entanto, eles ouviram um choro atrás deles.
Por que, Madame Lestrange?”
Harry se virou rapidamente e Grampo apertou seus braços ao redor do pescoço de Harry: um bruxo alto, magro, com uma coroa de longos e acinzentados cabelos assanhados, nariz largo, estava andando a passos largos em sua direção.
“É o Travers” sibilou o duende na orelha de Harry, mas naquele momento Harry não conseguia imaginar quem era Travers. Hermione havia se erguido o máximo que conseguia e disse com o máximo de desdém que conseguiu disfarçar:
“ E o que você quer?”
Travers parou no meio do caminho, claramente ofendido.
“ Ele é um outro comensal da morte”, sussurrou Grampo, e Harry escorregou para o lado para repetir a informação na orelha de Hermione.
“ Eu apenas pensei em cumprimentá-la” disse Travers friamente, “mas se minha presença não é bem vinda...”
Harry reconhecia sua voz agora: Travers era um dos comensais da morte que havia sido chamado à casa de Xenophilius.
“ Não, não, de forma alguma, Travers”, disse Hermione rapidamente, tentando encobrir seu erro, “Como você está?”
“ Bem, eu confesso que estou surpreso de ver você andando por aí, Bellatrix”
“ Realmente, porque?” perguntou Hermione.
“ Bem,” Travers tossiu, “Eu ouvi dizer que os habitantes da mansão dos Malfoy estavam confinados na casa, depois da.... ah..... fuga”
Harry desejou que Hermione mantivesse a cabeça, se isso fosse verdade, e Bellatrix não deveria estar sendo vista em público..
“ O lorde das trevas perdoa aqueles que o serviram mais fielmente no passado” disse Hermione, em uma magnífica imitação dos modos desdenhosos de Bellatrix “Talvez seu crédito com ele não seja tão bom quanto o meu, Travers”.
Ainda que o comensal da morte parecesse ofendido, ele parecia um pouco menos desconfiado. Ele olhou de relance para o homem que Rony acabara de estuporar.
“ Como ele ofendeu você?”
Isso não importa, ele não vai fazer isso novamente.” Falou Hermione friamente.
deixe provar” ele disse em uma interpretação esganiçada. “Como se eu fosse entregar minha varinha a ele – mas, que varinha,” disse Travers curiosamente, “você esta usando no momento Bellatrix, eu ouvi dizer que a sua...”
“ Eu tenho minha varinha bem aqui” disse Hermione friamente, levantando a varinha de Bellatrix. “Eu não sei que rumores você andou escutando por aí, Travers, mas você parece tristemente mal informado”.
Traves pareceu um pouco abatido com aquilo, então se virou para Rony.
“ Quem é o seu amigo? Eu não o reconheço”
“ Este é Dragomir Despard”, disse Hermione; eles haviam decidido que um estrangeiro fictício era a cobertura mais segura para que Rony assumisse. “Ele fala muito pouco de inglês, mas tem simpatia pelos objetivos do Lord das Trevas.
Ele viajou da Transilvânia para cá para ver nosso novo regime”
“ Verdade, como você vai, Dragomir”?
“ E você?” disse Rony, estendendo sua mão.
Travers estendeu dois dedos e apertou a mão de Rony como que com medo de que você sujar a sua.
“ Então, o que trás você e seu ... ah ... amigo simpatizante ao Beco Diagonal tão cedo?” perguntou Travers.
“ Eu preciso visitar Gringotes”, disse Hermione.
“ Ah, eu também”, disse Travers. “Ouro, ouro sujo. Nós não podemos viver sem ele, mas eu tenho que confessar que acho deplorável a necessidade que nós temos de manter relações com nossos amiguinhos de dedos compridos.”
Harry sentiu Grampo apertar as mãos mais fortemente ao redor de seu pescoço.
“ Podemos?” disse Travers, conduzindo Hermione para frente.
Hermione não teve outra chance senão seguir a seu lado ao longo da curva rua de calçamento, na direção do lugar onde estava o coberto de neve Gringotes, parado, mais alto do que os outros prédios no entorno. Rony deslizou ao lado deles e Harry e Grampo os seguiram.
Um comensal da morte observador era realmente a última coisa que eles precisavam, e o pior de tudo era que, com Travers colado ao lado do que ele achava ser Bellatrix, não havia meios de Harry se comunicar com Hermione ou Rony. Cedo de mais eles chegaram ao pé dos degraus de mármore que levavam às portas de bronze. Como Grampo já havia alertado, os duendes fardados que costumavam estar flanqueados na entrada haviam sido substituídos por dois bruxos, ambos carregando um longo e fino bastão dourado.
“ Ah, Sindicância de Honradez” ressaltou Travers teatralmente, “Muito cruel, mas tão eficiente!”
Então ele subiu os degraus, acenando à direita e à esquerda para os bruxos, que levantaram os bastões e o passaram de cima a baixo no seu corpo. A sindicância, Harry sabia, detectava feitiços de ocultamento e objetos mágicos escondidos. Sabendo que tinha apenas alguns segundos, Harry apontou a varinha de Draco para os guardas e murmurou, “Confundo”, duas vezes.
Sem ser notado por Travers, que estava olhando para o hall interno através das portas de bronze, cada um dos guardas deu uma pequena sacudida quando o feitiço os atingiu.
O longo cabelo preto de Hermione se agitou nas suas costas, enquanto ela escalava os degraus.
“ Um momento, madame.” Disse o guarda, levantando seu bastão.
“ Mas você acabou de fazer isso!” disse Hermione, na arrogante voz de comando de Bellatrix. Travers olhou ao redor, sobrancelhas levantadas. O guarda estava confuso. Ele olhou para seu bastão de sindicância e depois para seu companheiro, que disse em uma voz atordoada e esganiçada, “Sim, você acabou de checá-los, Marius!”
Hermione deslizou para frente. Rony a seu lado e Harry e Grampo trotando logo atrás deles. Harry olhou pra trás quando eles cruzaram a porta de entrada. Ambos os bruxos estavam coçando suas cabeças.
Dois duendes estavam parados na frente da porta interna, a qual era feita de prata e carregava o poema alertando sobre as terríveis retribuições aos possíveis ladrões. Harry olhou para ela, e de repente um feixe de memória veio até ele: parado neste mesmo ponto no dia que tinha feito 11 anos, o mais maravilhoso aniversario de sua vida, e Hagrid parado a seu lado dizendo “Como eu disse, eles seriam loucos de tentar roubar isso aqui”. Gringotes parecia ter sido um lugar de maravilhas naquele dia, o depósito encantado da montanha de ouro que ele nunca soube ter possuído, ele nunca sonhou que retornaria aqui para roubar.... mas dentro de poucos segundos eles estavam parados no vasto corredor de mármore do hall de entrada do banco.
O longo balcão estava repleto de duendes, sentados em altos bancos, atendendo aos primeiros clientes da manhã. Hermione, Rony e Travers caminharam na direção de um velho duende que estava examinando uma fina moeda de ouro através de um óculos. Hermione permitiu que Travers passasse na sua frente, sob o pretexto de estar explicando a Rony as características do hall do banco.
O duende abandonou de lado a moeda que estava analisando e disse para ninguém em particular “Leprechaum”, e então cumprimentou Travers, que lhe entregou uma chavezinha dourada, a qual foi examinada e devolvida para ele.
Hermione deu um passo para frente.
“ Madame Lestrange!” disse o duende, evidentemente sobressaltado. “Minha querida! Como.. como eu poderia ajuda-la hoje?”
“ Eu desejo entrar em meu cofre!” disse Hermione.
O velho duende pareceu recuar um pouco. Harry olhou ao redor. Não apenas Traves estava se virando para trás, observando, mas vários duendes haviam parado seus trabalhos para encarar Hermione.
“ Você tem.. identificação?” perguntou o duende.
“ Identificação? Eu.. eu nunca precisei de identificação antes!” disse Hermione.
“ Eles sabem!” sussurrou Grampo na orelha de Harry. “Eles devem ter sido alertados de que poderia haver impostores!”.
“ Sua varinha vai servir madame” disse o duende. Ele estendeu uma fina mão que tremia, e em uma rajada de iluminação Harry percebeu que os duendes de Gringotes haviam sido alertados de que a varinha de Bellatrix havia sido roubada.
“ Aja agora, aja agora!” sussurrou Grampo na orelha de Harry, “A maldição Imperius!”
Harry levantou a varinha de espinheiro por debaixo da capa, apontando para o duende, e sussurrou, pela primeira vez em sua vida, “Imperio!”
Uma sensação curiosa atingiu o braço de Harry, uma sensação de formigamento, um calor que parecia voar de sua mente, através dos nervos e veias, conectando-o `a varinha quando a maldição acabou de ser lançada. O duende pegou a varinha de Belllatrix, examinou-a de perto, e então disse “Ah, você tem uma varinha nova, Madame Lestrange!”
“ O que?” disse Hermione “Não, não, essa é a minha....”
“ Uma nova varinha?” disse Travers, se aproximando do balcão novamente; todos os duendes ao redor continuavam olhando. “Mas como você poderia ter feito, qual artesão de varinha você usou?”
Harry agiu sem pensar. Apontando sua varinha para Travers, ele murmurou, “Imperio”, mais uma vez.
“ Ah, sim, eu vejo”, disse Travers, olhando a varinha de Bellatrix de cima a baixo, “sim, muito bonita, e está funcionando bem? Eu sempre acreditei que varinhas precisavam de uma pequena apresentação, não é?”
Hermione parecia extremamente perplexa, para o enorme alívio de Harry ela aceitou a mudança bizarra dos eventos sem comentário.
O velho duende atrás do balcão bateu palmas e um duende mais jovem se aproximou.
“ Eu vou precisar dos Clankers (alguma coisa que faz barulho)”, ele disse ao duende, que desapareceu de vista e retornou um momento depois com uma bolsa de couro que parecia cheia de metais ruidosos, a qual ele entregou a seu senhor. “Bom, bom! S, se você puder me seguir, Madame Lestrange”, disse o velho duende, saltando de seu banco e desaparecendo de vista. “Eu vou levá-los a seu cofre”.
Ele apareceu no final do balcão, andando de forma feliz na direção deles, o conteúdo da bolsa de coro ainda fazendo barulho. Travers estava agora em pé parado com sua boca balançando aberta. Rony estava prestando atenção a este estranho fenômeno olhando Travers confuso.
Espere – Bogrod!”
Um outro duende veio correndo ao lado do balcão.
“ Nós temos instruções”, ele disse dando uma olhada para Hermione. “Me perdoe madame, mas existem ordem especiais acerca do cofre dos Lestrange.”
Ele sussurrou urgentemente nos ouvidos de Bogrod, mas o duende dominado o afastou.
“ Eu sei sobre as instruções, Madame Lestrange deseja visitar seu cofre... família muito antiga... velhos clientes... por aqui, por favor.”
E, ainda fazendo barulho, ele se apressou na direção de uma das muitas portas no fundo do hall. Harry olhou de volta para Travers, que continuava enraizado no mesmo ponto, parecendo anormalmente ausente, e tomou uma decisão. Com um movimento de sua varinha ele fez Travers vir com eles, andando pacificamente no seu rastro quando alcançaram a porta e passaram para dentro da passagem de rocha, a qual estava iluminada por tochas.
“ Nós estamos com problema, eles suspeitam!” disse Harry, quando a porta bateu a suas costas e ele puxou a capa de invisibilidade. Grampo pulou de seus ombros, nem Travers nem Bogrod mostraram o menor sinal de surpresa quando de repente Harry Potter apareceu em sua frente. “Eles estão sob a maldição imperius”, ele acrescentou, em resposta às perguntas confusas de Rony e Hermione, que estavam ambos parados lá, parecendo lençóis. “Eu não acho que tenha feito ela forte o suficiente, eu não sei.”
E uma outra memória passou como uma flecha por sua mente, da verdadeira Bellatrix Lestrange, guinchando para ele quando ele tentou usar uma maldição imperdoável pela primeira vez: “Você tem que querer ela realmente Potter!”
“ O que a gente faz?” perguntou Rony, “Devemos sair agora, enquanto somos capazes?”
“ Se formos capazes”, disse Hermione, olhando de volta para a porta do hall principal, sobre a qual eles sabiam o que estava acontecendo.
“ Nós chegamos até aqui, eu digo para continuarmos”, disse Harry.
“ Bom!”, disse Grampo. “Então nós precisamos que Bogrod controle o carrinho. Eu não tenho mais a autoridade. Mas não vai ter lugar para o bruxo.”
Harry apontou sua varinha para Travers.
“ Imperio!”
O bruxo se virou e andou na direção dos trilhos escuros, numa paz serena.
“ O que você está fazendo ele fazer?”
“ Se esconder”, disse Harry enquanto apontava a varinha para Bogrod, que assobiou chamando o carrinho que veio rodopiando da escuridão, através dos trilhos, na direção deles. Harry tinha certeza que podia ouvir gritos atrás deles no hall principal, enquanto eles subiam dentro do carrinho. Bogrod na frente de Grampo, Harry, Rony e Hermione amontoados na parte de trás.
Com um solavanco o carrinho se moveu, ganhando velocidade: eles passaram rapidamente por Travers, que estava se retorcendo para dentro de uma rachadura na parede, quando então o carrinho começou a rodar e a girar pelo labirinto das passagens, escorregando para baixo o tempo todo.
Harry não conseguia escutar nada além do chocalhar do carrinho nos trilhos: seu cabelo voava para trás, enquanto eles desviavam de estalactites, voando cada vez mais para baixo da terra, mas ele continuava olhando para trás.
. Eles deveriam também ter deixado várias pegadas para trás, quanto mais ele pensava a respeito, mais tola parecia a idéia de ter disfarçado Hermione de Bellatrix, de ter trazido a varinha dela, quando os comensais da morte sabiam quem a havia roubado.
Eles estavam mais profundo do que Harry jamais havia penetrado em Gringotes; eles olharam para o marcador de velocidade e viram à sua frente, com alguns segundo de antecipação, uma parede de água caindo sobre os trilhos. Harry ouviu Grampo gritar “Não”, mas não havia freio. Eles passaram zunindo por ela. A água encheu os olhos e a boca de Harry: ele não podia ver ou respirar. Então, com uma virada terrível, o carrinho parou, eles foram todos jogados para fora. Harry ouviu o carro se estraçalhar em pedaços contra a parede, ouviu Hermione guinchar alguma coisa, e se viu voar para o chão com se não tivesse peso, caindo sem dor no solo rochoso da passagem.
“ Feitiço de amortecimento”, Hermione balbuciou, enquanto Rony a levantava, mas para o terror de Harry ele viu que ela não era mais Bellatrix: ao contrário, ela estava parada lá, com vestes muito largas, encharcada e completamente ela mesma; Rony estava ruivo e sem barba novamente. Eles estavam percebendo isso olhando uns para os outros, sentindo suas próprias faces.
“ A Ruína do Ladrão!”, disse Grampo, levantando-se e olhando de volta para o dilúvio sobre os trilhos, o qual, Harry saiba agora, havia sido mais do que água. “Ele lava todos os encantamentos, todas as ocultações mágicas. Eles sabem que há impostores em Gringotes, eles mandaram defesas contra nós.”
Harry viu Hermione checar se ainda tinha a bolsa de contas, e rapidamente enfiou a mão dentro da jaqueta para se assegurar de que ainda tinha a capa de invisibilidade.
Então ele se virou para ver Bogrod balançado sua cabeça de perplexidade: A Ruína do Ladrão parecia tê-lo libertado da maldição imperius.
“ Nós precisamos dele”, disse Grampo, “Nós não podemos entrar no cofre sem um duende de Gringotes. E nós precisamos dos Clankers”.
“ Imperio!” disse Harry novamente; sua voz ecoou pela passagem de pedra enquanto ele sentia novamente a sensação de controle mental que fluía do cérebro para a varinha. Bogrod submeteu-se mais uma vez à sua vontade, a expressão confusa de seu rosto foi substituída por uma educada indiferença, enquanto Rony se apressava em pegar a bolsa de couro com as ferramentas de metal.
“ Harry, eu acho que estou escutando pessoas chegando!” disse Hermione e apontou a varinha de Bellatrix para a parede de água e chorou “Protego!”. Eles viram o feitiço escudo quebrar a corrente de água encantada enquanto bloqueava a passagem.
“ Boa idéia!”, disse Harry. “Mostre-nos o caminho Grampo!”.
“ Como é que nós vamos conseguir sair daqui novamente?” perguntou Rony enquanto eles apressavam seus pés na direção do duende, Bogrod ofegando como um cachorro velho.
“ Vamos nos preocupar com isso somente quando tivermos que fazer.” Disse Harry. Ele estava tentando escutar: achava que estava escutando alguma coisa batendo e se movendo nas proximidades. “Grampo, quanto mais?”
“ Não muito, Harry Potter, não muito.”
Então eles dobraram em uma esquina e viram a coisa que Harry estava preparado para ver, mas que ainda assim fez com que eles parassem sobressaltados.
Um dragão gigante estava amarrado ao solo em frente a eles, barrando o acesso a quatro ou cinco dos cofres mais profundos do lugar. As escamas da besta haviam se tornado pálidas e esfoliadas, durante seu longo cárcere sob o solo, seus olhos eram rosa leitoso; as duas patas traseiras estavam calçadas com pesados punhos dos quais saiam correntes levando até pregos enormes, cravados profundamente dentro do chão rochoso.
Suas largas asas espetadas, dobradas fechadas perto de seu corpo, encheriam a câmara se ele as espalhasse, e quando ele virou sua feia cabeça da direção dos garotos, rosnou com um barulho que fez a rocha tremer, abriu sua boca e cuspiu um jato de fogo que mandou os garotos correndo de volta pela passagem.
“ Ele é parcialmente cego”, arfou Grampo, “mas ainda mais selvagem por causa disso, no entanto, nós temos meios de controlá-los. Ele foi ensinada sobre o que esperar quando os Clankers aparecem, me entregue eles.”
Rony passou a maleta para Grampo, e o duende puxou para fora um grande número de pequenos instrumentos metálicos que quando balançados faziam um longo barulho como se miniaturas de martelos batessem em bigornas.
“ Vocês sabem o que fazer”, Grampo falou para Harry, Rony e Hermione. “Ele vai esperar pela dor quando escutar o barulho. Ele vai recuar, e Bogrod deve colocar a palma dele sobre a porta do cofre”
Eles avançaram pela esquina novamente, balançando os Clankers, e o barulho ecoou pelas paredes rochosas, enormemente ampliado, tanto que a o crânio de Harry pareceu vibrar com ele. O dragão soltou um outro rugido rouco, então recuou. Harry podia vê-lo tremendo, e quando eles se aproximaram ele pôde ver as cicatrizes feitas por várias queimaduras por sua face, e adivinhou que ele havia sido ensinado a temer espadas quentes quando escutasse o som dos Clankers.
“ Faça-o pressionar sua mão contra a porta”, Grampo gritou para Harry, que virou sua varinha na direção de Bogrod.
. O velho duende obedeceu, pressionando sua palma contra a madeira, e a porta do cofre derreteu, revelando a entrada de uma caverna, abarrotada do chão ao teto por moedas e globos de ouro, armaduras de prata, pele de estranhas criaturas – algumas com longas caudas, outras com asas encurvadas – poções em frascos de jóias, e uma caveira ainda usando uma coroa. “Procurem rápido!” disse Harry quando eles todos entraram correndo na câmara.
Ele havia descrito a taça de Hufflepuf para Rony e Hermione, mas se também houvesse a outra Horcrux desconhecida naquele cofre, ele não sabia como ela se pareceria.
Ele mal teve tempo para olha ao redor, no entanto, antes que houvesse um barulho abafado atrás deles: a porta tinha reaparecido, selando-os dentro do cofre, mergulhando-os numa total escuridão.
“ Não tem problema, Brogod vai ser capaz de nos libertar!”, disse Grampo, quando Rony deu um grito de surpresa. “Acendam suas varinhas, vocês não podem fazer isso? Vamos, não temos muito tempo!”.
“ Lumus!”
arry percorreu sua varinha iluminada ao redor do cofre: o raio de luz dela caia sobre jóias cintilantes; ele viu a espada falsa de Gryffindor deitada em uma estante alta entre uma confusão de correntes. Rony e Hermione haviam acendido suas varinhas também, e estavam agora examinando a pilha de objetos que os rodeava.
“ Harry, poderia isso ser....aargh!”
Hermione gritou de dor, e Harry virou sua varinha para ela a tempo de ver um globo de jóia caindo de sua mão. Mas quando ele caiu, o chão foi coberto com globos idênticos, rolando em todas as direções, impossível de distinguir o original entre eles.
“ Eles acrescentaram as maldições Germino e Flagrante!”, disse Grampo.
“ Tudo aquilo que você tocar vai queimar e se multiplicar, mas as cópias são sem valor – e se você continuar a segurar o tesouro, será certamente esmagado até a morte pelo peso do ouro se expandindo.”
“ Ok, não toquem em nada!” disse Harry desesperadamente, mas mesmo que ele tivesse dito isso, Rony acidentalmente cutucou um dos globos caídos com o seu pé, e vinte novos explodiram enquanto Rony saltava no lugar, parte de seus sapatos queimados pelo contato com o metal quente.
“ Fiquem parados, não se mexam!”, disse Hermione, agarrando-se em Rony.
“ Apenas olhem ao redor”, disse Harry. “Lembrem-se, a taça é pequena e dourada, tem um texugo gravado nela, duas asas – de qualquer forma vejam se conseguem localizar o símbolo de Ravenclaw em alguma coisa, uma águia..”
Eles direcionaram suas varinha para cada canto e cada fenda, girando cuidadosamente no mesmo lugar. Era impossível não encostar em alguma coisa: Harry mandou uma grande cascata de falsos galeões para o chão, onde eles se juntaram aos globos, e agora havia escassos lugares em que ele poderiam colocar seus pés, o ouro em brasa emanava calor, então aquele cofre parecia uma fornalha. A luz da varinha de Harry passando por escudos e capacetes feitos por duendes, colocados em estantes que iam até o teto, eles levantavam o feixe de luz cada vez mais alto, até que de repente ele encontrou um objeto que fez seu coração e suas mão tremerem.
“ Está ali, ali em cima!”
Rony e Hermione apontaram suas varinhas para lá também, então a pequena taça cintilava sob três focos de luz: a taça que pertenceu a Helga Hufflepuff, que passou para a posse de Hepzibah Smith, de quem foi roubada por Tom Riddle.
“ E como diabos é que nós vamos chegar lá em cima sem tocar em nada?” perguntou Rony.
“ Accio taça!” chorou Hermione, que evidentemente havia esquecido o que Grampo havia lhe contado durante a preparação dos planos, por causa do desespero.
“ Não adianta, não adianta!” rosnou o duende.
“ Então o que a gente faz?!” disse Harry, olhando ferozmente para o duende. “Se você quer a espada, Grampo, então você vai ter que nos ajudar mais do que.. espere! Eu posso tocar uma coisa com a espada? Hermione, me dê ela aqui!”
Hermione remexeu atrapalhadamente suas vestes, puxou a bolsa de contas, buscou minuciosamente por alguns segundos e então retirou a brilhante espada. Harry a agarrou por seu cabo de rubi e tocou a ponta da lâmina em uma bandeira de prata que estava próxima, a qual não se multiplicou.
“ Se ao menos eu pudesse passar a espada pela asa, - mas como é que eu vou chegar até lá em cima?”
A estante na qual a taça repousava estava fora do alcance de qualquer um deles, mesmo Rony, que era o mais alto.
O calor dos tesouros encantados subia em ondas, e o suor descia pelo rosto e pelas costas de Harry enquanto ele se esforçava para encontrar um caminho rumo à taça, e então eles ouviram o dragão rugir do outro lado da porta do cofre. Harry olhou para Rony e Hermione e sentiu o terror em seus rostos.
“ Hermione”, ele disse, enquanto o barulho ia ficando cada vez mais alto, “eu preciso chegar ali em cima, nós temos que nos livrar disso...”
Ela levantou sua varinha, apontou para Harry, e sussurrou, “Levicorpus!”
Içado para o ar por seu tornozelo, Harry atingiu uma armadura, que se replicou como brancos corpos quentes, enchendo o espaço já abarrotado. Com gritos de dor, Rony e Hermione, e os dois duendes foram jogados para o lado na direção dos objetos, que também começaram a se replicar. Parcialmente enterrados em uma montanha de objetos vermelhos e quentes, eles se esforçaram e gritaram enquanto Harry enfiava a espada pela asa da taça de Hufflepuff, prendendo-a na lâmina.
“ Impervius!” guinchou Hermione numa tentativa de proteger a si mesma, Rony e os duendes do metal que queimava.
Então o pior grito de todos fez Harry olhar para baixo; Rony e Hermione estavam perdidos no meio do tesouro, esforçando-se para evitar que Brogod deslizasse para baixo da montanha que crescia, mas Grampo havia afundado para fora da visão, e nada além da ponta de longos dedos estava à mostra.
Harry apanhou os dedos de Grampo e puxou. O duende cheio de bolhas emergiu gradualmente, uivando
“ Liberatucorpus!” gritou Harry, e com a batida ele e Grampo caíram na superfície do tesouro que se avolumava, e a espada voou das mãos de Harry.
“ Pegue ela!” Harry gritou, lutando contra a dor que o metal quente produzia em sua pele, quando Grampo escalou seus ombros novamente, determinado a evitar a crescente massa de objetos quentes. “Onde está a espada? Ela está com a taça enganchada na lâmina!”
O barulho do outro lado da câmara estava crescendo assustadoramente – era tarde demais.
“ Aqui!”
Foi Grampo que avistou ela e foi Grampo que deu o bote, e naquele momento Harry soube que o duende nunca esperou que eles fossem manter sua palavra. Uma das mãos segurando firmemente um punhado de cabelo de Harry, para ter certeza de que ele não afundaria no mar de calor que vinha do ouro que queimava. Grampo agarrou o cabo da espada e lançou-a para fora do alcance de Harry. A pequena taça dourada cortada pela lâmina da espada foi arremessada pelo ar. O duende montou em Harry, que mergulhou e pegou a taça, e ainda que ele sentisse ela escaldando sua carne, ele não soltou o objeto, mesmo quando inumeráveis taças de Hufflepuff caíram de seus pulsos, chovendo sobre ele quando a entrada do cofre abriu e ele se viu caindo incontrolavelmente em uma avalanche de ouro e prata ardentes, que trouxe ele, Rony e Hermione para a câmara externa.
Pouco atento à dor das queimaduras que cobriam seu corpo, e ainda suspenso sobre o volume de tesouros duplicados, Harry empurrou a taça para dentro de seu bolso e tentou resgatar a espada, mas Grampo havia partido. Deslizando pelos ombros de Harry no momento em que pôde, ele saiu correndo rapidamente, procurando cobertura entre os duendes, brandindo a espada e chorando. “Ladrões! Ladrões! Ajuda! Ladrões!” ele desapareceu em meio à multidão que avançava, todos eles usavam adagas e aceitaram-no sem questionar.
Deslizando pelo metal quente, Harry esforçou-se para se levantar e sabia que o único caminho para fora era por entre eles.
“ Estupefaça!” ele gritou, e Rony e Hermione se juntaram a ele: jatos de luz vermelha voaram na direção dos duendes, e alguns caíram, mas outros avançaram, e Harry viu vários guardas bruxos correndo pela esquina.
O dragão amarrado deixou escapar um rugido, e uma golfada de chama sobre os duendes; os bruxos voaram, tontos, de volta pelo caminho do qual eles haviam vindo. E uma inspiração, ou loucura, veio até Harry. Apontando sua varinha para os punhos que acorrentavam a besta ao solo, ele gritou, “Relashio!”
Os punhos abriram-se com uma explosão alta.
“ Por aqui!” Harry gritou, e continuou a lançar feitiços estuporantes nos duendes que avançavam, ele correu rápido na direção do dragão cego.
“ Harry – Harry—o que você está fazendo?” chorou Hermione.
“ Sobe, sobe, vamos!”
O dragão não tinha percebido que estava livre. O pé de Harry encontrou o gancho de suas pernas escondidas e puxou a si mesmo para cima das costas do bicho. As escamas eram duras como aço, ele nem pareceu sentir isso. Ele esticou um braço; Hermione içou a si mesma para cima, Rony escalou atrás deles e um segundo depois o dragão percebeu que estava desamarrado.
Com um rugido ele se levantou: Harry afundou em seu joelhos, agarrando o mais forte que podia as escamas esfoliadas enquanto as asas se abriam, derrubando os duendes que gritavam como pinos de boliche. E então ele voou para o ar. Harry, Rony e Hermione, agarrados em suas costas, roçando o teto quando ele mergulhou rumo à porta da passagem, enquanto os duendes perseguidores atiravam adagas que ricochetearam em seu flanco.
“ Nós nunca vamos sair daqui, ele é muito grande!” Hermione gritou, mas o dragão abriu a boca e cuspiu fogo novamente, queimando o túnel, cujo teto e chão racharam e se despedaçaram. Pela simples força, o dragão encontrou seu caminho para fora. Os olhos de Harry estavam fechados fortemente por causa da poeira e do calor: protegido pela quebra da rocha e pelos rugidos do dragão ele apenas podia se agarras à costas do animal, esperando ser derrubado a qualquer momento, então ele escutou Hermine gritar “Defodio!”
Ela estava ajudando o dragão a enlarguecer a passagem, entalhando o teto no esforço de subir em direção ao ar livre, para longe dos barulhentos e ruidosos duendes: Harry e Rony copiaram ela, derrubando o teto com outros feitiços.
Eles passaram pelo lago subterrâneo e a grande besta rastejante que rosnava, pareceu sentir a liberdade e o espaço á sua frente, atrás deles a passagem estava cheia dos estragos do dragão, destroçados pela cauda, grandes pedaços de rocha, estalactites gigantes fraturadas, e o barulho dos duendes parecia ficar mais abafado, enquanto à frente, o fogo do dragão mantinha o progresso da fuga.
E finalmente, por conta de seus constantes feitiços e da força bruta do dragão, eles forçaram seu caminho para fora da passagem para dentro do hall de mármore. Duendes e bruxos gritaram, correndo atrás de proteção, e finalmente o dragão tinha espaço para esticar suas asas. Virando sua cabeça chifruda na direção do ar gelado lá de fora que ele podia sentir através da entrada, ele levou com ele Harry, Hermione e Rony, ainda agarrados às suas costas, ele forçou seu caminho através das portas de metal, deixando-as presas e balançando pelas dobradiças, enquanto cambaleava para dentro do Beco Diagonal, lançando-se para o céu aberto

CAPÍTULO 25 - CABANA DE CONCHAS

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:28

CAPÍTULO 25 - CABANA DE CONCHAS

A cabana de Gui e Fleur ficava sozinha em uma colina de frente para o mar. Suas paredes eram cobertas por conchas e cal. Era um lugar solitário e belo. Sempre que Harry estava dentro da pequena cabana ou em seu jardim, ele podia ouvir o barulho constante do mar, como o respirar de uma grande criatura. Ele gastou a maior parte dos dias seguintes criando desculpas para escapar da cabana lotada, ansiando pela vista do topo da colina, do céu aberto e do oceano vazio e da sensação do vento frio e salgado em seu rosto.
A enormidade de sua decisão de não concorrer com Voldemort pela varinha ainda assustava Harry. Ele não conseguia lembrar de, alguma vez antes, ter escolhido não agir. Ele estava cheio de dúvidas, dúvidas nas quais Rony não ajudava, murmurando sempre que eles estavam juntos.
“ E se Dumbledore desejasse que a gente decifrasse as pistas em tempo de pegar a Varinha?”
“ E se trabalhando mais no que os símbolos diziam fizesse você merecedor de pegar as relíquias?”
“ Harry, se aquela realmente for a Varinha Anciã, como diabos se espera que nós sejamos capazes de acabar com Você-sabe-quem?”
Harry não tinha respostas. Houve momentos que ele imaginou se não havia sido loucura não tentar impedir que o Voldemort violasse o túmulo. Ele não pode explicar satisfatoriamente por que ele havia decidido contra isso. Sempre que ele tentava reconstruir os argumentos internos que o haviam levado a essa decisão, eles soaram fracos pra ele.
A coisa estranha era que o apoio de Hermione o fazia sentir tão confuso quanto as dúvidas de Rony. Agora forçada a aceitar que a Varinha Anciã era real, ela afirmava que ela era um objeto maligno, e que a forma pela qual Voldemort havia se apossado dela era repulsiva e não devia ser considerada.
“ Você nunca poderia ter feito, Harry”, ela falou de novo, e de novo. “ Você não poderia invadir o túmulo do Dumbledore.”
Mas a idéia do corpo de dumbledore assustava Harry muito menos do que a possibilidade de que ele pudesse não ter entendido as intenções de Dumbledore enquanto estava vivo. Ele sentia que ainda estava tateando no escuro. Ele havia escolhido o seu caminho, mas ainda olhava pra trás, pensando onde ele havia errado na leitura dos símbolos e se ele deveria ter tomado o outro caminho.
De tempos em tempos a raiva de Dumbledore caía sobre ele novamente, poderosa como as ondas que se esmagavam nas falésias abaixo da cabana, raiva que Dumbledore não tivesse explicado antes de morrer.
“ Mas, ele está está morto?” disse Rony, três dias depois deles terem chegado à cabana, Harry estava parado sobre o muro que separava o jardim da cabana das falésiasquando Rony e Hermione o encontraram. Ele desejava que eles não tivessem feito isso. Não tinha desejo nenhum de se engajar em seus argumentos.
“ Sim, ele está Rony, por favor, não comece novamente!”
“ Olhe os fatos, Hermione” disse Rony falando por Harry, que continuava fitando o horizonte. “ A corça prateada, a espada, o olho que Harry viu no espelho...”
" Harry admitiu que ele havia imaginado o Olho! Não é mesmo Harry?"
" Devo ter!" - Disse Harry sem olhar para ela.
" Mas você não aparenta ter feito, você fez?" - Questionou Rony
" Não, não fiz" - Disse Harry
" Apresse-se" - Disse Rony rapidamente, antes que Hermione pudesse continuar."Se não era Dumbledore, explique como Dobby sabia que estávamos no Cellar, Hermione?"
" Eu não posso -- Mas você pode explicar como ele o enviou se ele estava jazido num caixão em Hogwarts?"
" Não sei! Deveria ser seu fantasma!"
" Dumbledore jamais voltaria como um fantasma - disse Harry. Havia uma coisa sobre Dumbledore que ele tinha certeza de que sabia, que ele sabia muito bem, "Ele devia ter ido."
" O quê você quer dizer com 'devia ter ido'?" - Perguntou Rony, mas antes que Harry pudesse dizer mais alguma coisa, uma voz atrás deles disse: "Arry?"
Fleur havia voltado do Casebre, com seus longos cabelos loiros pairando sob a brisa.
" Arry, Grip'ook querr falarr cam vcê, Ele está na menorr quarrte e disse que nam querr serr escutado"
Sua antipatia pelo Goblin mandando-a enviar mensagens era óbvia,ela parecia irritada, como se estivesse andando pela casa
Griphook estava esperando por ele, assim que Fleur saira, nas três camas, nas quais, Hermione e Luna dormiam a noite, ele abafou uma cortina de algodão vermelho contra a luz, céu cheio de nuvens, que deu à sala um ar de fogo de aspecto singular com o resto do ambiente, brilhante, do casebre.
" Eu tomei minha decisão, Harry Potter" Disse o Goblin , que estava sentado de pernas cruzadas numa cadeira baixa,que estava tocando seus braços com seus dedos curtos. "Pensei no que os Goblins de Gringotes considerariam como uma traição, Eu decidi por te ajudar.
" Isso é ótimo!" - Disse Harry, com um alivio surgindo dentro dele. "Griphook, nós realmente agradecemos a você."
" ...Em troca..." - Disse o Goblin com voz firme. "Como pagamento."
Desprezavelmente, ele queria algo em troca. Harry hesitou.
" Quanto você quer? Eu tenho ouro."
" Não quero ouro" - Disse o Goblin - "Eu tenho ouro"
Seus olhos pretos brilharam, não havia branco em seus olhos.
" Eu quero a espada. A espada de Godric Griffyndor."
Harry sentiu um frio na espinha.
" Você não pode tê-la" - E completou - "Me desculpe"
" Então" - Disse Griphook calmamente - "Nós temos um problema."
" Nós podemos lhe dar qualquer outra coisa" - Disse Rony ansiosamente. "Eu aposto como os Lestrange tem pilhas de coisas, você pode pegar o que quiser assim que entrarmos na cripta."
Ele dissera a coisa errada. Griphook animou-se grosseiramente.
" Eu não sou um ladrão, menino!". "Eu não estou tentando procurar coisas que eu ainda não possua!"
" A espada é nossa" --
" Não, não é" - Disse o Goblin
" Nós somos griffyndors e ela era de Godric Gryffindor--"
" E antes de ser de Gryffindor, era de quem?" - Exigiu o Goblin, se levantando, sério.
" De ninguém." - Respondeu Rony. "Ela foi feita por ele, não foi?"
" Não!" - Berrou o Goblin, apontando um longo dedo em direçao à rony. "A arrongância dos bruxos novamente! Aquela espada era de Ragmuk primeiro, e Godric Gryffindor a pegou! é um trabalho de mestre dos goblins! E pertençe aos goblins! A espada é o preço dos meus serviços! Pegue ou largue! - Griphook encarou-os - Harry fitou os amigos e em seguida disse: "Precisamos nos reunir. Griphook, se tudo estiver certo, poderia nos dar alguns minutos?"
O Goblin confirmou, aparentando um ar mal-humorado.
Desceram as escadas, numa sala aparentemente vazia, Harry caminhou para o lugar de fogo, sua sobrancelha erguida, tentando pensar no que fazer, atrás dele, Rony disse "Ele está doido, nao podemos deixá-lo com a espada"
" Isso é verdade?" - Harry perguntou para Hermione - "Que Godric roubou a espada?"
" Eu não sei" - Disse ela sem esperança - "A história da magia muitas vezes cobre ou perde alguns dados sobre o que bruxos fizeram com outros seres mágicos, mas não há registro de que Godric roubou aquela espada."
" Deve ser uma daquelas histórias de Goblin" - Disse Rony - "Sobre como sempre os bruxos estão tentando acabar com eles;Eu suponho que deveríamos perguntar pra ele se ele não quer uma de nossas varinhas."
" Goblins tem uma tendência a não gostar de bruxos, Rony - Disse Hermione - "Eles foram realmente muito mal tratados no passado."
" Goblins não são exatamente tão fofos quanto coelhinhos, eu acho, são?" - Disse Rony - "Eles mataram muitos de nós bruxos, eles também jogam sujo."
" Mas argumentar com Griphook sobre qual raça é mais submissa à outra e mais violenta, o fará gostar mais de nós, não é mesmo?"
Houve uma pausa, em que eles tentaram pensar em uma solução para o problema. Harry olhou pela janela o túmulo de Dobby. Luna estava arrumando um jarro em cima de uma pedra, de fronte para o mar.
“ Ok" - Disse Rony,e Harry se virou para ele - "Como é isso? Nós falamos para o Griphook que precisamos da espada até que entremos dentro da sala do diretor e então nós poderemos tê-lo. Há uma falsa lá, não há?
Então nós pegamos a verdadeira e entregamos para ele a falsa!"
" Rony! Ele com certeza saberia a diferença melhor do que nós! disse Hermione. "Ele é o único que pode realizar uma troca!"
" YEAH! mas poderíamos *palavra ilegível* antes que ele pudesse faze-lo."
Ele notou um ar de bondade nos olhos dela.
" Isso" - Disse ela calmamente - "É deplorável, peça sua ajuda, e em seguida o engane! E você se pergunta porque Goblins odeiam bruxos, Rony?!"
As orelhas de Rony ficaram rúbras.
" Tudo bem Tudo bem! Mas essa foi a única coisa em que eu consegui pensar. Qual é a sua solução então?
" Nós precisamos dar a ele algo em troca, algo de valor."
" Brilhante! Eu irei e darei uma de nossas espadas-feitas-por-Goblins e você pode dar para ele num lindo embrulho!"
Novamente o silêncio caiu sobre eles. Harry estava certo de que o Goblin não aceitaria nada mais do que a espada, sendo que ele tinha coisas mais valiosas para oferecer, sendo que a espada era fundamental contra as Horcruxes.
Ele fechou seus olhos por um instante e ouviu as ondas do mar. Aquela idéia de que Gryffindor havia roubado a espada era inaceitável para ele: Ele sempre fora orgulhoso de ser Grifinório;
Gryffindor havia sido o campeão dos nascidos-trouxas. O bruxo que havia confrontado o amante dos sangue-puro, Slytheryn...
“ Talvez ele esteja mentindo” Harry falou, abrindo seus olhos novamente. “Griphook, talvez Gryffindor não tenha roubado a espada. Como saberemos se a versão do duende é a certa?”
“ Isso faz alguma diferença?” perguntou Hermione.
“ muda como me sinto a respeito disso” falou Harry.
Ele respirou fundo
“ Nós vamos dizer-lhe que ele pode ter a espada depois de nos ajudar a entrar no cofre....mas nós vamos evitar cuidadosamente dizer pra ele exatamente “quando” ele poderá tê-la.”
Um sorriso apareceu lentamente no rosto de Rony. Hermione no entanto pareceu alarmada.
“ Harry, nós não podemos…”
“ Ele poderá tê-la” continuou Harry “depois de nós a termos usado em todos os Horcruxes. Eu vou me assegurar que ele a terá então. Eu irei manter a minha palavra.”
“ mas isso pode tomar anos!” disse Hermione.
“ Eu sei disso, mas ele não precisa saber. E eu não vou estar mentindo...realmente.”
Harry encontrou o seu olhar com uma mistura de rebeldia e vergonha. Ele lembrou das palavras que estavam gravadas sobre o portão de Nurmengard: POR UM BEM MAIOR. Ele afastou a idéia. Que escolha eles teriam?
“ Eu não gosto disso” falou Hermione.
“ nem eu, muito” admitiu Harry.
“ Bem, eu acho genial” disse Rony erguendo-se novamente. “vamos contar para ele.”
De volta ao menor quarto, Harry fez a oferta, tomando cuidado para não dar nenhuma definição do tempo que pretendia manter a espada. Hermione amarrou a cara para o chão enquanto ele estava falando. Ele se sentiu irritado com ela, com medo de que ela entregasse o jogo.
“ Eu tenho a sua palavra, Harry Potter, que você vai me entregar a espada de gryffindor se eu ajudá-lo?
“ sim” disse Harry.
“ Então aperte” falou o Duende estendendo sua mão.
Harry segurou e apertou. Ele imaginou se aqueles olhos negros veriam algum mal pressentimento nos seus. Então Griphook o soltou, juntou suas mão e falou:
“ Então, nós começamos!”
Foi como planejar invadir o ministério novamente. Eles decidiram trabalhar no quarto menor, que foi mantido, de acordo com as preferências de Griphook, em semi-escuridão.
“ Eu visitei o cofre dos Lestrange apenas uma vez.” Griphook lhes disse. “ Na ocasião me foi dito para depositar uma espada falsa. Essa é uma das câmaras mais antigas. As mais velhas famílias bruxas guardam seus tesouros no nível mais profundo, onde os cofres são maiores e melhor protegidos....”
Eles ficavam trancados no quarto que mais parecia um armário de chá, por horas a fio. Lentamente os dias se transformaram em semanas. E havia problema depois de problema para vencer, um deles é que o estoque deles de poção polisuco estava muito debilitado.
“ realmente só há suficiente pra um de nós” falou Hermione, balançando o recipiente com a poção lamacenta contra a luz
" Será o suficiente," disse Harry, que estava examinando o mapa feito a mão de Griphook das passagens subterrâneas mais profundas.
Os outros habitantes da Cabana de Conchas dificilmente não percebiam que algo estava acontecendo, já que Harry, Rony e Hermione só apareciam para as refeições. Ninguém perguntou nada, embora Harry freqüentemente sentisse os olhos de Gui sobre eles três à mesa, pensativo, preocupado.
Quanto mais tempo passavam juntos, mais Harry percebia que não gostava muito do goblin. Griphook era inesperadamente cruel, gargalhou com a idéia de dor em criaturas inferiores e pareceu "saborear" a possibilidade de que eles teriam que machucar outros bruxos para alcançar o subterrâneo dos Lestrange. Harry sabia que essa "rixa" era dividida pelos outros dois também, mas eles não discutiram isso. Eles precisavam de Griphook.
O golbin comeu relutantemente com o resto deles. Mesmo depois de suas pernas terem se reparado, ele continuou a exigir que a bandeja de comida fosse levada a seu quarto, como o ainda frágil Olivaras, até Gui (depois de uma raivosa explosão de Fleur) ir ao andar de cima falar pra ele que o remanejamento não podia continuar. Desde que Griphook se juntou à superpopulosa mesa, embora se recusasse a comer a mesma comida, em vez disso insistindo em pedaços de carne crua, raizes e vários fungos.
Harry se sentia responsável: fora ele, afinal de contas, que insistira para que o goblina ficasse na Cabana de Conchas a fim de poder interrogá-lo; era sua culpa a família Weasley inteira estar tendo que se esconder, que Gui, Fred, George e Sr. Weasly não podiam mais trabalhar.
" Sinto muito," ele falou para Fleur, numa tarde tumultuada de Abril na qual ele a ajudou a preparar o jantar. "Eu nunca quis te botar em maus lençóis."
Ela tinha acabado de preparar algumas facas para trabalhar, picando bifes para Griphook e Gui, que passou a preferir carne mal-passada desde que fora atacado por Greyback. Enquanto as facas cortavam atrás dela, sua expressão irritada se suavizou.
" Arry, você salvou a vida de minha irrmã, eu nam me esquecerrei."
Isso não era, tecnicamente, verdade, mas Harry decidiu não lembrá-la de que Gabrielle nunca esteve realmente em perigo.
" De qualquerr jeito," Fleur continuou, pondo o recipiente com o quanto queria de molho no fogão, que começou a borbulhar imediatamente, "Sr. Olivaras parte para Murial esse tarrde. Isso fazerr coisas mais faceis. A goblin," ela franzeu a testa por um momento ao mencioná-lo, "poderrá se mudarr parra baixa, e você, Rony e Dino poderrão pegarr aquela quarrte."
" Nós não nos importamos de dormir na sala," disse Harry, que sabia que Griphook faria pouco caso ao saber que dormiria no sofá; deixar Griphook feliz era essencial para os planos deles. "Não se preocupe conosco." E quando ela tentou protestar ele continuou, "Nós não te daremos mais trabalho em breve, Rony, Hermione e eu. Não precisaremos ficar aqui por muito mais tempo."
" Mas, o que você querr dizerr?" ela disse, franzindo suas sobrancelhas ao olhar pra ele, sua varinha apontada para uma caçarola agora suspensa no ar. "Óbvia que você nam deve partirr, está segurra aqui!"
Ela ficou igual à Sra. Weasley, falando isso, e ele agradeceu pela porta dos fundos ter-se aberto naquele momento. Luna e Dino entraram, os cabelos encharcados pela chuva lá fora e com os braços cheios de madeira.
" ...e orelhinhas pequeninas," Luna estava dizendo, "um pouco parecido com um hipopótamo, meu pai diz, só que roxos e cabeludos. Se você quiser chamar um deles, você tem que zumbir; eles preferem uma valsa [????], nada muito rápido..."
Parecendo desconfortável, Dino encolheu os ombros ao passar por Harry, seguindo Luna adentro da sala de estar e jantar conjunta, onde Rony e Hermione estavam estendendo a mesa de jantar.
Vendo uma chance de escapar das perguntas de Fleur, Harry apanhou duas jarras de suco de abóbora e os seguiu.
" ...e se você algum dia vier a nossa casa eu serei capaz de te mostrar o chifre, papai me escreveu sobre isso mas eu não o ví ainda. porque os comensais da morte me levaram do Hogwarts Express e eu nunca voltei para casa pro Natal,' Luna estava dizendo, enquanto ela Dino e ligaram o fogo.
" Luna, ele contou a você, "Hermione a chamou para perto dele. "Aquele chifre explode. Veio de um Erumpent, e não de um Crumple - Horned Snorkack --'
" Não,é definitivamente um chifre de Snorkack", disse Luna serenamente, "Papai me disse. Provavelmente terá se formado novamente agora, eles mesmos se emendam, você sabe."
Hermione sacudiu sua cabeça e continuou colocando os garfos quando Gui apareceu, descendo as escadas com o Sr. Ollivanders. O fabricante de varinhas ainda parecia excepcionalmente frágil, e ele se segurou nos braços de Gui que o apoiaram, levando uma enorme mala.
" Eu irei sentir sua falta, Sr. Ollivander," disse Luna, se aproximando do velho homem.
" E eu de você, minha querida", disse Ollivander, dando um tapinha em seu ombro.
" Então, au revoir, Sr. Olivaras" disse Fleur beijando-o nas bochechas " Eu imagino se poderia pedir ao senhor para entregar um pacote para a tia do Gui, Muriel? Eu não devolvi sua tiara"
" Será uma honra" ele respondeu com uma pequena reverência "o mínimo que poderia fazer em troca de sua generosa hospitalidade"
Fleur puxou uma caixa de veludo usada, que ela abriu para mostrar ao fabricador de varinhas. A tiara permanecia brilhando e reluzindo na luz da lampada suspensa.
" Pedras da lua e diamantes" disse Griphook, que tinha entrado no aposento sem Harry notar. "Feito por duendes, eu acho?"
" E pago pelos bruxos," disse Gui calmamente, e o duende lhe fez um olhar e era tanto furtivo como desafiador.
Um vento forte soprava contra as janelas da cabana e Gui e Ollivander partiram na noite. O resto deles se apertaram ao redor da mesa; cotovelo com cotovelo com quase nenhum espaço para se mover, eles começaram a comer. O fogo estalava na lareira atrás deles. Fleus, Harry notou, estava meramente brincando com sua comida; ela olhava pela janela de minuto a minuto. no entanto, Gui retornou antes deles terminarem seu primeiro prato, com seu longo cabelo enrolado pelo vento.
" Tá tudo bem," ele disse para Fleur. "Olivaras se instalou, Papai e Mamãe mandam um oi. Gina te manda todo seu amor, Fred e George estão fazendo Muriel subir pelas paredes, eles ainda estão com o negócio de pedidos de Corujas no quartinho dos fundos. No entanto, ela ficou feliz em receber a tiara de volta. Ela disse que achou que tivéssemos roubado ela."
" Ah, e'a serr encantadorre, seu tia," disse Fleur contrariada, chacoalhando sua mão afzendo os pratos sujos se empilharem no ar. Ela os pegou e saiu da sala.
" Papai fez uma tiara," aborreceu Luna, "Bem, tava mais pra coroa, na verdade."
Rony viu o olhar de Harry e arreganhou os dentes; Harry sabia que ele estava se lembrando do grotesco acessório de cabeça que eles viram na sua visita a Xenophilius.
" Sim, ele está tentando recriar o diadema perdido de Ravenclaw. Ele acha que já identificou a maioria dos elementos principais. ter adicionado as asas do Billywig realmente fez toda a diferença--"
Houve um estrondo na porta da frente. Todas as cabeças se voltaram para ela. Fleur correu da cozinha, parecendo assustada; Gui se levantou, apontando a varinha para a porta;
Harry, Rony e Hermione fizeram o mesmo. Silenciosamente Griphook escorregou para debaixo da mesa, fora da vista.
- “Quem é este?” Gui chamou.
- “Sou eu, Remo John Lupin”, disse a voz sobre o vento uivando.
Harry experimentou uma sensação de medo, o que teria acontecido?
- “Eu sou um lobisomem, casado com Nymphadora Tonks, e você, o fiel do segredo da cabana de conchas me disse o endereço e me comunicou para “vir com urgência”.
- “Lupin”, murmurou Gui, e ele correu para a porta e escancarou-a. Lupin caiu na soleira, sua face estava branca, embalado numa capa de viagem, seus cabelos grisalhos varridos pelo vento. Ele se endireitou, olhou pelo quarto, teve certeza de quem estava lá, e então gritou: - “É um menino, nos demos o nome de Ted, como o pai da Tonks”!. Hermione guinchou:- “Como? Tonks? Tonks já teve o bebe?”.
- “Sim, sim, ela teve o bebe”, gritou Lupin. Todos em volta da mesa começaram a chorar de satisfação, suspiros de alívio, Hermione e Fleur gritou: - “Parabéns”!, e Rony disse: - “Legal, um bebe!” Como se ele nunca tivesse ouvido falar de bebes antes.
- “Sim, sim, um menino”, disse Lupin de novo, que parecia ofuscado com sua própria felicidade. Ele deu a volta na mesa e abraçou Harry, a cena no porão do Largo Grimmauld talvez nunca tivesse acontecido.
- “Você seria o padrinho?” Ele disse enquanto soltava Harry.
- “E..eu?” assustou-se Harry.
-“Sim, sim, claro, a Dora também concorda, ninguém melhor”
-“Eu, sim, encantado”
Harry se sentiu extasiado, chocado e deliciado, agora Gui estava correndo para servir vinho e Fleur estava tentando persuadir Lupin a acompanhá-los num resfresco.
-“Eu não posso ficar muito, tenho que voltar” disse Lupin, brilhando em volta de todos eles. Ele parecia mais novo do que Harry nunca o tinha visto.
- “Obrigado, obrigado, Gui”. Gui tinha enchido todos os seus cálices, eles seguraram e levaram os cálices para um brinde.
-“Para Ted Remus Lupin”, disse Lupin, “Um grande bruxo em produção”.
-“Oh, ele se parece com?” inquiriu Fleur
-“Eu acho q ele se parece com Dora, mas ela acha q ele se parece comigo. Sem muito cabelo. Parecia moreno quando ele nasceu, mas juro q esta se transformando em ruivo. Talvez seja loiro na hora q eu voltar. Andrômeda disse q o cabelo de Tonks começou a mudar no dia em que ela nasceu.” Ele bebeu todo seu cálice.
-“Oh, então vai né, só mais um”, ele disse radiante enquanto Gui o enchia novamente.
O vento abafou a pequena cabana e o fogo crepitou e saltou, e rapidamente Gui estava abrindo mais uma garrafa de vinho. As notícias de Lupin semearam para tirá-los de dentro deles mesmos, os removeu por um curto período de seu estado de cerco: Notícias de uma nova vida eram excitantes. Só o goblin parecia indiferente a atmosfera festiva, um pouco depois ele foi para o quarto que agora ocupava sozinho.
Harry pensou ser o único a notar isso até q ele viu os olhos de Gui seguirem o goblin pelas escadas.
" Não, não, eu realmente preciso voltar," disse Lupin finalmente, rejeitando mais um cálice de vinho. Ele se pôs de pé e pôs seu sobretudo em volta de si de novo.
" Tchau, tchau -- vou tentar trazer uma foto em alguns dias -- eles todos vão ficar tão felizes em saber que eu vi vocês --"
Ele amarrou sua capa e se despediu, abraçando a mulher e apertando a mão do homem,e ainda radiante, voltou para a noite selvagem.
“ Padrinho, Harry!” disse Gui enquanto voltavam para a cozinha, ajudando a limpar a mesa “Uma grande honra!! Parabéns!!”
Quando Harry guardou os cálices q estava carregando, Gui fechou a porta atrás dele, silenciando as vozes dos outros, que continuaram a celebrar mesmo na ausência de Lupin.
“ Eu queria ter uma palavrinha em particular, na verdade, Harry. Não tem sido fácil ter uma oportunidade com a casa cheia de gente.”
Gui hesitou.
“ Você está planejando algo com Griphook.”
Era uma afirmação, não uma pergunta, e Harry não se importou em negar. Ele simplesmente olhou para Gui, esperando.
“ Eu conheço duendes,” disse Gui “Eu trabalhei em Gringotes desde que saí de Hogwarts. Pelo que se pode dizer de amizade entre duende e bruxos, eu tenho amigos duendes – ou, ao menos, duendes q eu conheço bem, e gosto.” Gui hesitou de novo.
“ Harry, o que você quer d Griphook, e o que você prometeu a ele em recompensa?”
“ Eu não posso te dizer” disse Harry “desculpe, Gui.”
A porta da cozinha se abriu, Fleur tentava trazer mais cálices vazios.
“ Espere” Gui disse a ela “Só um momento” .
Ela foi para trás e ele fechou a porta novamente.
" Então eu tenho que dizer adeus" Gui continuou." Se você fez algum tipo de trato com Griphook, e mais particularmente se esse trato involver tesouros, você deve ter um cuidado excepcional. As noções de um duende em relação a posse, pagamente, e reembolso não são as mesmas de um ser humano."
Harry sentiu uma leve contorção de desconforto, como se uma pequena cobra tivesse se movimentado dentro dele.
" O que você quer dizer?" ele perguntou.
" Nós estamos falando sobre uma diferença raça de seres" disse Gui, "Relacionamentos entre bruxos e duendes tem sido saturadas por seculos -- mas todos nos sabemos tudo isso com a historia da magia. Tem havido erros dos dois lados, eu nunca iria alegar que os bruxos são inocentes. No entanto, existe uma crença entre alguns duendes, e aqueles em Gingotts são talvez os que mais tendem a isso, que não se pode confiar nos bruxos em questão de ouro e tesouros, que eles não tem nenhum respeito pelo posse dos duendes."
" Eu respeito --" Harry começou, mas Gui sacudiu sua cabeça.
" Você não entende,Harry, ninguém pode entender a não ser que eles tenha vivido com os duendes. Para um duende, o verdadeiro mestre de direito de qualquer objeto é seu criador, não quem compra. Todos os duendes fazem objetos, que em seu ver, pertencem por direito a eles."
" Mas foi comprado--"
" -- então eles não considerariam alugar pelo unico que tenha pago o dinheiro. Eles tem, no entanto, grande dificuldade com a ideia de objetos feitos por duendes passando de bruxo para bruxo. Você viu a cara de Griphook quando a tiara passou pelos seus olhos. Ele desaprovou. Eu acredito que ele pensa, como os ferozes de sua gente, que deve isso tem que ser devolvido aos duendes assim que a pessoa que o comprou originalmente morre. Eles consideram nosso habito de ficar com as coisas feitas pelos duendes, passando de bruxo a bruxo sem o devido pagamento, um pouco mais que roubo."
Harry teve um sentimento agourento naquele momento; ele ficou imaginando se Gui tinha adivinhado mais do que deveria.
" O que eu estou dizendo," disse Gui, deixando sua mão sobre a porta de trás da sala de estar, "é que seja muito cuidadoso com o que você promete aos duendes, Harry. Seria menos perigoso ir a Gringotes que renegar uma promessa a um duende."
" Certo," disse Harry enquanto Gui abria a porta, "certo. Obrigado. Terei isso em mente."
Enquanto seguia Gui de volta ao lugar onde os outros estavam, um pensamento esquisito veio a ele, nascido sem dúvida do vinho que ele tinha tomado. Ele pareceu destinado a se tornar apenas um padrinho desleixado para Teddy Lupin assim como Sirius Black fora pra ele.

CAPÍTULO 24 - O FABRICANTE DE VARINHAS

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:26

CAPÍTULO 24 - O FABRICANTE DE VARINHAS

Era como estar mergulhando em um velho pesadelo. Por um instante Harry ajoelhou-se diante do corpo de Dumbledore no chão da grande torre de Hogwarts, mas na realidade ele estava diante do pequenino corpo enrolado em cima da grama, mergulhado na faca prateada de Bellatrix.
A voz de Harry estava ainda falando “Dobby…Dobby…”. Ele sempre pensou que o elfo estaria onde ele nunca mais poderia voltar. Depois de um minuto então ele percebeu que eles tinham depois de tudo, ido para o lugar certo, porque la estavam Bill e Fleur, Dean e Luna, um portal em torno dele como ele viu em torno do elfo.
“ Hermione,” ele disse repentinamente: “Onde ela está”?
“ Ron levou ela pra dentro” disse Bill. “Ela vai ficar bem”. Harry olhou para Dobby, ele esticou uma mão e puxou a lâmina afiada para o corpo do elfo. Tirou a própria jaqueta e cobriu Dobby como um cobertor.
O mar estava agitado novamente perto das pedras. Harry escutou o que os outros estavam falando, discutindo coisas das quais ele não estava interessado, tomando decisões, Dean carregou o Griphook pra dentro da casa, Fleur apressando ele, agora Bill realmente estava entendendo o que ele estava dizendo. Ele contemplou o pequeno corpo e sua cicatriz profunda e queimada, e uma parte de sua mente, viu como isso como final errado de um longo telescópio, ele viu Voldemort punindo todos que foram atrás de Draco. Sua fúria era terrível, e ainda Harry aparentemente sofreu por Dobby, e isso trouxe uma distante tempestade que estendeu-se a Harry de um lado ao outro do vasto e silencioso oceano.
“ Eu quero fazer corretamente” eram as primeiras palavras que Harry tinha total consciência ao falar..” Não por mágica. Você conseguiu uma pá?” E em pouco tempo após ter-se colocado a trabalhar, cavando a sepultura no lugar que Gui tinha mostrado a ele no fim do jardim, entre os arbustos. Ele cavou com um espécie de fúria, descontrole, animando-se com o trabalho manual regozijando-se no mundo não-mágico, por cada gota do seu suor e
Cada bolha parecia com um presente para o elfo que havia salvado suas vidas.
Sua cicatriz queimou, mas ele era o mestre da dor, ele sentiu, apesar disso, estava a parte de tal sentimento. Ele finalmente tinha aprendido a controlar, aprendido a fechar sua mente para Voldemort, a coisa que Dumbledore mais queria que ele aprendesse com Snape. Assim como Voldemort não mais conseguiu possuir Harry enquanto este estava remoendo-se de pesar por Sirius, então seus pensamentos não poderiam ser invadidos agora enquanto ele chorava a perda de Dobby. Pesar, pareceu, havia compelido Voldemort para fora, de qualquer maneira , Dumbledore , é claro, teria dito que era o amor.
Harry manteve-se firme, cada vez mais profundo na dura, fria terra, incluindo seu pesar ao suor, ignorando a dor na sua cicatriz. Na escuridão, com nada a não ser o som da sua própria respiração e do mar agitado para fazer companhia, as coisas que haviam acontecido aos Malfoy retornaram a ele, as coisas que ele havia escutado retornaram a ele, e a compreensão crescida na escuridão.
O ritmo forte das batidas dos seus braços sincronizavam-se com o caminhar dos seus pensamentos.
Insígnias... Horcruxes... Insígnias... Horcruxes... não mais consumido por aquela lembranças obsessiva, perda e medo a tinham destruído. Ele se sentiu, apesar de tudo, como se este tivesse sido sacudido e desperto de novo.
Cada vez mais profundo Harry afundou-se no túmulo, e ele sabia que Voldemort havia estado na mesma noite, e aquele que ele matou na cela superior de Nurmengard, e pó que...
E ele pensou em Rabicho, morto por cause de pequeno impulso inconsciente de misericórdia...Dumbledore tinha previsto isso..o quanto mais ele ainda saberia??
Harry perdeu a noção do tempo. Ele sabia apenas que a escuridão havia clareado um pouco ele se juntou a Ron e Dean. “Como está a Hermione?” “Melhor,” disse Rony. “Fleur está tomando conta dela”.Harry tinha uma resposta pronta para quando Rony perguntasse a razão de ele não ter criado simplesmente um túmulo com a sua varinha, mas não foi necessário. Eles pularam dentro do buraco que Harry havia feito sozinho com a pás e juntos trabalharam em silêncio ate que o buraco parecesse fundo o suficiente.
Harry enrolou o elfo de maneira mais aconchegante na sua jaqueta. Rony sentou-se na beirada do túmulo e despiu seus sapatos e meias, que ele colocou nos pés descobertos do elfo.Dean fez um gorro de lã, que Harry colocou cuidadosamente sobre a cabeça de Dobby, escondendo suas orelhas.
“ Nós devíamos fechar os olhos deles”
Harry não tinha escutado os outros chegando na escuridão. Gui estava vestindo uma capa de viagem, Fleur um grande avental, com um bolso de onde se sobressaia uma garrafa que Harry reconheceu como sendo Skele-Gro. Hermione estava empacotada em um vestido emprestado, descorado e instável por sobre seus pés; Rony colocou um braço ao redor dela
quando esta lhe alcançou. Luna, que estava aconchegada em um dos casacos de Fleur e encolheu e colocou os dedos fragilmente nas as pálpebras do elfo escorregando-as sobre o olhar sem brilho.
“ Lá,”ela disse suavemente.” Agora ele pode descansar”
Harry colocou o elfo no túmulo, arrumando seus membros delgados como se ele estivesse descansando, então saiu e observou pela última vez o pequeno corpo. Ele forçou a si próprio a não ter um ataque assim como o que havia lembrado no funeral do Dumbledore , e as filas e filas de cadeiras douradas, e o Ministro da Magia na fila da frente, a declamação dos feitos de Dumbledore, a grandeza do túmulo de mármore branco. Ele sentia que Dobby merecia um funeral tão grande e o elfo jazia entre arbustos em um buraco cavado grosseiramente.
“ Acho que deveríamos dizer alguma coisa” disse Luna. “Serei a primeira, posso ?”
E como todos olharam para ela, Luna se dirigiu ao elfo morto da base do sepulcro. “Dobby, muitíssimo obrigada por me resgatar daquele porão. É tão injusto que você teve que morrer quando você sempre foi tão bravo e bom. Sempre lembrarei o que você fez por nós. Espero que você esteja feliz agora”.
Ela se virou e olhou para Rony, que limpou a garganta e disse numa voz grossa, “é... obrigado Dobby”.“Obrigado” murmurou Dino. Harry pesaroso disse: “Adeus Dobby”, isso era tudo que ele conseguiria dizer, Luna já tinha dito tudo por ele. Gui levantou sua varinha e o monte de terra ao lado do túmulo se levantou no ar e caiu organizadamente sobre ele, um pequeno, monte de terra vermelha. “Vocês se importariam se ficasse aqui por um instante ?” perguntou aos outros. Eles murmuraram palavras que ele não conseguiu escutar; ele sentia toda gratidão em suas costas, e depois todos eles foram em direção a cabana, deixando Harry só ao lado do elfo.
Ele olhou em volta: Havia uma quantidade de largas rochas brancas, polidas pelo mar, marcando a beira da cama de flores. Ele pegou uma das maiores e a depositou, como um travesseiro, em cima do local onde a cabeça de Dobby agora descansava. Ele então sentiu pena da varinha em seu bolso. Então ele sentiu pena pela varinha que estava em seu bolso. Havia duas nele. Ele havia esquecido, perdido a pista; ele poderia lembrar de quem essas varinhas eram agora; parecia que lembrava dele arrancando-as da mão de alguém. Ele escolheu a menor das duas, a qual sentiu mais familiarizada com a sua mão e apontou para a rocha. Vagarosamente, sobre sua instrução silenciosa, cortes profundos surgiram na superfícia da rocha. Ele sabia que Hermione faria isso mais corretamente e provavelmente mais rápido, mas ele queria marcar o local escolhido para cavar o túmulo. Quando Harry levantou-se novamente, a rocha continha os seguintes dizeres:
AQUI JAZ DOBBY, UM ELFO LIVRE.
Ele olhou para a sua escrita por mais alguns segundos, então se afastou, sua cicatriz ainda formigava um pouco, e sua mente estava cheia daquelas coisas que acontecera no túmulo, idéias que tomaram forma no escuro, idéias ao mesmo tempo fascinantes e terríveis.
Todos eles estavam sentados na sala de estar quando ele entrou pelo pequeno saguão de entrada, a atenção deles estava concentrada em Gui, que estava falando. A sala estava com com uma cor clara, bonita, com um pequeno fogo de madeira-flutuante queimando na lareira. Harry não queria sujar o carpete com lama, então parou na entrada da porta, ouvindo.
“ ...sorte que Gina está de férias. Se ela estivesse em Hogwarts eles poderia tê-la pego antes que nós a alcançássemos. Agora sabemos que ela está segura também” Ele olhou em volta e viu Harry parado lá. “Tenho tirado todos eles d´A Toca,” ele explicou. “Levandos para a Muriel. Os Comensais da Morte agora sabem que Rony está com você , a família virou um alvo – não se desculpe,” adicionou ao ver a expressão de Harry. “Sempre foi uma questão de tempo, Papai vem dito isso a meses. Somos os maiores traidores do sangue que existe.”
“ Como eles estão protegidos ?”, perguntou Harry. “Encantamento Fidelius. Papai é o Fiel do Segredo. E nós fizemos isso nessa cabana também; Eu sou o Fiel do Segredo aqui. Nenhum de nós pode ir trabalhar, mas isso dificilmente é a prioridade agora. Uma vez que Olivaras e Griphook estiverem bem o suficiente, nós iremos levá-los para a Muriel também. Não tem muito espaço aqui, mas lá ela tem bastante. As pernas de Griphook estão sendo remendadas. Fleur lhe deu 'Cresce-Osso' - nós provavelmente poderemos movê-los em uma hora ou..."
" Não" Harry disse e Bill o olhou assustado. "Eu preciso de ambos aqui. Eu preciso falar com eles. É importante" Ele ouviu autoridade na propria voz, a convicçao, o proposito que tinha vindo a ele enquanto ele cavava a sepultura de Dobby. Todas as faces se voltaram para ele que se confundiu.
" Eu vou me lavar",disse Harry a Bill, olhando para suas mãos ainda sujas de lama e sangue de Dobby. "Então eu tenho de ir vê-los, imediatamente".
Ele entrou na pequena cozinha, e foi até a bacia abaixo de uma janela com vista para o mar. As primeiras luzes do dia estavam aparecendo no horizonte, um róseo-dourado, enquanto ele se lavava, novamente seguindo o trilho de pensamentos que lhe ocorreram no jardim escuro...
Dobby nunca poderia lhes dizer quem o havia enviado para o porão, mas Harry sabia o que ele havia visto. Um olho azul penetrante havia olhado do fragmento do espelho, a ajuda havia chegado. 'Ajuda sempre será enviada em Hogwarts para aqueles que pedirem por ela.'
Harry secou suas mãos, impermeável à beleza da cena do lado de fora da janela e aos murmúrios dos outros na sala de estar. Ele olhou para o oceano e sentiu mais perto, este amanhecer, mais do que nunca, mais perto do coração de tudo aquilo.
E ainda sua cicatriz formigava, e ele soube que Voldemort estava chegando lá também. Harry entendia, e ainda assim não entendia. Seu instinto estava lhe dizendo uma coisa, seu cérebro lhe dizia outra. O Dumbledore na cabeça de Harry sorriu, examinando Harry com seus dedos juntos como em oração.
Você deu a Rony o Deluminator... Você o entendeu... Você lhe deu uma maneira de voltar...
E você entendeu Rabicho também... Você sabia que havia um pouco de arrependimento nele, em algum lugar...
E se você soube deles... O que você sabia sobre mim, Dumbledore?
Deveria eu saber mas não procurar? Você sabia o quanto eu sentia isso? Por isso você fez disso tão difícil? Pra que eu tivesse tempo de entender?
Harry permaneceu parado, olhos vibrados, olhando o local em que um brilhante raio dourado de sol se levantava no horizonte. Então ele olhou para suas mãos limpas e ficou momentaneamente surpreso ao ver a roupas que segurava. Ele as largou e retornou à sala, e enquanto o fazia, ele sentiu sua cicatriz pulsar ferozmente, e então passou como um flash por sua cabeça, claro como o reflexo de uma libélula na água, o esboço de uma construção que ele conhecia extremamente bem.
Gui e Fleur estavam parados aos pés das escadas.
" Eu preciso falar com Griphook e Ollivander”, disse Harry.
" Não", disse Fleur. "Você vai ter que esperar ,'Arry. Eles estão os dois cansados -"
" Desculpe-me", ele disse sem hesitar, "mas isso não pode esperar, eu preciso falar com eles agora. Em particular - e separadamente. É urgente."
" Harry, o que está acontecendo?", perguntou Gui. "Você chegou aqui com um elfo doméstico morto e um duende semi-consciente, Hermione parece ter sido torturada e Rony se recusa a me dizer qualquer coisa -"
" Nós não podemos dizer o que estamos fazendo", disse Harry. "Você está na Ordem, Gui, você sabe que Dumbledore nos deixou uma missão. Não devemos falar sobre isso com mais ninguém."
Fleur fez um barulho impaciente, mas Gui não olhou para ela; ele estava encarando Harry. Seu resto cheio de profundas cicatrizes era difícil de se ler. Finalmente, Gui disse, "Tudo bem. Com quem você quer falar primeiro?".
Harry hesitou. Ele sabia o que significava sua decisão. Não havia quase nenhum tempo sobrando; agora era o momento de decidir: Horcruxes ou Relíquias?
“ Griphook”, disse Harry. “Vou falar com Griphook primeiro.”
Fleur fez um barulho impaciente, mas Bill não olhou pra ela. Ele estava olhando fixamente para Harry. Seu rosto assustado difícil de decifrar. Finalmente Bill falou, tudo bem. Com quem você quer falar primeiro?
Seu coração estava batendo como se ele estivesse numa corrida e aparecesse um enorme obstáculo.
“ Suba aqui” disse Bill mostrando o caminho.
Harry subiu muitos degraus parando e olhando para trás.
“ Eu preciso muito de vocês dois” Ele falou para Ron e Hermione que estavam recostados na porta da sala de estar.
Os dois se moveram para a luz, parecendo estranhamente aliviados.
" Como você está?", Harry perguntou a Hermione. "Você foi incrível - inventando aquela história quando ela estava machucando você daquela maneira -"
Hermione deu um sorriso fraco quando Rony lhe abraçou com um braço só.
" O que nós estamos fazendo agora, Harry?", ele perguntou.
" Vocês vão ver. Vamos."
Harry, Rony e Hermione seguiram Gui escada acima, até um pequeno corredor. Havia três portas.
" Aqui," disse Gui, abrindo a porta do quarto dele e de Fleur, que também tinha vista para o mar, agora tingido de dourado com o nascer do sol. Harry foi até a jabela, deu as costas para a vista espetacular, e aguardou, com braços cruzados, sua cicatriz formigando. Hermione sentou na cadeira da penteadeira; Rony sentou do braço desta.
Gui reapareceu, carregando o pequeno duende, que ele solocou cuidadosamente na cama. Griphook disse obrigado e Gui saiu, fechando a porta atrás dele.
" Desculpe-me por lhe tirar da cama", disse Harry. "Como estão suas pernas?"
" Doloridas", disse o duende. "Mas remendando."
Ele estava ainda segurando a espada de Gryffindor, e tinha um olhar estranho: meio truculento, meio intrigado. Harry notou a pele enrugada do duende, seus longos dedos finos, seus olhos negros. Fleur havia tirado seus sapatos: seus grandes pés estavam sujos. Ele era mais alto que um elfo-doméstico, mas não muito. Sua cabeça abobadada era muito maior que a de um humano.
" Você provavelmente não se lembra -", Harry começou.
" -que eu fui o duende que lhe mostrou seu cofre, a primeira vez que você visitou Gringotes?", disse Griphook. "Eu me lembro, Harry Potter. Mesmo entre os bruxos você é muito famoso."
Harry e o duende olharam um para o outro, se avaliando. A cicatriz de Harry ainda formigava. Ele queria acabar com essa entrevista com Griphook rápido, e ao mesmo tempo estava com medo de dar um passo em falso. Enquanto ele tentava decidir a melhor maneira de fazer seu pedido, o duende quebrou o silêncio.
" Você enterrou o elfo", ele disse, soando inesperadamente rancoroso. "Eu assisti da janela do quarto ao lado."
" Sim", disse Harry.
" Você é um bruxo diferente, Harry Potter."
" De que maneira?" perguntou Harry, esfregando sua cicatriz.
" Você cavou o túmulo."
“ E...?”
Griphook não respondeu. Harry teve a estranha sensação de estava sendo ridicularizado por agir como um trouxa, mas ele não ligou se Griphook aprovava ou não o túmulo de Dobby.
Harry preparou-se para o ataque.
“ Griphook, eu preciso te perguntar_”
“ Você também salvou o duende.”
“ O quê?”.
“ Você me trouxe aqui. Me salvou.”
“ Bem, eu tiro por isso que você não estar arrependido?” Harry diz um pouco impaciente.
“ Não , Harry Potter,” disse Griphook, e com um dedo torceu a escassa barbicha no seu queixo, “ mas você é um bruxo muito estranho.”
“ Certo,” disse Harry. “Bem, nós precisamos de uma ajuda, Griphook, e você poderia nos dar uma mão.”
O duende não fez nenhum sinal de encorajamento, mas continuou olhando com as sobrancelhas franzidas para Harry como se nunca tive visto algo parecido.
“ Eu preciso arrombar a caverna do Gringotes”.
Harry não queria dizer isso de forma tão seca: as palavras foram lançadas da sua boca assim como os lampejos de dor que saiam da sua cicatriz em forma de raio e ele viu, de novo, os contornos de Hogwarts. Ele fechou sua mente determinado. Primeiro ele tinha que lidar com o Gringotes. Rony e Hermione estavam olhando para Harry como se este tivesse enlouquecido.
“ Harry-“ disse Hermione, mas ela foi interrompida por Griphook
“ Arrombar o Gringotes??”, repetiu o duende, recuando um pouco a medida que movia-se sobre a cama. “É impossível”
“ Não , não é”, Rony o contradisse, “Já o fizeram.”
“ Sim”, Harry disse, “No mesmo dia no qual eu o conheci, Griphook.Meu aniversário, sete anos atrás.”
“ O cofre em questão estava vazio na época,” disse por entre os dentes o duende, e Harry entendeu que ainda que Griphook tenha abandonado o Gringotes, este estava ofendido com a idéia de que suas defesas sendo quebradas. “A sua proteção era mínima”.
‘ Bem, o cofre que precisamos adentrar não está vazio, e eu acho que a sua proteção é bem poderosa”, disse Harry. “ Ela pertence aos Lestranges.”
Harry olhou para Hermione e Rony olhou de um para o outro atordoado, mas haveria tempo suficiente para explicar depois que Griphook tivesse dado sua resposta.
“ Vocês não têm chance”, disse Griphook sem rodeios. “A chance é nula. Se você procurar por baixo dos nossos pés, um tesouro que nunca foi seu.”
“ Ladrão, você foi avisado, cuidado”, sim, eu sei, eu lembro,” disse Harry, “Mas eu não estou tentando conseguir sozinho nenhum tesouro. Eu não estou tentando conseguir nada para o meu ganho pessoal. Você pode acreditar nisso???”
O duende olhou atravessado para Harry , e a sua cicatriz queimou, mas ele ignorou a dor, recusando a admitir sua dor ou seu convite.
“ Se houvesse um bruxo de vocês que eu acredito que não busca por lucros ou ganhos pessoais” disse finalmente Griphook, “ele seria você , Harry Potter. Duendes e elfos não estão acostumados com a proteção e o respeito que você mostrou esta noite, não vindos de portadores de varinhas.
" Portadores de varinhas", repetiu Harry: a frase pareceu estranha aos seus ouvidos e sua cicatriz formigou, quando Voldemort virou seus pensamentos para o norte, e enquanto Harry ardia por perguntar a Olivaras no quarto ao lado.
" O direito de carregar uma varinha", disse o duende, quieto, "tem sido há muito contestado entre magos e duendes."
" Bem, duendes podem fazer mágica sem varinhas", disse Rony.
" Não é uma questão material! Bruxos se recusam a compartilhar os segredos de usar varinha com outros seres mágicos, eles nos negam a possibilidade de estender nossos poderes!"
" Bem, duendes também não compartilham sua mágica", disse Rony, "vocês não nos ensinam a fazer espadas e armaduras como vocês fazem. Duendes sabem trabalhar o metal de uma maneira que bruxos nunca puderam -"
" Não importa", disse Harry, notando a cor de Griphhok. "Isso não é sobre bruxos contra duendes ou nenhum outro tipo de criaturas mágicas -"
Griphook deu uma risada sombria.
" Mas é, é precisamente isso! Enquanto o Lorde Negro fica ainda mais poderoso, sua raça fica ainda mais firme sobre a minha. Gringotes cindo sobre as regras dos bruxos, elfos-domésticos são mortos, e quem entre os portadores de varinhas protesta?"
" Nós protestamos!", disse Hermione. Ela sentou ereta, os olhos brilhando. "Nós protestamos! E eu sou caçada tanto quanto duendes ou elfos, Griphook! Eu sou uma Sangue Ruim!"
" Não se chame assim...", Rony murmurou.
" Por que não?", disse Hermione. "Sangue Ruim, e orgulhosa disso! Eu não tenho nenhuma posição mais elevada que essa nova ordem que você tem, Griphook! Fui eu que eles escolheram torturar, na casa dos Malfoy!"
" Enquanto ela falava, puxou de lado o vestido para mostrar o corte fino que Belatriz fez, vermelho escarlate, em sua garganta.''
" Você sabia que foi Harry quem libertou Dobby?", ela perguntou. "Você sabia que nós tentamos a liberdade dos elfos por anos?" (Rony se mexeu desconfortável no braço da cadeira de Hermione.) "Você não pode querer mais do que nós que Você-Sabe-Quem seja derrotado, Griphook!"
O duende olhou para Hermione com a mesma curiosidade que mostrou em Harry.
" O que vocês procuram no cofre dos Lestranges?", ele perguntou abruptamente, "a espada que tem lá é falsa. Essa é a verdadeira." Ele olhou de um para o outro deles. "Eu acho que você já sabe disso. Você me pediu para guardar para você lá."
" Mas a espada falsa não é a única coisa no cofre, não é?", perguntou Harry. "Talvez você tenha visto outras coisas lá?".
Seu coração estava batendo mais rápido que nunca. Ele redobrou seus esforços para ignorar sua cicatriz pulsando.
O duende torceu sua barba nos dedos novamente.
"É contra nosso código falar dos segredos de Gringotes. Nós somos guardiães de tesouros fabulosos. Nós temos um dever com os abjetos colocados aos nossos cuidados, que foram, tão usualmente, tocados por nossos dedos."
O duende segurou a espada, e seus olhos passaram de Harry para Hermione e depois para Rony, e então retornaram.
" Tão jovens", ele disse finalmente, "para estar lutando tanto."
" Você vai nos ajudar?", disse Harry. "Nós não temos esperanças de invadir sem a ajuda de um duende. Você é a nossa única chance."
" Eu devo... pensar sobre isso", disse Griphook.
" Mas -" Rony começou, com raiva; Hermione o sacudiu nas pernas.
" Obrigado", disse Harry.
O duende balançou sua cabeça em reconhecimento, então flexionou suas pernas curtas.
" Eu acho", ele disse, se esticando com ostentação na cama de Gui e Fleur, "que o Esquelesce terminou seu trabalho. Talvez eu possa dormir enfim. Perdoem me. . . ."
" Sim, claro", disse Harry, mas antes de sair do quarto ele pegou a espada de Gryffindor do lado do duende. Griphook não protestou, mas Harry pensou ter visto ressentimento nos olhos do duende quando fechou a porta atrás dele.
" Homenzinho estúpido", sussurrou Rony. "Ele está gostando de nos ver esperar."
" Harry", suspirou Hermione, puxando os dois da porta para o meio do corredor ainda escuro, "Você está dizendo o que eu acho que você está dizendo? Você está dizendo que há um Horcrux no cofre dos Lestrange?"
" Sim", disse Harry. "Belatriz ficou apavorada quando achou que estivemos lá. Por quê? O que ela pensou que nós vimos, o que mais ela pensou que nós pegamos? Algo que ela ficou petrificada em pensar que Você-Sabe-Quem descobriria."
" Mas eu pensei que estávamos procurando por lugares em que Você-Sabe-Quem esteve, lugares em que ele fez algo importante?", disse Rony, parecendo confuso, "ele já esteve dentro do cofre dos Lestrange?"
" Eu não sei se ele já esteve ao menos dentro de Gringotes", disse Harry. "Ele nunca teve ouro quando era jovem, pois ninguém lhe deixou nada. Ele teria visto o banco do lado de fora, entretanto, na primeira vez em que ele esteve no Beco Diagonal.
A cicatriz de Harry ardeu, mas ele ignorou; ele queria que Rony e Hermione entendessem sobre Gringotes antes de falarem com Ollivander.
" Eu acho que ele teria invejado qualquer um que tivesse um cofre em Gringotes. Eu acho que ele deve ter visto isso como um símbolo real de pertencer à comunidade bruxa. E não esqueça, ele confiava em Belatriz e seu marido. Eles foram seus servos mais fiéis antes de ele cair, e eles o procuraram quando ele sumiu. Ele disse isso na noite que voltou, eu o ouvi."
Harry esfregou sua cicatriz.
" Não acho que ele tenha dito a Belatriz que era um Horcrux, entretanto. Ele nunca disse a Lúcio Malfoy a verdade sobre o diário. Ele provavelmente a disse que era um tesouro que possuía e a pediu para guardar em seu cofre. O lugar mais seguro no mundo para algo que se queira esconder, Hagriud me disse... exceto por Hogwarts."
Quando Harry terminou de falar, Rony balançou sua cabeça.
" Você realmente o entende."
" Partes dele”, disse Harry. "Partes... Eu só queria entender Dumbledore também. Mas veremos. Vamos - Olivaras agora."
Rony e Hermione trocaram um olhar selvagem mas impressionado enquanto o seguiam no pequeno corredor e bateram na porta ao lado oposto ao quarto de Gui e Fleur. Um fraco "Entre!" respondeu.
O fabricante de varinhas estava deitado em uma de duas camas iguais, a mais distante da janela. Ele havia sido preso na cela por mais de um ano, e torturado, Harry sabia, pelo menos uma vez. Ele estava magro e enfraquecido, os ossos de sua face achatados sob sua pele amarelada. Seus grandes olhos acinzentados pareciam perdidos com olheiras.
Suas mãos jazindo no cobertor poderiam pertencer a um esqueleto. Harry sentou na cama vazia, ao lado de Rony e Hermione. O sol nascente não estava visível lá. O quarto tinha vista para o topo do jardim e a recém cavada cova.
" Sr. Olivaras, me desculpe por lhe perturbar", disse Harry.
" Meu querido rapaz", a voz de Olivaras era febril. "Você nos resgatou, eu achei que morreríamos naquele lugar, eu nunca poderei lhe agradecer... nunca poderei lhe agradecer... o suficiente."
" Nós ficamos feliz em fazê-lo."
A cicatriz de Harry formigou. Ele sabia, ele tinha certeza, de que não havia quase nenhum tempo restando para impedir Voldemort de seu objetivo, ou pelo menos tentar. Ele sentiu uma ponta de pânico... Ainda assim, ele havia feito sua escolha quando decidiu falar com Griphook primeiro. Fingindo uma calma que ele não sentia, ele agarrou o pacotinho ao redor de seu pescoço e tirou as duas metades de sua varinha quebrada.
" Sr. Olivaras, eu preciso da sua ajuda."
" Qualquer coisa. Qualquer coisa", disse o feitor de varinhas, fracamente.
" Você pode consertar isso? É possível?"
Olivaras levantou a mão trêmula, e Harry colocou os dois pedaços mal-conectados em sua palma.
" Azevinho e pena de fênix”, disse Olivaras com a voz trêmula. "Vinte e outro centímetros. Boa e maleável."
" Sim," disse Harry. "Você pode -- ?"
" Não", sussurrou Olivaras. "Sinto muito, muito mesmo, mas uma varinha que sofreu este grau de dano não pode ser reparada de nenhuma maneira que eu saiba."
Harry já esperava ouvir isso, mas foi um baque mesmo assim. Ele pegou as metades da varinha e os colocou no pacotinho ao redor de seu pescoço novamente. Olivaras olhava para o lugar onde a varinha quebrada esteve, e não olhou desviou o olhar até Harry tirar de seu bolso as duas varinhas que ele trouxe da casa dos Malfoy.
" Você pode identificar estas?", perguntou Harry.
O fabricante de varinhas pegou a primeira das varinhas e segurou perto de seus olhos cansados, rodando entre seus dedos, flexionando-a.
" Noz e músculo de coração de dragão," ele disse. "trinta e dois virgula quatro centímetros. Inflexível. Essa varinha pertence a Belatriz Lestrange."
" E esta?"
Olivaras examinou da mesma forma.
" Espinheiro e pêlo de unicórnio. Vinte e cinco centímetros exatamente. Razoavelmente flexível. Essa era a varinha de Draco Malfoy."
" Era?", repetiu Harry. "Não é mais?"
" Talvez não. Se você a pegou -"
" -Eu a peguei -"
" -Então pode ser sua. Claro, a maneira que pegou importa. Muito mais, depende da varinha por si própria. Geralmente, entretanto, tendo uma varinha sigo vencida, sua lealdade vai mudar."
Houve um silêncio no quarto, exceto pelo barulho distante do mar.
" Você fala das varinhas como se elas tivessem sentimentos", disse Harry, "como se elas pudessem pensar por si próprias."
" A varinha escolhe o bruxo", disse Olivaras. "Isso sempre ficou claro pra nós que estudamos a arte das varinhas."
" Uma pessoa pode ainda usar uma varinha que não as escolheu, entretanto?", perguntou Harry.
“ Sim, se você for um feiticeiro vai estar habilitado a canalizar a sua magia através de quase todos os instrumentos. Embora, serão sempre obtidos melhores resultados quando houver uma maior afinidade entre o feiticeiro e a varinha. Essas conexões são um pouco complexas. Uma atracção inicial, e depois uma experiência mútua, a varinha aprende com o feiticeiro e o feiticeiro aprende com a varinha.”
O mar balançava para trás e para a frente; era um som choroso.
“ Eu tirei a varinha ao Draco Malfoy através da força”, disse Harry “Posso usá-la com segurança?”
“ Penso que sim. Leis subtis governam a posse das varinhas, mas normalmente a varinha conquistada obedecerá ao seu novo mestre.”
“ Então, eu posso usar esta?”, perguntou o Ron, tirando a varinha de Rabicho do bolso, mostrando a Ollivander.
“ Castanha e tiras de coração de dragão. Vinte e dois virgula nove centímetros. Frágil. Fui forçado a fazê-la logo depois de ser raptado, para o Peter Pettigrew. Sim, se você a ganhou, é mais provável ser você a mandar, e fá-lo melhor que com qualquer outra varinha.”
“ E este elo é verdadeiro em todas as varinhas?”, perguntou Harry.
“ Acho que sim”, replicou Ollivander, seus olhos salientes olhavam para a face da Harry. “ Faz perguntas profundas, Mr. Potter. Fabricação de Varinhas é um complexo e misterioso ramo da magia.”
“ Então, não é necessário matar o dono anterior para tomar poder da varinha?”, perguntou Harry.
Ollivander engoliu em seco.
“ Necessário? Não, não devo dizer que é necessário matar”
“ No entanto há lendas,” disse Harry e o seu coração acelerou fortemente, a dor na sua cicatriz tornou-se mais intensa; ele estava certo que Voldemort tinha decidido por a sua ideia em prática.
“ Lendas sobre uma varinha – ou varinhas – que passaram de mão em mão por homicídio” Ollivander ficou pálido. Ao pé da almofada branca como a neve ele estava cinza claro, e seus olhos enormes, injectados de sangue, mostravam o que parecia ser algum medo.
“ Apenas uma varinha, penso eu” ele sussurrou.
“ E Você-Sabe-Quem está interessado nela, não está?”, perguntou Harry.
“ Eu – como?”, gaguejou Ollivander, e olhou apelando a Ron e Hermione por ajuda. “Como você sabe isso?”
“ Ele quer que você lhe conte como acabar com a conexão entre as nossas varinhas”, disse Harry.
Ollivander parecia aterrorizado.
“ Ele torturou-me, você tem que entender-me! A maldição Cruciatus, eu – eu não tive escolha sem ser contar o que eu sabia, o que eu supunha!”
“ Eu percebo”, disse Harry. “ Contou-lhe sobre os núcleos irmãos? Disse-lhe que bastava pedir a varinha de outro feiticeiro?”
Ollivander parecia aterrorizado, asfixiado, por tudo o que Harry sabia. Ele assentiu lentamente.
“ Mas não funcionou”, continuou Harry, “a minha continua a ligar-se à varinha emprestada. Sabe o porquê?”
Ollivander agitou a sua cabeça lentamente como se tivesse assentido apenas.
“ Eu nunca tinha ouvido tal coisa. A sua varinha executou algo único nessa noite. A conexão entre núcleos irmãos é incrivelmente rara, contudo o porquê da sua varinha agarrar a varinha emprestada, eu não sei…
“ Nós estamos a falar acerca da outra varinha, a varinha que muda de mão através de um homicídio. Quando Você-Sabe-Quem se apercebeu que a minha varinha tinha feito algo estranho, voltou e perguntou sobre a outra varinha, não foi?”
“ Como você sabe disso?”
Harry não respondeu.
“ Sim, ele perguntou”, sussurrou Ollivander, “ele queria saber tudo o que eu podia contar sobre a varinha conhecida como Vara da Morte, a Varinha do destino, ou a Mais Velha Varinha.”
Harry olhou de relance para Hermione. Ela parecia indecisa.
“ O Senhor das Trevas”, disse Ollivander num tom silencioso e amedrontado, “ foi sempre feliz com a varinha que eu lhe fiz – pena de Fênix, trinta e três centímetros e meios – até que descobriu a conexão entre os núcleos gêmeos. Agora ele procura outra, mais poderosa, como sendo a única maneira de derrotar a sua.”
“ Mas ele irá saber brevemente, se não sabe já, que a minha se partiu e não tem reparo”, disse Harry sossegadamente.
“ Não!”, disse Hermione, parecendo assustada, “ele não pode saber isso, Harry, como pode ele …?”
“ Priori Incantatem”, disse Harry, “ Nós deixamos a sua varinha e a varinha de espinho negro na casa dos Malfoy, Hermione. Se eles as examinarem devidamente, fazendo-as recrear os últimos feitiços que fizeram, irão ver que a sua quebrou a minha, irão ver que você tentou remenda-la, e irão chegar à conclusão que tenho usado a de espinho negro desde aí.”
A pouca cor que ela tinha recuperado desde que tinha chegado sumiu da sua face. Ron deu a Harry um olhar condenável, e disse, “Não nos vamos preocupar com isso agora …”
Mas Mr. Ollivander interviu.
“ O Senhor das Trevas já não procura a Mais Velha Varinha apenas para a destruição de você, Mr. Potter. Ele está determinado a possui-la porque acredita que irá fazê-lo invulnerável.”
“ E irá?”
“ O dono da Mais Velha Varinha deve sempre temer o ataque”, disse Ollivander,”mas a ideia do Senhor das Trevas ter em sua posse a Vara da Morte é, tenho que admitir … formidável.”
Harry de repente lembrou-se, incerto, de como, quando eles se conheceram pela primeira vez, como ele simpatizou com Ollivander. Mesmo agora, sendo torturado e aprisionado por Voldemort, a ideia de o Senhor das Trevas ter em sua posse a referida varinha pareceu entusiasmá-lo tanto como o horrorizava.
“ Então, acha mesmo que essa varinha existe, Mr. Ollivander?”, perguntou Hermione.
“ Oh sim”, disse Ollivander. “ Sim, é perfeitamente possível traçar o curso da varinha através da história. Há algumas falhas, obviamente, e longas, onde desaparece da vista, temporariamente, perdida ou escondida; mas reaparece sempre. Há certas características de identificação que os conhecedores de varinhas reconhecem. São escritos os clientes, alguns deles obscuros, então eu e os outros fabricantes de varinhas fizemos do nosso negócio estudo. Têm um anel de autenticidade.”
“ Então … acha que não pode ser um conto de fadas ou um mito?”, perguntou Hermione esperançosamente.
- Não - Disse Olivaras. - Se ela precisa ser passada de um a outro por assassinato, eu não sei. A história é sangrenta, mas isso pode acontecer simplesmente pelo fato de ser um objeto tão desejável e capaz de despertar paixões nos bruxos. Imensamente poderoso, perigoso em mão erradas e um objeto de incrível fascinação pra todos nós que estudamos o poder das varinhas.
- Sr. Olivaras, - disse Harry - Você me disse a você-sabe-quem que Gregorovitch tinha a varinha anciã, não disse?
- Mas como - como você?
- Não importa como eu sei disso - disse Harry, momentaneamente enquanto sua cicatriz queimava, e ele teve, por alguns segundos, a visão da rua principal de Hogsmeade, ainda escura, porque era muito além ao norte. - Você disse a você-sabe-quem que Gregorovitch tinha a varinha?
- Isso foi um boato - sussurrou Olivaras - um boato de anos e anos atrás, muito antes de você ter nascido e foi o próprio Gregorovitch quem o começou. Você entende o quanto isso seria bom para os negócios; que ele estaria estudando e duplicando as qualidades da varinha anciã!
- Sim, eu entendo - disse Harry. Ele se aprumou. - Sr. Olivaras, só mais uma coisa e aí nós o deixaremos descansar. O que você sabe sobre as relíquias da morte?
- O-O quê? - perguntou o fabricante de varinhas, olhando confuso.
- As relíquias da morte.
- Eu receio que não saiba do que você esteja falando. Isso tem alguma coisa a ver com varinhas?
Harry olhou em seu rosto e acreditou que Olivaras não estava fingindo. Ele não sabia nada sobre as relíquias.
- Obrigado - disse Harry. - Muito obrigado. A gente vai deixar você descansar agora.
Olivaras olhou aturdido.
- Ele estava me torturando!- ele engasgou. - A maldição Cruciatus... vocês não fazem idéia...
- Eu faço - disse Harry - por favor, descanse um pouco. Obrigado por me dizer tudo isso.
Ele acompanhou Ron e Hermione até as escadas. Harry viu Gui, Fleur, Luna e Dino sentados na mesa da cozinha, xícaras de chá em frente a eles. Eles todos olharam pra Harry quando este apareceu na soleira da porta, mas ele somente balançou a cabeça pra eles e continuou em direção ao jardim, Ron e Hermione logo atrás dele. O avermelhado punhado de terra que cobria a cova de Dobby em frente, e Harry andando em volta, conforme a dor da sua cicatriz se tornava mais e mais intensa. Era muito difícil agora expulsar as visões que ele fora forçado a viver, mas ele sabia que ele devia resistir só um pouco mais. Elas teriam rendimento em breve, porque ele precisava saber se a teoria estava certa. Ele precisava fazer um esforço a mais, então poderia explicar pra Rony e Hermione.
- Gregorovitch tinha a varinha anciã a muito tempo atrás, - ele disse - Eu vi você-sabe-quem tentando encontrá-la. Quando ele o encontrou, descobriu que Gregorovitch não mais a tinha: ela foi roubada dele por Grindewald. Como Grindewald descobriu que Gregorovitch tinha ela, eu não sei. mas se Gregorovitch foi burro o bastante pra espalhar o boato, eu não acho que ele tenha tido dificuldade.
Voldemort estava nos portões de Hogwarts. Harry podia vê-lo parado lá, e viu também uma lanterna balançando pela descida, chegando cada vez mais perto.
“ Então Grindelwald usou a Varinha Anciã para se tornar poderoso. E no topo do seu poder, quando Dumbledore soube que ele era o único que podia pará-lo, ele duelou com Grindewald e o derrotou pegando a Varinha Anciã.”
“ Dumbledore tinha a Varinha Anciã?”, falou Rony, “mas então, onde está ela agora?”
“ Em Hogwarts”m disse Harry, lutando para permanecer com ele no jardim.
“ Mas então, vamos lá”, disse Rony urgentemente. “Harry, vamos lá pegá-la antes que ele faça!”
“É muito tarde pra isso”, falou Harry. Ele não poderia se ajudar, mas cutucou sua cabeça, tentando ajudar a resistir. “Ele sabe onde ela está. Ele está lá agora.”
“Harry!”, disse Rony furiosamente, “há quanto tempo você sabia disso? Por que nós estivemos perdendo tempo? Por que Você falou com o Griphook antes? Nós poderíamos ter ido... Nós ainda podemos ir...”
“ Não”, falou Harry, pondo seus joelhos na grama, “Hermione está certa. Dumbledore não queria que eu a tivesse. Ele não queria que eu a pegasse. Ele queria que eu pegasse os Horcruxes.”
“ A varinha invencível Harry!”, murmurou Rony...
“ Eu não deveria…Eu deveria encontrar os Horcruxes…”
E agora tudo estava frio e escuro. O sol era meramente visível sobre o horizonte, enquanto ele seguia a forma alongada de Snape através dos jardins, em direção ao lago.
“ Eu devo encontrar com você no castelo brevemente”, ele falou em sua alta e fria voz,. “deixe-me agora.”
Snape curvou-se e voltou-se, sua capa negra ondulando atrás dele. Harry caminhou lentamente, esperando enquanto a figura de Snape desaparecia. Isso não seria feito por Snape, de fato, por ninguém mais, ver onde ele estava indo. Mas ainda não havia luzes nas janelas do castelo, e ele pode tranqüilizar-se. Em um segundo ele lançou sobre si mesmo um feitiço de Desilusionar, que o esconderia de seus olhos de coruja.
E ele caminhou, em volta da borda do lago, nos contornos de seu amado castelo, seu primeiro reino, seu direito de nascença...
E lá estava, ao lado do lago, refletido nas águas escuras. A tumba branca, uma mancha desnecessária na paisagem familiar. Ele sentiu de novo a euforia fora de controle, aquela sensação de propósito para destruição. Ele elevou sua velha varinha, como sabendo que aquela poderia ser sua última grande ação.
O túmulo partiu-se do topo até a base. A figura envolta em mortalhas, tão alta e magra como havia sido quando estava vivo. Ele levantou a varinha novamente.
A mortalha caiu aberta. O rosto estava translúcido, pálido, sulcado, ainda quase perfeitamente preservado. Eles havia deixados seus óculos no nariz quebrado. Ele zombou deliciado. As mãos de Dumbledore estavam juntas sobre seu peito, e lá ela repousava, embalada sob suas mãos. Enterrada com ele.
Haveria o velho tolo imaginando que mármore ou a morte poderia proteger a varinha? Haveria ele pensado que o Lord das trevas ficaria escandalizado em violar sua tumba. Suas mãos aracnídeas precipitaram-se e puxaram a varinha do aperto de Dumbledore, e enquanto ele a pegava, uma chuva de centelhas saiu de sua ponta, caindo sobre o corpo de seu último dono. Pronta para servir um novo mestre afinal

CAPÍTULO 23 - A MANSÃO MALFOY

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:24

CAPÍTULO 23 - A MANSÃO MALFOY

Harry olhou em volta para os outros dois, agora meras linhas na escuridão. Ele viu Hermione apontar sua varinha para fora, mas em sua face houve um estrondo, um jorro de luz branca, e ele caiu com agonia, incapaz de enxergar. Pode sentir sua face inchar rapidamente sob suas mãos como duras faltas de futebol sobre seu corpo.
- Levante-se, verme.
Mãos desconhecidas levantaram Harry, e antes que pudesse pará-las, alguém procurou em seus bolsos e retirou sua varinha. Sentiu a excruciante dor em sua face, seus dedos irreconhecíveis, apertados e inchados, como se estivesse sofrendo uma grave crise alérgica. Seus olhos tinham sido reduzidos a meras molduras por onde mal conseguia ver, seus óculos caíram quando fora empurrado para fora da barraca: tudo que conseguia ver eram formas borradas de quatro ou cinco pessoas lutando contra Rony e Hermione do lado de fora.
- Sai... de... perto... dela! - gritou Rony. Havia um inconfundível som de briga. Rony grunhiu de dor e Hermione gritou "Não! Deixe-o em paz, deixe-o em paz!"
- Seu namoradinho vai ter algo pior do que se ele tivesse na minha lista. - disse uma voz horrivelmente familiar. - Menina deliciosa... Um prazer... Aprecio e muito essa suavidade de pele...
O estômago de Harry revirou; reconheceu a voz de Fenrir Greyback, o lobisomem que foi permitido como Comensal da morte em troca de sua selvageria.
- Revistem a tenda! - disse uma outra voz.
Harry foi jogado de bruços no chão. Uma batida indicou que Rony foi jogado ao lado dele. Podiam ouvir passos e batidas; os homens estavam empurravam as cadeiras enquanto procuravam.
- Agora, vamos ver o que nós temos aqui... - disse a voz regozijante de Greyback, e Harry foi virado, ficando com as costas no chão. Um feixe de luz de uma varinha caiu sobre seu rosto e Greyback riu.
- Eu vou precisar de cerveja amanteigada pra lavar esse daqui. O que aconteceu com você, bicho?
Harry não respondeu imediatamente.- Eu perguntei, - repetiu o lobisomem, e Harry sentiu o diafragma encher-se de dor - o que aconteceu com você?
- Picado. - Harry murmurou. - Fui picado.
- Claro, olha como ele está! - disse uma segunda voz.
- Qual o seu nome? - perguntou em um grunhido Greyback.
- Duda. - disse Harry.
- E o seu primeiro nome?
- Eu... Válter, Válter Duda.
- Cheque a lista, Scabior. - disse Greyback, e Harry olhou o comensal mover-se de lado para olhar abaixo para Rony.
- E quanto a você?
- Stan Shunpike. - disse Rony.
- Claro que você é... - disse o homem chamado Scabior. - Nós conhecemos Stan Shunpike, e ele estava com um pouco de trabalho quando o encontramos.
Houve uma outra batida.
- Eu sou Barny! - disse Ron, e Harry pode ver que sua boca estava cheia de sangue - Barny Weasley!
- Um Weasley? - rosnou Greyback. - Então você está relacionado com os traidores de sangue mesmo que não seja um sangue-ruim. E por último... Sua pequena e bonita amiga.
O tom em sua voz fez Harry tremer.
- Fácil, Greyback. - Disse Scabior.
- Ah, eu não vou morder ainda. Vamos ver se ela é mais rápida que Barny em lembrar seu nome. Quem é você, garota?
- Penélope Clearwater. - disse, parecendo apavorada, porém convincente.
- Qual seu status de sangue?
- Mestiça. - respondeu Hermione.
- Bastante fácil de checar. - disse Scabior. - Mas só de olhar, vocês poderiam estar ainda com idade para estar em Hogwarts.
- Nós saímos. - disse Rony.
- Saíram, você quer dizer? - perguntou Scabior. - E vocês decidiram ir acampar? E você pensou, apenas por brincadeira, usar o nome do Lorde das Trevas?
- Não por brincadeira. - disse Ron. - Agidente.
- Acidente? - disse com uma risada sarcástica - Você sabe quem costumava gostar de usar o nome do Lorde das Trevas, Weasley? - rosnou Greyback - A Ordem da Fênix. Significa algo para você?
- Dão..- Bem, eles não mostram o devido respeito ao Lorde da Trevas, então o nome foi proibido. Alguns membros da Ordem foram seguidos. Veremos. Coloque-os com outros dois prisioneiros!
Alguém levantou Harry pelo cabelo, arrastado-o e o sentando, então prendeu ele com outra pessoa pelas costas. Harry ainda estava meio cego, apenas permitido de ver algo que estivesse bastante perto. Quando o homem amarrou o último, Harry sussurrou aos outros prisioneiros.
- Alguém tem sua varinha?
- Não. - responderam Rony e Hermione um outro lado dele.
- É tudo minha culpa, eu disse o nome dele. Sinto muito...
- Harry? - era uma voz nova, mas familiar, e veio diretamente de trás de Harry, da pessoa amarrada à esquerda de Hermione
- Dean?
- É você! São raptores! Estão procurando somente desertores para trocar por ouro...
- Nada ruim para uma noite. - Greyback dizia, enquanto um par de botas de sola pregada andaram perto de Harry e ouviram mais ruídos de dentro da barraca. - Um sangue-ruim, um elfo fugitivo, e esses desertores. Você verificou seus nomes na lista ainda, Scabior? - rugiu.
- Sim. Não há nenhum Válter Duda aqui, Greyback.
- Interessante... - disse Greyback - Que interessante...
Encolheu-se ao lado de Harry, que viu, com a abertura infinitesimal à esquerda entre seus olhos inchados, uma cara coberta de cabelo cinzento, com os dentes e garras nos cantos de sua boca. Greyback cheirou como tinha feito no alto da torre onde Dumbledore tinha morrido: da sujeira, do suor, e do sangue.
- Então você não é procurado, não é, Válter? Ou está naquela lista com um nome diferente? Que casa você era em Hogwarts?
- Sonserina. - disse Harry automaticamente.
- Engraçado... Todos pensam que nós queremos ouvir isso. - zombou Scabior fora das sombras - Mas nenhum deles nos dizer onde o Salão Comunal deles fica.
- É nas masmorras, - disse Harry claramente - Você entra através da parede. É repleto de crânios e é embaixo do lago, e as luzes são todas verdes.
Houve uma pequena pausa.- Bem, parece que nós realmente pegamos um pequeno Sonserina. - disse Scabior. - Bom pra você, Válter, porque não há muitos sangues-ruim da Sonserina. Quem é seu pai?
- Ele trabalha no Ministério. - mentiu Harry. Sabia que toda sua história poderia ser desmascarada com a menor das investigações, porém, tinha somente um rosto fora de sua aparência usual enquanto o jogo estivesse valendo. - Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas.
- Você sabe que, Greyback, - disse Scabior - Eu acho que tem um Duda lá.
Harry podia finalmente respirar. Poderia a sorte, frágil sorte, deixá-los a salvo nisso?
- Bem, bem, - disse Greyback, e Harry pôde ouvir a menor nota de trepidação em sua dura voz, e soube que Greyback estava querendo saber se tinha atacado o filho de um Oficial do Ministério. O coração de Harry estava martelando devido seus esforços por sair da situação, não seria surpresa que Greyback pudesse ver isso. - Se você está dizendo a verdade, bicho, você não tem nada a temer em uma viagem ao Ministério. Eu espero que seu pai vá nos recompensar por termos te pegado.
- Mas, - disse Harry, sua boca secando - Se você apenas nos deixar...
- Ei! - soou um grito vindo do interior da tenda - Veja isso, Greyback!
Uma figura negra veio agitada em direção a eles, e Harry viu um brilho prateado sob a luz de suas varinhas. Ele haviam encontrado a espada de Gryffindor.
- Muito bom! - disse Greyback, valorizando-o, e tirando o objeto de seu companheiro. - Ah, muito bom, de fato. Parece feita por duendes. Onde vocês conseguiram algo como isso?
- É do meu pai. - mentiu, torcendo para que estivesse muito escuro para Greyback ler o nome gravado sob o punho da espada - Pegamos isso emprestado para cortar lenha...
- Espere um minuto, Greyback! Olha isso aqui, no Profeta!Ao Scabior dizer isso, a cicatriz de Harry, que estava apertada ao longo de sua testa inchada, queimou brutalmente. Mais claramente do que ele poderia perceber qualquer coisa ao seu redor, viu um alto edifício, uma fortaleza terrível, cor de azeviche e ameaçadora: os pensamentos de Voldemort de repente vieram, penetrantes novamente; ele estava deslizando em direção ao enorme edifício, com uma sensação de um calmo eufórico propósito.
- Tão perto... Tão perto...
Com um enorme esforço e força de vontade, Harry fechou sua mente para os pensamentos de Voldemort, voltando sua atenção para onde ele estava sentado, amarrado a Rony, Hermione, Dean e Griphook na escuridão, ouvindo Greyback e Scabior.
- Hermione Granger, - Scabior disse. - A sangue-ruim que é conhecida por viajar com o Harry Potter.
A cicatriz de Harry queimou no silêncio, mas ele fez um esforço grandioso para se manter presente, para não penetrar na mente de Voldemort. Ouviu o som das botas de Greyback enquanto ele se agachava perto de Hermione.
- Sabe o que é, garotinha? Esse retrato parece muito com você...
- Não sou eu! Não sou eu! - o tom de terror e estarrecimento na voz de Hermione era quase uma confissão.
- ... Conhecida viajar com Harry Potter. - repetiu Greyback, calmamente.
Uma continuidade pareceu se instaurar na cena. A cicatriz de Harry estava estranhamente doendo, mas ele juntou todas as suas forças contra os pensamentos de Voldemort. Nunca tinha sido tão importante para Harry permanecer em sua própria mente.
- Isso muda as coisas, não é? - disse Greyback. Ninguém falou: Harry sentiu a gangue de raptores olhando, congelados, e sentiu o braço de hermione tremendo contra o seu. Greyback se levantou e deu alguns passos até onde Harry estava, abaixou-se de novo, para chegar mais perto com suas feições desfiguradas.
- O que é isso na sua testa, Válter? - perguntou amigavelmente, seu hálito chegou em Harry enquanto ele pressionava o dedo contra a sua cicatriz.- Não toque! - gritou Harry; ele não conseguia controlar a si mesmo, achava que em qualquer momento passaria mal de tanta dor que estava sentindo.
- Eu achava que você usava óculos, Potter. - suspirou Greyback.
- Eu achei o óculos! - gritou um dos raptores que estava mais para trás - Havia óculos na barraca, Greyback, espere...
E um segundo depois os óculos de Harry estavam sendo colocados em sua face. Os raptores estavam em volta dele agora, analisando-o.
- É isso! - bradou Greyback - Pegamos Potter!
Muitos deles deram alguns passos para trás, impressionados com o que acabara de ocorrer. Harry, ainda lutando para manter sua própria mente, não conseguia pensar em nada para dizer; Imagens fragmentadas estavam surgindo em sua mente...
Estava escondido perto das grandes muralhas da fortaleza negra...
Não, ele era Harry, fora capturado e estava amarrado, em grande perigo...
Olhava para cima, para a janela mais alta, da torre mais alta...
Ele era Harry, e eles estavam discutindo seu destino em voz baixa...
- Hora de voar
- Para o Ministério?
- Para o inferno com o Ministério! - finalizou Greyback - Eles vão levar todo o crédito, e nós não seríamos nem lembrados. Acho que deveríamos levá-lo direto para Você-sabe-quem.
- Você vai convocá-lo agora, aqui? - perguntou Scabior, soando um pouco aterrorizado.
- Não! - rosnou Greyback - Eu não quero. Dizem que eles estão usando a Mansão dos Malfoy como base. Levaremos o garoto para lá.
Harry pensou que sabia o motivo de Greyback não chamar Voldemort. O lobisomem tinha permissão de usar a roupa de Comensal da Morte quando quisesse, mas apenas o círculo íntimo de Voldemort era presenteado com a Marca Negra: Greyback não tinha sido contemplado com essa honra.
A cicatriz de Harry doeu novamente...
... E ele elevou-se na noite, voando logo acima das da mais alta torre... - ... Completamente certo que é ele? Porque se não for, Greyback, estaremos mortos.
- Quem está no comando aqui? - rugiu Greyback, acobertando seu momento de incerteza - Eu digo que é o Potter, e ele mais a sua varinha, são mil e duzentos galeões bem ali. Mas se vocês são muito covardes pra vir junto, qualquer um de vocês, fica tudo pra mim, e com alguma sorte ainda consigo ficar com a garota de lambujem.
- A janela era uma mera fenda na rocha negra, não era grande o suficiente para um homem passar... Uma figura esquelética era visível através dela, encolhida debaixo de um cobertor... Morto ou dormindo...?
- Tudo bem! - respondeu Scabior - Tudo bem! Estamos dentro! E quanto ao resto, Greyback, o que faremos com eles?
- Melhor levar todos. Nós temos dois sangues-ruins, são mais dez galeões. Dê-me a espada também. Se forem rubis, é mais uma pequena fortuna aqui.
Os prisioneiros foram forçados a ficarem de pé. Harry podia ouvir a respiração de Hermione, rápida e aterrorizada.
- Segurem e amarrem bem firme. Eu cuido do Potter! - disse Greyback, segurando uma mão cheia de cabelos de Harry; ele podia sentir as longas e amarelas unhas arranhando seu couro cabeludo. - No três. Um, dois, três!
Eles desaparataram, puxando os prisioneiros junto com eles. Harry lutou, tentando afastar a mão de Greyback, mas era inútil. Rony e Hermione estavam apertados firmemente um de cada lado, não podia se separar do grupo, e enquanto o ar era espremido para fora dele, sua cicatriz queimou mais dolorosamente ainda.
Enquanto ele se forçava através da fresta da janela como se fosse uma cobra e aterrissou, tão leve quanto vapor, dentro do cômodo que parecia uma cela...Os prisioneiros se chocaram uns contras os outros quando eles aterrissaram numa travessa no campo. Os olhos de Harry, ainda inchados, levaram um momento para se acostumar, então ele viu um par de portões de ferro forjados aos pés do que parecia ser uma longa estrada. Ele experimentou uma pequena sensação de alívio. O pior ainda não havia acontecido: Voldemort não estava ali. Estava, Harry sabia, pois estava lutando para resistir à visão, em algum lugar estranho, que parecia uma fortaleza, no topo de uma torre. Quanto tempo demoraria até Voldemort chegar aonde eles estavam, já era outra história... Um dos raptores foi até o portão e o balançou.
- Como nós entramos? Eles estão trancados, Greyback. Eu não consigo - Nossa!
Ele retirou suas mãos com medo. O ferro estava se contorcendo, torcendo-se das suas formas abstratas em um rosto amedrontador, que falou numa voz retinindo e ecoando: "Diga seu propósito!"
- Nós temos o Potter! - rosnou Greyback, triunfante. - Nós capturamos Harry Potter!
Os portões se abriram.
- Vamos! - disse Greyback aos seus homens, e os prisioneiros foram empurrados através do portão em direção à estrada, entre cercas altas que abafavam os seus passos. Harry viu uma forma branca fantasmagórica acima dele, e percebeu que era um pavão albino. Tropeçou e foi posto em pé por Greyback; agora ele estava cambaleando de lado; amarrados costas-a-costas com os outros quatro prisioneiros. Fechando seus olhos, permitiu que a dor em sua cicatriz tomasse conta dele por um momento, querendo saber o que Voldemort estava fazendo, se ele já sabia ou não que Harry havia sido pego...
A emagrecida figura se espreguiçou embaixo do seu fino cobertor e rolou em sua profundos olhos abrindo num rosto caveiroso... O homem frágil se sentou, grandes e fundos olhos fixados nele, em Voldemort, e então ele sorriu. A maioria dos seus dentes não estava mais lá...
- Então você veio, eu achei que viesse... Um dia. Mas sua jornada foi à toa. Eu nunca o tive.
- Você mente!Enquanto a raiva de Voldemort pulsava dentro dele, a cicatriz de Harry ameaçava explodir de dor, então forçou sua mente de volta ao seu corpo, lutando para permanecer presente enquanto os prisioneiros eram empurrados sobre o cascalho. Alguma luz caiu sobre todos eles.
- O que é isso? - perguntou fria voz de uma mulher.
- Nós estamos aqui para ver Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado! - rosnou Greyback.
- Quem são vocês?
- Você me conhece! - disse a ressentida voz do lobisomem. - Fenrir Greyback! Nós pegamos Harry Potter!
Greyback agarrou Harry e carregou-o até a luz, forçando os outros prisioneiros a se moverem também.
- Eu sei que ele está inchado, senhora, mas é ele! - interviu Scabior - Se você olhar um pouco mais perto, vai ver sua cicatriz. E essa aqui, vê a garota? A sangue-ruim que estava viajando com ele, senhora. Não há dúvida de que é ele, e nós pegamos a sua varinha também. Aqui, senhora.
Através de suas pálpebras inchadas, Harry viu Narcissa Malfoy examinando minuciosamente seu rosto inchado. Scabior empurrou a varinha de abrunheiro pra ela. Ela levantou suas sobrancelhas.
- Traga-os para dentro. - disse ela.
Harry e os outros foram empurrados e chutados por largos degraus de pedra para dentro de um corredor alinhado com retratos.
- Sigam-me. - disse Narcissa, liderando o caminho através do corredor. - Meu filho, Draco, está em casa para o feriado de Páscoa. Se esse é o Harry Potter, ele saberá.
A sala de estar deslumbrava depois da escuridão lá fora; mesmo com seus olhos quase fechados, Harry podia assimilar as enormes proporções da sala. Um lustre de cristal estava pendurado no teto, mais retratos nas paredes roxo-escuro. Duas figuras levantaram-se de poltronas em frente a uma lareira ornada de mármore enquanto os prisioneiros eram forçados para dentro da sala pelos raptores.
- O que é isso?A voz arrastada terrivelmente familiar de Lucius Malfoy caiu nos ouvidos de Harry. Estava entrado em pânico agora: não conseguia ver um jeito de escapar, e era mais fácil, na medida em que seu medo aumentava, bloquear os pensamentos de Voldemort, apesar da sua cicatriz ainda estar queimando.
- Eles dizem que pegaram o Potter. - disse a voz fria de Narcissa. - Draco, venha aqui.
Harry não ousou olhar diretamente para Draco, mas o viu obliquamente: uma figura pouco mais alta que ele mesmo, levantando de uma poltrona, seu rosto uma borrão pálido e pontudo embaixo de um cabelo loiro quase branco. Greyback forçou os prisioneiros a girarem de novo para que Harry ficasse bem abaixo do lustre.
- Então, garoto? - perguntou em um rosnado.
Harry estava encarando um espelho, acima da lareira, grande e dourado em uma moldura intrincadamente enrolada. Através das fendas dos seus olhos, ele se viu pela primeira vez desde que deixara Grimmauld Place. Seu rosto estava gigante, brilhante e rosa, cada feição distorcida pelo feitiço de Hermione. Seu cabelo negro alcançava seus ombros e havia uma sombra escura ao redor em seu queixo. Se ele não soubesse que era ele que estava ali, teria imaginado quem estava usando seus óculos. Resolveu não falar, pois sua voz poderia entregá-lo, mas mesmo assim evitou contato visual com Malfoy quando ele se aproximou.
- Bem, Draco... - disse Lucius Malfoy. Ele soava ávido. - É ele? É o Harry Potter?
- Eu não... Eu não tenho certeza. - disse Draco, que estava mantendo-se distante de Greyback, e parecia com tanto medo de olhar para o Harry, quanto o Harry estava de olhar para ele.
- Mas olhe para ele com cuidado, olhe! Chegue mais perto! - Harry nunca ouvira Lucius Malfoy tão excitado. - Draco, se formos nós que entregarmos Harry Potter para o Lorde das Trevas, tudo será perdoado.
- Agora, nós não vamos esquecer quem foi que realmente o capturou, eu espero, Sr. Malfoy. - disse Greyback, ameaçadoramente.
- Claro que não, claro que não. - disse Lucius impacientemente. Aproximou-se de Harry, chegando tão perto que ele podia ver seu rosto geralmente lânguido e pálido em pequenos detalhes, mesmo através dos seus olhos inchados. Com seu rosto como uma máscara inchada, Harry sentia como se estivesse espiando por entra as barras de uma jaula. - O que vocês fizeram com ele? - Lucius perguntou para Greyback. - Como ele ficou nesse estado?
- Não fomos nós.
- Parece um Feitiço de Ferroadas pra mim. - disse Lucius. Seus olhos cinza vasculharam Harry. - Tem alguma coisa aqui - murmurou Lucius. - Poderia ser a cicatriz esticada... Draco, venha aqui, olhe direito! O que você acha?
Harry viu o rosto de Draco bem perto agora, bem ao lado do de seu pai. Eles eram extraordinariamente parecidos, exceto que enquanto seu pai parecia fora de si de tanta excitação, a expressão de Draco estava cheia de relutância, até mesmo medo.
- Eu não sei. - ele disse, e caminhou em direção à lareira, onde sua mãe estava assistindo.
- É melhor que tenhamos certeza, Lucius. - Narcissa chamou por seu marido em sua clara e fria voz. - Completamente certos de que é o Potter, antes de chamarmos o Lorde das Trevas... Eles dizem que isso é dele. - ela estava segurando a varinha de abrunheiro - Mas não parece com a descrição do Olivaras... Se nós estivermos enganados, se chamarmos o Lorde das Trevas aqui para nada... Lembra o que ele fez com Rowle e Dolohov?
- E quanto à sangue-ruim, então? - grunhiu Greyback. Harry quase caiu quando os raptores forçaram os prisioneiros a girar novamente para que a luz caísse sobre Hermione.
- Espere! - disse Narcissa prontamente. - Sim, sim, ela estava na Madame Malkins com o Potter! Eu vi a sua foto no Profeta! Olhe, Draco, não é a garota Granger?
- Eu... Talvez... É!
- Mas então, esse é o garoto Weasley! - gritou Lucius, rodeando os prisioneiros amarrados para encarar Ron. - São eles, os amigos de Potter, Draco? Olhe para ele, não é o filho do Arthur Weasley, qual é o nome dele?
É! - disse Draco novamente - Pode ser.
A porta da sala de visitas abriu-se atrás de Harry. Uma mulher falou, e o som de sua voz feriu o medo de Harry ainda mais.
- O que é isso? O que aconteceu, Cissy?
Bellatrix Lestrange andou lentamente entre os prisioneiros e parou à direita de Harry, encarando Hermione, através de seu olhos pesados.
- Mas certamente... - disse ela - Essa é a garota sangue-ruim? Essa é a Granger?
- Sim, sim, essa é a Granger! - exclamou Lucius - E junto dela, nós achamos Potter! Potter e seus amigos, pegos por fim!
- Potter? - clamou Bellatriz, então virou-se para olhar melhor para Harry - Você tem certeza? Bem, então o Lorde das Trevas tem que ser informado de uma vez por todas!
Ela puxou a manga esquerda: Harry viu a Marca Negra queimada na carne do braço dela, e sabia que ela estava prestes a tocá-la, para notificar seu amado mestre...
- Eu ia chamar ele! - disse Lucius, e na verdade sua mão segurava o pulso de Bellatrix, prevenindo-a de tocar na Marca - Eu devo chamá-lo, Bella. Potter foi trazido para a minha casa e por isso está sob minha autoridade...
- Sua autoridade?! - perguntou em tom de escárnio, cuidando de arrancar a mão dela de suas garras. - Você perdeu sua autoridade quando perdeu sua varinha, Lucius! Como ousa? Tire suas mãos de mim!
- Isto não é da sua conta, você não pegou o garoto...
- Com o seu perdão, Senhor Malfoy, - interferiu Greyback - mas fomos nós quem capturamos Potter, e somos nós que reclamaremos o ouro...
- Ouro?! - riu Bellatrix, ainda na tentativa de afastar seu cunhado, sua mão livre apalpando o seu bolso à procura da varinha. - Pegue seu ouro, seu lixo imundo, o que eu quero com ouro? Busco somente a honra dessa... Dessa...
Ela parou de lutar, seus olhos escuros se fixaram sobre algo que Harry não pôde ver. Jubilante da rendição dela, Lucius largou a mão dela de si e levantou a sua própria manga.
- PARE! - Gritou Bellatrix - Não toque isso, todos nós iremos morrer se o Lorde das Trevas vier agora!

Lucius congelou, seu indicador suspenso no ar acima da sua Marca. Bellatrix andou a passos largos para fora do campo de visão de Harry.
- O que é isso? - ouviu ela dizer.
- Espada... - grunhiu um dos raptores fora de vista.
- Dê-me isso!
- Não é sua, senhorita, é minha, eu creio que fui eu quem achou!
Houve um barulho e um flash de luz vermelha; Harry sabia que um deles tinha sido estuporado.
Houve um rugido de raiva dos amigos dele: Scabior pegou a varinha.
- Com quem você acha que está brincando, mulher?
- Estupefaça! - ela gritou - Estupefaça!
Eles não eram páreo para ela, mesmo que houvesse quatro deles contra ela. Ela era uma bruxa, pelo que Harry sabia, com uma habilidade prodigiosa e sem consciência. Eles caíram de onde estavam, todos exceto Greyback, que foi forçado a se agachar, seus braços estendidos. Fora dos cantos de seus olhos, Harry viu Bellatrix indo contra o lobisomem, a espada de Gryffindor apertada firmemente na mão dela, sua expressão firme.
- Onde você pegou essa espada?! - murmurou para Greyback enquanto ela puxava a varinha
de sua mão.
- Como você tem coragem? - rosnou ele, sua boca era a única coisa ele conseguia mexer enquanto ele era forçado a contemplá-la. Mostrou seus dentes pontudos. - Liberte-me, mulher!
- Onde você achou essa espada? - repetiu, brandindo a varinha em sua cara - Snape a enviou para o meu cofre no Gringotes!
- Ela estava com eles! - falou Greyback - Liberte-me, eu digo!
Ela brandiu a varinha e o lobo pulou nos seus pés, mas parecia muito cauteloso de se aproximar dela. Ele se escondeu de um armário, suas imundas unhas curvas agarrando as costas dele.
- Draco, tire essa escória daí! - disse Bellatrix, indicando o homem inconsciente. - Se você não tiver coragem para dar um fim neles, leve-os para o para jardim para mim.
- Você não ouse falar para Draco como... - disse Narcissa furiosamente, mas Bellatrix gritou.
- Fique quieta! A situação está mais grave do você sequer possa imaginar, Cissy! Nós temos um sério problema.

Ela se levantou, ofegando ligeiramente, olhando para baixo da espada, examinando o cabo. Então tornou a olhar o silencioso prisioneiro.
- Se este é realmente o Potter, ele não pode ser ferido. - resmungou, mais para si que para os outros - O Lord das Trevas quer dar um fim no Potter... Mas se ele descobrir... Eu tenho... Eu tenho que saber...
Voltou-se para a irmã novamente.
- O prisioneiro tem que ser colocado na cela, enquanto eu penso no que fazer!
- Esta é a minha casa, Bella, e você não dita ordens na minha...
- Faça isso! Você não tem idéia do perigo que corremos! - gritou Bellatrix. Olhou assustada, louca, e uma fina brasa de fogo saiu de sua varinha, queimando um buraco no carpete.
Narcissa hesitou por um momento, então se dirigiu ao lobisomem.
- Leve esses prisioneiros para a cela, Greyback!
- Espere... - disse Bellatrix violentamente - Todos exceto... Exceto a sangue-ruim.
Grayback deu um uivo de prazer.
- Não! - gritou Rony - Você pode ter a mim, fique comigo!
Bellatrix acertou a face de Rony e o barulho da bofetada ecoou pelo lugar.
- Se ela morrer enquanto a interrogamos, pegarei você depois. - falou - Traidores de sangue são depois de Sangues-sujo pra mim. Leve eles para baixo, Greyback, e faça com que eles fiquem seguros, mas não faça mais nada com eles, ainda.
Ela jogou a varinha de Greyback de volta para ele, então pegou uma pequena faca prateada de dentro de suas vestes. Libertou Hermione dos outros prisioneiros, então arrastou ela pelo cabelo até o meio da sala, enquanto Greyback forçava o resto deles a passar por outra porta em uma passagem sombria, sua varinha segura a sua frente, protegendo-o com uma invisível e irresistível força.
- Será que ela me dá um pedaço da garota quando ela terminar com ela? - sussurrou Greyback enquanto os forçava ao longo do corretor. - Acho que pegaria um pedaço ou dois, não?
Harry podia sentir Rony tremendo. Eles foram forçados a descer as escadas, ainda amarrados virados uns para os outros e com o perigo de escorregar e quebrar seu pescoço em qualquer momento. Em baixo havia uma pesada porta. Greyback destrancou com um toque de sua varinha, então os forçou a entrar na úmida e mofada sala e depois ficaram em uma escuridão total. A ecoante batida da porta da cela ainda não havia morrido antes de um tenso e terrível grito os alcançar.
- HERMIONE! - gritou Rony, começando a se contorcer e lutar contra as cordas que os prendiam.
- Fique quieto! - falou Harry - Cale a boca. Rony, precisamos trabalhar em uma forma...
- HERMIONE! HERMIONE!
- Nós precisamos de de um plano, pare de gritar... Nós precisamos sair daqui...
- Harry? - veio um sussurro da escuridão. - Rony? São vocês?
Rony parou de gritar. Havia um som de movimentação perto deles, então Harry viu uma sombra se movendo perto.
- Harry? Rony?
- Luna?
- Sim, sou eu. Ah não,eu não queria ser pega!
- Luna, você pode nos ajudar a tirar essas cordas? - perguntou Harry.
- Ah, sim, eu espero que sim... Tem um prego velho. Podemos usar se precisar quebrar alguma coisa... Só um instante...
Um grito de Hermione veio de novo, e eles podiam ouvir Bellatrix gritando também, mas as suas palavras eram inaudíveis, Rony gritou de novo "Hermione!Hermione!"
- Sr. Olivaras? - Harry podia ouvir Luna dizendo - Sr. Olivaras,você tem o prego? Se você se mover só um pouco... Eu acho que estava atrás do jarro de água.
Ela voltou em alguns segundos.
- Você precisa agüentar firme - disse ela.
Harry podia sentir ela cortando as cordas e o nó se afrouxando. Ouviram a voz de Bellatrix vindo do andar de cima.
- Eu vou te perguntar de novo! Aonde você conseguiu essa espada? AONDE?
- Nós a achamos, por favor! - Hermione gritava de novo; Rony se esforçava mais do que nunca, e a corda começou a escorregar para o pulso de Harry.
Rony, por favor, fique parado. - disse Luna - Eu não consigo enxergar o que estou fazendo...
- Meu bolso! - exclamou Rony - No meu bolso esta o apagueiro, e ele esta cheio de luz!
Alguns segundos depois,um som de 'click', e as esferas luminescentes que o apagueiro tinha sugado das lâmpadas começaram a voar: incapaz de voltar de onde vieram elas simplesmente ficaram ali como pequenos sóis enchendo o lugar com luz. Harry viu Luna, todos os olhos focados no seu rosto pálido, e a figura de Olivaras, o fabricante de varinhas, curvado no chão no corredor. Dean e Griphook, o duende, que parecia pouco consciente, mantiveram-se parados pelas cordas que os outros haviam colocado neles.
- Assim fica muito mais fácil, obrigada, Rony. - disse Luna, então ela começou a cortar as cordas de novo - Olá, Dean!
Do andar de cima veio a voz de Bellatrix.
- Você está mentindo, sua sangue-ruim, e eu sei disso! Você esteve dentro do meu cofre em Gringotes! Diga a verdade, a verdade!
Outro grito terrível.
- HERMIONE!
- O que mais você pegou? O que mais você pegou? Me diga a verdade ou, eu juro, eu irei enterrar em você essa faca!
- Ali!
Harry sentiu as cordas caírem, então virou-se a tempo de ver Rony correndo pela prisão, olhando para cima da cela, procurando uma porta para sair. Dean, sua face coberta de sangue, disse "Obrigado" para Luna e ficou ali, mas Griphook caiu no chão, parecendo desorientado. Rony agora tentava desaparatar sem uma varinha.
- Nao há como sair, Rony. - disse Luna, olhando os seus esforços inúteis - A prisão é completamente a prova de fugas. Eu tentei. Primeiro, Sr. Olivaras está aqui há muito tempo e ele já tentou de tudo.
Hermione estava gritando de novo: seu grito atingiu Harry como uma dor física, sua cicatriz doía tão intensamente que ele chegou ao limite da consciência. Começou a correr em volta do porão, apalpando as paredes em busca de algo que seu coração considerava inútil.
- O quê mais você sabe? O QUÊ MAIS? CRUCIO!
O grito de Hermione ecoou pelas paredes subterrâneas. Rony estava quase chorando, enquanto batia na parede com seus próprios pulsos, e Harry, no ápice do desespero, colocou a bolsa de Hagrid em volta do pescoço e tateou às cegas em busca de algo: ele tirou o Pomo de Dumbledore e o balançou, esperando qualquer coisa, porém nada aconteceu. Apontou os fragmentos da varinha de Fênix, mas elas já não funcionavam. O fragmento do espelho caiu no chão, então pôde ver um lampejo azul brilhante. Um olho de Dumbledore estava o encarando.
- Nos salve! - gritou desesperado. - Nós estamos no porão da Mansão Malfoy, nos salve!
O olho piscou para ele e desapareceu. Harry não tinha certeza se ele realmente esteve ali. Inclinou o espelho de todas as maneiras possíveis e não viu nada além das paredes e do teto de sua prisão, e logo acima Hermione gritava mais forte do que nunca, e próximo a ele Rony berrava "HERMIONE! HERMIONE!".
- Como você entrou lá? - ouviram Bellatrix berrar - Aquele elfo nojento do porão lhe ajudou?
- Nós só o encontramos essa noite! - disse Hermione. - Nós nunca estivemos lá dentro... Não é a espada verdadeira! É uma cópia, só uma cópia!
- Uma cópia? - gritava Bellatrix cada vez mais - Ah, que história emocionante!
- Mas nós podemos descobrir isso fácil, fácil! - Dessa vez era Lúcio quem falava - Draco, traga o elfo. Ele pode nos dizer se a espada é verdadeira ou não.
Harry se lançou pela cela para onde Griphook estava jogado no chão.
- Griphook, - sussurrou para o Duende - você deve contar que a espada é falsa, eles não vão saber se ela é a real, Griphook, por favor...
Ele pode ouvir os passos de alguém descendo para a cela, e no próximo momento, a tremida voz de Draco falou de trás da porta.
- Em pé. Fique contra a parede. Não tente nada, ou eu te mato!
Eles ficaram como se ainda estivessem presos, e quando a porta se fechou, Rony usou novamente o Apagueiro e todas as luzes voltaram para o objeto, restaurando a escuridão inicial da cela. A porta foi aberta: Malfoy entrou com a varinha apontada para frente, pálido e determinado. Segurou o pequeno com o braço e voltou novamente, arrastando Griphook com ele. A porta bateu e no mesmo momento um "crack" ecoou dentro da cela.
Rony apertou no Apagueiro. Três bolas de luz voltaram de seu bolso para o ar, revelando Dobby, o elfo doméstico, que apareceu aparatando no meio deles.
- DOB...!
Harry bateu em Rony com o braço para calar ele, e Rony olhou amedrontado por seu erro. Passos cruzaram o lugar enquanto Draco levava Griphook para Bellatrix.
Os enormes, largos olhos em forma de bola de tênis de Dobby estavam ali. Ele tremia dos pés até as pontas de suas orelhas. Ele voltara para a casa de seus velhos mestres, e estava claro que ele estava paralisado de medo.
- Harry Potter. - guinchou na menor voz que lhe foi possível - Dobby veio resgatar você.
- Mas como você...?
- Um terrível grito interrompeu as palavras de Harry: Hermione estava sendo torturada novamente. Ele parou para o essencial.
- Você pode desaparatar dessa cela? - perguntou para Dobby, que aceno com a cabeça.
- E você pode levar humanos com você?
Dobby confirmou com um aceno de cabeça de novo.
- Certo. Dobby, eu quero que você pegue Luna, Dean e o Sr. Olivaras e leve-os daqui... Para... para...
- Gui e Fleur. - falou Rony - Shell Cottage, nos arredores de Tinworth!
O elfo acenou positivamente pela terceira vez.
- Então volte aqui. - falou Harry - Você pode fazer isso, Dobby?
- Claro, Harry Potter. - sussurrou o pequeno elfo. Ele correu até o Sr. Olivaras, que pareceu levemente consciente. Pegou uma das mãos do feitor de varinhas em sua própria, então deu a outra para Luna e Dean, porém nenhum dos dois se moveu.
- Harry, nós queremos te ajudar! - sussurrou Luna.
- Não podemos te deixar aqui! - falou Dean.
- Vão, os dois! Nós veremos vocês na casa do Gui e da Fleur.
Enquanto Harry falava, sua cicatriz pareceu pior que nunca, e por alguns segundos olhou para baixo, não para o feitor de varinhas, mas para outro homem que estava muito velho e magro, mas ria com desdém.
- Mate-me, então, Voldemort. A morte é bem-vinda! Mas minha morte não irá trazer o que você procura... Tem muitas coisas que você não entende...
Sentiu a fúria de Voldemort, mas Hermione havia gritado novamente, então retornou para a cela e para o horror de sua própria pessoa.
- Vão! - ordenou para Luna e Dean - Vão! Vamos seguir vocês, mas agora vão!
Eles agarraram nos dedos do elfo. Então houve outro "crack", e Dobby, Luna, Dean e Olivaras haviam sumido.
- O que foi aquilo? - gritou Lucius Malfoy do topo de suas cabeças - Vocês ouviram isso? O que foi esse barulho na cela?
Harry e Rony se encararam.
- Draco, não, chame Rabicho! Faça ele ir checar!
Passos cruzaram a sala acima deles, e logo ficou em silêncio. Harry sabia que as pessoas na sala de cima haviam ouvido mais barulhos da cela.
- Nós teremos que tentar atacar ele. - sussurrou para Rony. Eles não tinham escolha: no momento em quem entrassem no lugar e vissem que três prisioneiros haviam sumido, estariam perdidos - Deixei as luzes ligadas... - Adicionou, então ouviram passos do lado de fora da porta. Voltaram para perto da parede de cada lado do lugar.
- Afastem-se. - veio a voz de Rabicho - Fiquem longe da porta. Estou entrando.
A porta abriu. Por um segundo Rabicho observou a cela aparentemente vazia, incandescente por luzes de três sóis de miniatura flutuando no ar. Então Harry e Rony lançaram-se sobre ele. Rony agarrou o braço em que estava a varinha do homem e forçou para cima. Harry levou uma mão para sua boca, impedindo sua voz. Brigaram silenciosamente: a varinha de Rabicho emitindo centelhas, sua mão fechada em torno da garganta de Harry.
O que foi, Rabicho? - chamou Lucius Malfoy de cima.
- Nada! - Rony respondeu, numa razoável imitação de voz esganiçada de Rabicho - Está tudo bem!
Harry mal conseguia respirar.
- Você vai me matar? - disse Harry chocado, tentando se livrar dos dedos prateados - Depois que eu salvei sua vida? Você me deve uma, Rabicho!
Os dedos prateados se afrouxaram. Harry não esperava isso: ele se encontrou livre, atônito, mantendo sua varinha sobre a boca de Rabicho. Viu os marejados olhos do pequeno homem rato abertos com medo e surpresa. Parecia tão chocado quanto Harry pelo que sua mão tinha feito, no fraco e misericordioso impulso que teve, então continuou a estrangular mais forte, como forma de desfazer aquele momento de fraqueza.
- A gente vai ficar com isso! - sussurrou Rony, tomando a varinha de Rabicho de sua mão.
Desarmado, acuado, as pupilas de Petigrew se dilataram de medo. Seu olhos passaram do rosto de Harry para alguma outra coisa. Seus próprios dedos estavam se movendo pra sua própria garganta.
- Não!
Sem parar pra pensar, Harry tentou parar a mão, mas não havia como. A mão prateada que Voldemort deu ao seu servo mais covarde tinha se virado ao seu desarmado e fraco dono. Pettigrew estava sendo punido pelo seu momento de hesitação, seu momento de misericórdia; ele estava sendo estrangulado diante dos seus olhos.
- Não! - Rony se juntou a Harry também, e juntos tentaram separar os dedos de metal do pescoço de Rabicho, enquanto Pettigrew já estava ficando azul.
- Relashio! - falou Rony, apontando a varinha para a mão prateada, mas nada acotneceu; Pettigrew caiu de joelhos, e no mesmo momento, Hermione deu um grito terrível em cima deles. Os olhos de Rabicho viravam em sua face púrpura, então se debateu pela última vez, e ficou imóvel.
Harry e Rony olharam-se, então deixaram o corpo de Rabicho no chão atrás deles, correram as escadas e voltaram na sombria passagem para o lugar onde estiveram. Cuidadosamente, arrastaram-se até alcançar a Sala de Visitas. Agora eles tinham uma clara visão de Bellatrix olhando para baixo, onde Griphook estava segurando a espada de Grifinória em seus longos dedos. Hermione estava deitada aos pés de Bellatrix, movendo-se levemente.
- Então? - perguntou para Griphook - É a espada verdadeira?
Harry esperou, segurando suas respiração, lutando contra as pontadas em sua cicatriz.
- Não, - falou o duendo - é falsa!
- Você está certo disso? - arquejou Bellatrix - Completamente certo?
- Sim... - respondeu o duende.
Uma expressão de alívio surgiu em sua face, tendo toda a sua tensão drenada.
- Bom... - falou, e com um casual movimento de sua varinha ela fez outro corte profundo na face do duendo, então caiu, soltando um berro, a seus pés. Ela chutou ele. - E agora... - falou triunfante - Nós chamamos o Lorde das Trevas!
Então ela puxou a manga de suas vestes e tocou com seu dedo indicador a Marca Negra.
Novamente, Harry sentiu sua cicatriz como se estivesse sendo aberta. Sua própria mente havia desaparecido: Ele era Voldemort, e o bruxo antes dele estava rindo desdentadamente para ele; ele estava enfurecido à convocação - ele tinha os advertido, ele tinha lhes dito que o chamassem para nada menos que Potter. Se eles estivessem enganados...
- Mate-me então! Exigiu o idoso. Você nunca triunfará, você não pode vencer! Essa varinha nunca, jamais será sua...
E a fúria de Voldemort atingiu o seu ápice: Uma explosão de luz verde preencheu o lugar e o frágil e velho corpo foi erguido do seu duro catre, então caiu sem vida, e Voldemort retornou à janela, sua cólera mal sendo controlada... Eles sofreriam sua retaliação caso não tivessem uma boa razão para o chamarem de volta...
- E eu acho, - falou a voz de Bellatrix - que nós podemos dispor a Sangue-sujo, Greyback, leve ela se quiser.
"Nãããããooooo!!!
Rony havia entrado na Sala de Visitas; Bellatrix olhou em volta, chocada; Virou sua varinha imediatamente para o rosto de Rony...
- Expelliarmus! - gritou, apontando a varinha de Rabicho para Bellatrix, e a dela voou no ar e foi pega por Harry, que tinha corrido depois de Rony. Lucius, Narcissa, Draco e Greyback andaram ao redor; Harry gritou. "Estupefaça!" e Lucio Malfoy foi atingido na altura do coração. Jatos de luz voaram das varinhas de Draco, Narcissa e Greyback; Harry jogou-se no chão, rolando para trás rolando para trás de um sofá para evitar os disparos deles.
- Pare ou ela morre!
Ofegante, Harry espreitou de trás do sofá. Bellatrix estava com Hermione, que parecia estar inconsciente, e estava segurando uma pequena faca de prata na garganta de Hermione.
- Joguem suas varinhas. - falou - Joguem ou veremos exatamente quão sujo o sangue dela é!
Rony ficou rígido, segurando forte a varinha de Rabicho. Harry se levantou, ainda segurando a varinha de Bellatrix.
- Eu disse para jogarem ela! - gritou, pressionando a lâmina na gargante de Hermione. Harry viu um pouco de sangue aparecer.
- Tudo bem! - falou, jogando a varinha de Bellatrix no chão, aos seus pés. Rony fez o mesmo com a varinha de Rabicho. Os dois levantaram as mãos até a altura de seus ombros.
- Bom! - falou - Draco, pegue as varinhas! O Lorde das Trevas está vindo, Harry Potter! Sua morte se aproxima!
Harry sabia disso; sua cicatriz explodindo com a dor, e ele podia sentir Voldemort voando longe no céu, sobre um escuro e tempestoso mar, e logo ele poderia estar perto suficiente para aparatar até eles, e Harry não conseguia ver saída alguma.
- Agora, - falou Bellatrix suavemente, enquanto Draco corria até ela com as varinhas - Cissy, eu acho que poderíamos amarrar esses pequenos heróis de novo, enquanto Greyback cuida da Senhorita Sangue-sujo. Estou certa que o Lorde das Trevas não irá se importar de lhe dar essa garota, Greyback, depois do que você fez essa noite.
Em sua última palabra um peculiar barulho surgiu acima deles. Todos olharam para cima na hora em que o candelabro de cristal tremeu, então com um rangido ameaçador, ele começou a cair. Belatrix estava bem embaixo dele, então largou Hermione, jogando-se para o lado com um grito. O candelabro quebrou com uma explosão se cristais e correntes, caindo em cima de Hermione e do duende, que ainda segurava firme a Espada de Grifinória. Pedaços de cristal voaram em todas as direções. Draco foi atingido, e logo cobriu a sangrenta face com suas mãos.
Quando Ronny correu para puxar Hermione para fora dos restos da destruição, Harry aproveitou a chance: Saltou em cima da poltrona e arrancou as três varinhas das garras de Draco, apontando todas elas para Greyback, e gritou, "Estupefaça!". O lobisomem foi levantado de seus pés pelo feitiço triplo, voou para o teto e depois caiu estatelado no chão.
Como Narcissa tirou Draco do caminho de perigos maiores, Bellatrix saltou sobre seus pés, seu cabelo voando quando ela brandiu a faca prateada; mas Narcissa tinha apontado sua varinha para o saguão de entrada. "Dobby" ela gritou e até Bellatrix congelou. "Você! Derrubou o candelabro...?"
O minúsculo elfo trotou sala à dentro, seu dedo balançando apontado em direção a suas velhas senhoras.
- Você não pode machucar Harry Potter! - guinchou Dobby.
- Mate-o, Cissy! - gritou Bellatrix, mas escutou-se outro estalo alto, e a varinha de Narcissa foi pelos ares e aterrissou no outro lado da sala.
- Seu macaquinho imundo! - vociferou Bellatrix. - Como você pôde tirar a varinha de um bruxo? Como você teve a ousadia de desafiar seus mestres?!
A dor na cicatriz cegava Harry. Sombriamente ele sabia que eles tinham segundos antes que Voldemort estivesse com eles.
- Rony, pegue e VÁ! - ele gritou, jogando uma das varinhas para Rony. Depois voltou para rebocar Griphook de debaixo do candelabro. Guinchando, o duende lamentoso ainda estava agarrando na espada sobre um de seus ombros, Harry segurou na mão de Dobby e girou no local para Desaparatar. Quando ele adentrou a escuridão, teve uma visão pálida da sala, figuras congeladas de Narcissa e Draco, do réstio de luz vermelha que vinha do cabelo de Rony, e o azul da prata voando, quando a faca Bellatrix atravessou a sala em direção ao local em que ele desapareceu.
Gui e Fleur... Cabana da Concha... Gui e Fleur...
Tinha desaparecido para o desconhecido; tudo que ele podia fazer era repetir o nome do destino e esperar que isso fosse o suficiente para levá-lo para lá. A dor em sua testa o perfurava, junto com o peso do duende sustentado por ele; podia sentir a lâmina da espada de Gryffindor ferindo suas costas. Então a mão de Dobby sacudiu a sua; perguntou-se se o elfo estava tentando carregar, para empurrá-los na direção certa, e tentou, apertando os dedos, indicar que estava tudo bem...
Então eles atingiram terra sólida e sentiram o cheiro do sal... Harry caiu sobre seus joelhos, abandonando a mão de Dobby, na tentativa de abaixar Griphook gentilmente até o chão.
- Está tudo bem? - perguntou para o duende, enquanto o estirava no chão, porém o duendo apenas choramingou.
Harry forçou a vista através da escuridão. Parecia haver uma cabana pouco depois, debaixo do imenso céu estrelado, e ele achou que tinha visto movimento fora dela.
- Dobby, essa é a Cabana de Conchas? - perguntou em um múrmurio, agarrando as duas varinhas que ele tinha trazido dos Malfoy, pronto para lutar se precisasse. - Viemos para o lugar certo, Dobby? - Ele olhou em volta. O pequeno elfo ficou de pé em frente a ele. - DOBBY!
O elfo balançou levemente, estrelas refletidas em seus grandes e brilhantes olhos. Juntos Harry e ele olharam para baixo, onde o punho prateado da faca saia do peito do elfo.
- Dobby! Não! Ajudem! - Harry saiu correndo em direção da cabana, indo em direção as pessoas que estavam se mexendo lá. - Ajudem! - Ele não sabia nem dava a mínima se eles eram bruxos ou trouxas, amigos ou adversários; tudo que ele ligava era que um filete escuro se espalhava pela frente do rosto de Dobby, e que ele estendeu seus braços em direção a Harry com um olhar se súplica. Harry o segurou e o estendeu de lado no chão frio. - Dobby! Não, não morra, não morra!
Os olhos do elfo achou os dele, e seus lábios tremeram com o esforço de formar as palavras.
- Harry... Potter...
E então com uma leve tremida o elfo ficou quieto, e em seus olhos não tinham nada mais do que uma grande órbita espelhada, borrifada com a luz das estrelas que eles não poderiam ver.

CAPÍTULO 22 - AS RELÍQUIAS DA MORTE

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:23

CAPÍTULO 22 - AS RELÍQUIAS DA MORTE

Harry caiu ofegante na grama afastado e se arrastou para perto dos outros . Eles pareciam ter aparatado no canto de um campo ao por do sol. Hermione estava andando em círculos em volta deles procurando sua varinha.
- “Protego Totalus… Sálvio Hexia…” - disse Hermione
- Aquele velho traidor – ofegou Rony tirando a capa da invisibilidade e a jogando para Harry. – Hermione, você é um gênio! Um total gênio! Não acredito que nos livramos daquilo.
- Caverna “Inimicum” não diga que era um “Frumpent” Eu não lhe disse? E agora a casa dele vem sendo explodida.
- Que lhe sirva de lição – disse Rony examinando o rasgado em sua calça jeans – O que você acha que fizeram com ele?
- Oh! Eu espero que não o matem – gemeu Hermione – É por isso que eu queria que os comensais da morte visassem Harry antes de partimos. Então eles saberiam que Xenophilius não estava mentindo.
- Porque eu deveria me esconder? – pergunto Rony
- Era pra você estar na cama doente Rony! – disse Hermione – Eles seqüestraram Luna porque o pai dela ajudou Harry, o que aconteceria com sua família se soubessem que esta com ele?
- Mas e seu pai e sua mãe? - Perguntou Harry
- Eles estão bem, estão na Austrália, não sabem de nada – respondeu ela
- Você é um gênio – repetiu Rony apavorado
- É você é – concordou Harry calorosamente – o que faríamos sem você?
Ela sorriu, mas fico seria em seguida
- E a Luna?
- Se eles estiverem procurando a verdade e ela ainda estiver viva... – começou Rony
- Não diga isso! Não diga isso! – gritou Hermione – ela tem que estar viva, tem que estar.
- Então está em Azkaban eu espero – disse Rony – No entanto se ela sobreviver aquele lugar, apesar da angustia...
- Ela vai! – disse Harry. Ele não podia suportar outra alternativa – Luna é muito mais forte do que pensa, ela provavelmente está ensinado os prisioneiros sobre Nargulés.
- Espero que esteja certo – disse Hermione passando a mão nos olhos – Eu me sinto culpada por Xenophilius, se ele...
- Não tivesse tentado nos vender aos comensais da morte – completou Rony
Eles armaram a tenda e se recolheram, onde Rony fez chá, depois da apertada fuga, o frio e o cheiro de mofo naquela tenda velha os fez sentirem-se seguros, familiar e amigável.
- Nos devemos ir lá? – perguntou Hermione depois de alguns minutos de silencio – Harry você está bem? É Gordic´s Hollow mais uma vez, uma completa perda de tempo, as relíquias mortais... Tal lixo, embora realmente – Um pensamento súbito parecia ter a parado – ele fez tudo certo, não fez? Ele provavelmente não acredita nas relíquias mortais, só quis nos manter ocupados falando sobre elas até os comensais da morte chegarem.
- Eu acho que não – disse Rony – É muito mais difícil fazer as coisas funcionarem quando está sob pressão do que você pensa, percebi isso quando os seqüestradores me pegaram, era muito mais fácil fingir ser escaneado, porque eu sabia um pouco sobre ele, do que inventar uma pessoa completamente nova, oh velho Lovegood estava sob muita pressão, tentando ter certeza de que nos ficaríamos, eu calculo que ele nos disse a verdade, ou ele pensa assim, apenas nos manteve falando assim mesmo.
- Acho que isso não importa – afirmou Hermione – Mesmo se ele estava sendo honesto, eu nunca ouvi tanta coisa sem sentido em tudo que ele falou.
- Espere aí – disse Rony – a câmara secreta era pra ser um mito, não era?
- Mas as relíquias mortais não podem existir – disse Hermione
- Continue dizendo isso, mas uma delas pode existir – afirmou Rony – A capa da invisibilidade do Harry.
- A fábula sobre os três irmãos é apenas uma historia – disse Hermione firmemente – Uma historia de como os humanos são assustados com a morte, se sobreviver é apenas usar a capa da invisibilidade... Então temos tudo que precisamos.
- Eu não sei, Nos poderíamos fazer isso com uma varinha invencível – disse Harry.
Isso não existe Harry!
- Você disse que existem montes de varinhas, a varinha da morte, ou seja, lá como chamam!
- Ótimo! Se você quer se enganar, a varinha do ancião é real, e a pedra da ressurreição? – os dedos dela delinearam os textos que rodeavam o nome e sua voz entoava sarcasmo – Nenhuma magia pode ressuscitar os mortos, e é isso!
-
Qquando minha varinha se conectou com a de Voldemort, fez meu pai e minha mãe aparecer... E Cedrico.
- Mas eles não voltaram à vida, voltaram? – disse impaciente Hermione – É como uma impressão de vida, não é o mesmo que realmente trazer alguém de volta a vida.
- Mas ela, a garota da historia, não voltou à vida, na historia dizia que quando a pessoa morre pertence aos mortos, mas o outro irmão continuou a ver e falar com ela, não foi? Pelo menos eles viveram juntos por mais um tempo.
Ele viu um pouco de preocupação de que aquilo não se definia facilmente na expressão de Hermione, então ela olhou Rony de relance e Harry encarou aquilo como se ele tivesse a assustada com aquela historia de trazer os mortos de volta a vida.
- E aquele homem Peverell que está enterrado em Godric´s Hollow – disse Rony fortemente, querendo parece equilibrado – então você não sabe nada sobre ele?
- Não – respondeu ela, alivia pela mudança de assunto – Eu procurei saber sobre ele depois que vi a marca no tumulo, se ele foi famoso ou fez algo importante eu saberia, o único lugar onde eu encontrei o nome “Peverell” foi em “Nobreza Natural – Genealogia Bruxa” peguei emprestado do Monstro, ela lista as linhas genealógicas masculinas de puros sangues e quando foram extintas, os Peverell foram umas das primeiras família a ser extintas.
- Extintas na linhagem masculina? – repetiu Rony
- Significa que o nome morreu – explicou Hermione – Séculos atrás, no caso dos Peverell, apesar de que eles poderiam continuar tendo descendentes, apenas aconteceu algo diferente.
E a resposta logo a apareceu na memória de Harry, um velho homem de cinqüenta anos esfregando um anel feio em frente a um oficial do ministério, o homem se chamava “Marvolo Gaunt”
- Desculpe – disseram Rony e Hermione juntos.
- Marvolo Gaunt! O avo de Voldemort na penseira com Dumbledore, ele disse que era um descendente dos Peverell.
Rony e Hermione pareciam confusos
- O anel! O anel que virou uma Horcrux, Marvolo Gaunt disse que tinha o Brasão dos Peverell nele. Eu o vi esfregando o anel na cara do homem do ministério.
- O brasão dos Peverell? – disse Hermione afiada – Você poderia identificá-lo?
- Na verdade não – disse Harry tentando se lembrar – Não havia nada familiar nele, eu estava vendo de longe não podia ver apenas alguns traços, eu só o vi realmente quando já estava destruído.
Harry percebeu a compreensão de Hermione estudando seus olhos. Rony olhava de um para o outro surpreso.
- Você calcula que seja esse sinal de novo? O sinal das relíquias?
- Porque não? – disse Harry excitado – Marvolo Gaunt era um velho ignorante que viveu como porco, ele só se importava com seus ancestrais, se aquele anel foi passado através dos séculos ele não saberia o que realmente é, não havia livros naquela casa, e ele não é do tipo que lê conto de fadas para seus filhos, ele adorava pensar que os desenhos no anel eram um brasão dos Peverell porque ele estava certo de como sua descendência era nobre e seu sangue era puro !
- É! E isso é muito interessante – disse Hermione curiosa – mas Harry se você esta pensando o que eu acho que você esta pensando.
- Bem, porque não? Porque não? – disse Harry abandonando o cuidado – Era uma pedra não era? - afirmou Harry esperando o suporte de Rony – e se for à pedra da ressurreição?
Rony ficou de queixo caído.
- Mas será que ainda funciona? Mesmo depois que Dumbledore o quebrou? – indagou Rony
- Funciona? Ainda funciona? Nunca funcionou, não existe essa coisa de pedra da ressurreição – disse Hermione olhando para os pés exasperada e nervosa – Harry você esta tentando encaixar tudo na historia das relíquias.
- Tentando encaixar? – repetiu ele – tudo se encaixa sozinho, eu sei que é o sinal das relíquias naquela pedra, Gaunt disse que ele era descendente dos Peverell.
- Há um minuto atrás você nos disse que nunca viu a marca na pedra propriamente – argumentou ela
- Onde se encontra o anel agora? – pergunto Rony a Harry – o que Dumbledore fez com ele depois que destruiu?
Mas a imaginação de Harry estava correndo a frente, longe de Rony e Hermione.
“ Três objetos ou relíquias, que se unidas fazem seu possuidor mestre da morte... Mestre... Conquistador... o ultimo inimigo a que será destruído será a morte. ”
Então ele se viu possuidor das relíquias, lutando contra Voldemort, onde as horcruxes não importavam... “Um não pode sobreviver em quanto o outro viver... ” Qual seria a resposta... Relíquias contra Horcruxes? Haveria um caminho depois de tudo para assegurar que seria ele que triunfaria, se ele fosse possuidor das relíquias mortais, estaria seguro?
- Harry?
Mas ele dificilmente ouvia Hermione, ele puxou sua capa da invisibilidade e a corria entre os dedos, a capa era suave como a água, leve como o ar, ele não tinha visto nada igual em nenhum dos seus sete anos em Hogwarts, a capa era como Xenophilius havia a descrito, “” uma capa que faz quem a veste invisível e eternamente resistente e impenetrável, não importa que feitiço seja usado... “” (junto com as outras relíquias)
Como um relance ele lembrou:
- Dumbledore estava com a capa na noite que meus pais morreram.
Sua voz causou um choque, ele pode sentir a cor do seu rosto, mas não se importou.
- Minha mãe disse a Sirius que Dumbledore pegou a capa emprestada, esse é o porquê, ele queria examinar, ele achou que era a terceira relíquia, Ignotos Peverell esta enterrado em Godric’s Hollow.
Harry andava as cegas em volta da tenda sentindo as grandes aberturas que a verdade e a dedução estavam abrindo em volta dele.
- Ele é meu ancestral, faz todo sentido, eu sou descendente do terceiro irmão.
Ele se sentiu armado de certeza, sua crença nas relíquias, a mera idéia de possuí-las já o davam proteção, e o faziam querer procurar as outras duas.
- Harry... – disse Hermione
Mas ele estava muito ocupado desfazendo o nó em seu pescoço, suas mãos tremendo com força.
- Leia! – disse ele empurrando a carta com a letra de sua mãe – ele tinha a capa, pra que ele ia precisa dela? Ele pode ficar invisível se desiludindo.
Alguma coisa caiu no chão e rolou, brilhando em baixo de uma cadeira, ele colocou a carta de lado e pegou, e ficou maravilhado com a descoberta.
- ESTÀ AQUI! Ele me deixou o anel, dentro do pomo de ouro.
Ele não conseguia entender porque Rony parecia abobalhado, tudo estava tão claro, tudo se encaixava tudo encaixava, sua capa era a terceira relíquia e quando ele descobrir como abrir o pomo ele teria a segunda e tudo que eles tinham que fazer era achar a primeira relíquia: a varinha do ancião.
Mas foi com molhar uma tocha acessa, toda sua excitação, toda sua esperança e sua felicidade se partiram, e ele estava sozinho no escuro outra vez, e o glorioso feitiço tinha quebrado.
- É do que ele está atrás!
A mudança em sua voz fez Rony e Hermione olharem ainda mais assustados.
- Voldemort quer a varinha do ancião!
Ele virou as costas para as caras incrédulas de Rony e Hermione, ele sabia que era verdade, tudo fazia sentido, Voldemort não queria outra varinha, ele queria uma varinha muito antiga, a varinha do ancião, ele andou até a entrada da tenda esquecendo Rony e Hermione como tinha feito varias vezes naquela noite, ele contemplou a escuridão e pensou:
Voldemort cresceu em um orfanato de trouxas, ninguém pode ter contado para ele sobre o “Os Contos de Beedle, the Bardo” quando ele era criança, dificilmente alguns bruxos acreditavam nas relíquias mortais, que idéias Voldemort mantinha sobre elas?
Harry encarou a escuridão... Se Voldemort sabia sobre as relíquias mortais, ele as tinha procurado feito de tudo para consegui-las, três relíquias que fazem seu possuidor mestre da morte? Se ele soubesse sobre as relíquias mortais ele não precisaria das Horcruxes em primeiro lugar, e ele simplesmente pegou uma relíquia e a transformou em uma Horcrux, isso demonstrava que ele não sabia sobre esse ultimo segredo da “bruxidade”.
O que significava que Voldemort tinha procurado a varinha do ancião não sabendo do seu poder real, apenas de seu poder único e não como uma das três relíquias, a varinha como relíquia não podia estar escondida, era sabida sobre sua existência... “a trilha sangrenta da varinha do ancião esta escrita na historia dos bruxos”
Harry contemplou o céu cinza-fumaça e prata sob a cara de uma lua branca, ele se sentiu eletrizado com suas descobertas.
Ele se voltou para a tenda e foi um choque encontrar Rony e Hermione exatamente onde estavam, eles não percebiam o quão longe eles tinham ido apenas naqueles minutos?
- É isso! – disse Harry tentando puxá-los para o brilho de sua confusa certeza - as relíquias da morte são reais e nos temos uma, talvez duas, e Voldemort quer a terceira, mas não como relíquia, ele acha que é apenas uma poderosa varinha.
- Harry – disse Hermione se movendo em sua direção segurando a carta de Lílian – eu acho que estamos errados, esta tudo errado.
- Você não vê? Tudo se encaixa!
- Não Harry, não se encaixa – disse Hermione – você esta se deixando levar, por favor... Por favor, me responda, se as relíquias existem e Dumbledore sabia sobre elas, que torna quem a possui mestre da morte, porque ele não te contou? Por quê?
Harry tinha a resposta para essa pergunta:
- Você mesma disse Hermione, você tem que procurar sozinho, por vontade própria, e uma missão!
- Mas eu só disse aquilo para te atrair para os Lovegood – choramingou ela nervosa – eu não acredito nisso realmente.
Harry não de importância.
- Geralmente Dumbledore me deixava usar minha força, correr riscos, é o tipo de coisa que ele faria!
- Harry isso não é um jogo, não é pratica, isso é real, e Dumbledore nos deixou instruções claras, achar e destruir as Horcruxes, o símbolo não significa nada, você não pode se desviar da sua tarefa principal.
Harry mal estava escutando Hermione, estava virando sua atenção para suas mãos, esperando abrir para a pedra da ressurreição para provar para Hermione que as relíquias eram reais.
Ela apelou para o Rony.
- Você não acredita nisso não é?
Harry o fitou, ele hesitou. Mas disse.
- Sim, eu acredito... Quer dizer... Todas essas coisas se encaixando e quando você olha a coisa toda... – ele respirou fundo e disse – mas acho que devemos nos concentrar nas Horcruxes Harry, foi o que Dumbledore nos mandou fazer, acho melhor esquecermos as relíquias mortais.
- Obrigado Rony - disse Hermione - eu fico com o primeiro turno.
Ela se sentou próximo a entrada e Harry.
Harry mal dormiu aquela noite, a idéia das relíquias mortais o possuía totalmente, ele não podia dormir com aqueles pensamentos passando pela sua cabeça,”” a pedra, a capa, a varinha ‘” ele poderia possuí-las.
“ Eu abro ao fechar... ” ao fechar? Porque não posso ter a pedra agora? Poderia perguntar a Dumbledore essas coisas pessoalmente, Harry murmurou muitas palavras para o pomo na escuridão, mas ele não abriu. E a varinha do ancião, onde ela estaria escondida, onde Voldemort esta procurando agora? Harry desejou que sua cicatriz queimasse e mostrasse os pensamentos de Voldemort, eles estavam pela primeira vez atrás da mesma coisa, teria ele se tornado igual a Voldemort? Afinal era isso? Tinha que se tornar igual para vencê-lo?
Hermione não gostava daquela idéia é claro, ela não acreditava, mas Xenophillius estava certo, de certa maneira, estreito e limitado, com a mente fechada, a verdade era aquela idéia assustadora sobre as relíquias mortais, especialmente a pedra da ressurreição, Harry apertou o pomo com a boca, o beijou, e quase o engoliu, mas o metal frio permaneceu inerte.
Estava quase amanhecendo quando Harry pensou em Luna, sozinha em Azkaban cercada de dementadores, ele se sentiu envergonhado, tinha esquecido dela no calor de suas descobertas sobre as relíquias mortais. Se ele pudesse resgatá-la de Azkaban, mas dementadores naquele numero seriam virtualmente (talvez suicídio?) ele começou a pensar sobre isso, se ele tivesse tentado convocar um patrono com a varinha “blacktorn”, ele faria isso de manha... Ele desejou pela varinha do ancião, e pela invencível, engoliu ele mais uma vez.
Eles desmontaram a barraca sobre um sombrio banho de chuva, e a os persuadiu para a costa, onde armaram a barraca naquela noite e passaram a semana inteira, Harry se sentiu depressivo, só conseguia pensar nas relíquias mortais, era como uma chama viva e acessa dentro dele, que nem Rony nem Hermione conseguiram extinguir, ele culpou Rony e Hermione a determinante indiferença deles para com as relíquias mortais, foi cruelmente emudecendo seu espírito, mas continuou absoluto nas idéia das relíquias mortais e se isolou dos outros e sua obsessão pelas horcruxes.
- Obsessão? – disse Hermione em um tom incrédulo quando Harry usou essa palavra sem qualquer cuidado em uma noite, após ela ter tentado persuadir Harry a deslocar seu interesse em procurar mais uma Horcrux.
- Nós não somos os únicos com uma obsessão não é Harry? Nos só estamos tentando fazer aquilo que Dumbledore queria que nos fizéssemos.
Mas ele estava impermeável para ser coberto com senso critico. Dumbledore tinha deixado o sinal das relíquias para Hermione decifrar. Harry permaneceu convicto nisso, ele deixou a pedra da ressurreição no pomo de ouro. ““ Um não pode sobreviver em quanto o outro viver... Mestre da morte “”, porque Rony e Hermione não entendiam?
“ o ultimo inimigo a ser destruído é a morte “
- Eu acho que era pra nos estarmos lutando contra você-sabe-quem... – começou Hermione e Harry desistiu dela.
Mesmo o mistério do corça prateado, que os outros dois persistiam em discutir parecia menos importante para Harry agora, a única coisa que também lhe importava agora, era que sua cicatriz tinha voltado a arder, mas mesmo assim ele escondeu esse fato dos outros, ele procurou ficar sozinho quando isso acontecia, mas o ficou desapontado com o que viu, as visões que ele e Voldemort compartilhavam tinham mudado a qualidade, estava embaçadas, por onde eles estavam andando, estava tudo fora de foco. Harry estava aberto para entender as especialidades de um objeto que parecia uma caveira e uma montanha que tinha mais sombras do que substancia, usando as imagens como afiada verdade, Harry estava desconectado pela mudança, ele estava preocupado que a conexão entre ele e Voldemort tivesse sido danificada, uma conexão que os ambos temiam, Harry culpou a destruição da sua varinha pelas vagas imagens embaçadas que ele tinha agora, como se fosse culpa da varinha “blacktorn” que ele não pudesse ver na mente de Voldemort tão bem quanto antes.
As semanas passaram, Harry não pode ajudar, mas alertar, apesar de sua própria absorção, que Rony parecia estar assumindo a culpa por deixar de lado as relíquias mortais, talvez porque Harry ficou indiferente com a dormência de suas qualidades naturais de líder. Rony estava encorajando os outros dois para ação.
- Três horcruxes faltando! – ele continuava dizendo – precisamos de um plano de ação! Onde nos paramos? Vamos voltar a pensar no orfanato...
Beco diagonal, Hogwarts, Borgin e Burkes, Albânia, Cada lugar que Voldemort havia estado ou assassinado Rony e Hermione tinha sondado de novo. Harry só se juntou a ele porque Hermione não parava de insistir, ele teria ficado feliz em sentar sozinho e tentar ler os pensamentos de Voldemort, saber mais sobre a varinha do ancião, mas Rony achou que eles deviam continuar a jornada, e Harry estava ciente que eles iam continuar indo em frente.
- Nunca se sabe – começou Rony – “Upper Fragley” é uma vila de bruxos, ele pode ter querido morar lá! Vamos subir e investigar.
Essas freqüentes visitas em territórios bruxos os colocou ocasionalmente na visão de observadores (seqüestradores)
- Alguns deles são tão maus quanto comensais da morte – disse Rony – tudo o que me trouxe aqui foi um pouco patético, mas Gui disse que muitos deles são realmente perigosos, eles falaram isso no “Potterwatch”.
- Onde? – perguntou Harry.
- No “Potterwatch”, eu não lhe disse como é chamado? O programa de radio que eu vivo tentando ouvir, é o único que fala a verdade sobre o que esta acontecendo, ou chega perto da linha de você-sabe-quem... Eu realmente queria que você ouvisse, mas não me lembro como...
Rony gastou noite após noite usando sua varinha para sintonizar na estação de radio.
Eles estavam ouvindo conselhos para identificar e evitar sífilis draconiana e ouviram um pouco de “” um caldeirão cheio de amor forte “” enquanto isso Rony tentava instalar a senha certa, murmurando milhares de palavras durante sua respiração.
- Eles geralmente falam alguma coisa sobre a ordem – contou ele – Gui tem um talento especial para entrevistar, espero pegar pelo menos no final...
Mas nada antes de março, a sorte favoreceu Rony finalmente,
Harry estava sentando na frente da barraca em dever de guarda, preguiçosamente ouvindo sobre massa de uvas, quando finalmente
Rony veio excitado de dentro da barraca.
- Eu consegui! – disse ele – a senha era Albus, entre aqui Harry.
Despertado pela primeira vez depois de dias de sua contemplação das relíquias mortais, ele entrou correndo e parou perto do radio, e Hermione que estava polindo a espada de Godric só para ter algo para fazer ouviram atentos.
“ ...desculpem por nossa temporária abstinência do ar, mas muitas casas fizerem chamadas avisando comensais da morte de nossa localidade... “”
- Mas é o Lino Jordan! – disse Hermione
- Eu sei – disse Rony – legal não é ?
““ ... agora nos encontramos em outro lugar seguro, e tenho o prazer de dizer que dois fascinantes rapazes se juntaram a mim esta noite... “”
““ Boa noite River “”
- River é o Jordan, eles usam codinomes, mas nos reconhecemos pela voz...
- Shhhh! – disse Hermione.
“ Mas antes de ouvirmos Royal e Remulus, vamos prestar atenção naquelas mortes que o profeta diário não achou importante, lamentamos informar aos ouvintes o assassinato de Ted Tonks e Dirk Cresswell, um e duende (elfo domestico) chamado Gornuk, um nascido trouxas chamado Dean Thomas e outro Duende viajavam com Tonks, mas podem ter escapado, se ele estiver ouvindo ou alguém que tenha informações, favor entrar em contato, seus parentes e irmãs se encontram desesperados... Também em “”Gaddley”” uma família de trouxas de cinco pessoas foram encontradas mortas, as autoridades trouxas afirmam ser vazamento de gás, mas a ordem de fênix confirmou que fui usada a maldição da morte...
e Finalmente lamentamos informar que os restos mortais de Bathilda Bagshot foram encontrados em Godric´s Hollow e a ordem de fênix afirma que seu corpo continha marcas e feridas causadas por magia negra. Ouvintes agora gostaríamos de convidá-los em ficar em silencio pela morte de Ted Tonks, Dirk Cresswell, Gornuk e por ultimo, mas não menos importante a família de trouxas ”
O silencio caiu, nem Harry, Rony e Hermione falaram nada, ele desejou ouvir mais, mas metade dele tinha medo do que mas poderia vir, pela primeira vez ele estava conectado com o resto do mundo por um bom tempo.
“ Obrigado, e agora com “Royal” saibam como a nova organização no mundo dos bruxos esta afetando os trouxas. ”
“ Obrigado River, ”
- Kingsley ! – disse Rony surpreso.
- Nós sabemos – disseram Hermione e Harry juntos.
“ Trouxas continuam sem saber de onde vem seu sofrimento e continuam a encontrar casualidades para suas mortes, no entanto nos ouvimos muitas historias de bruxos e bruxas que arriscam suas próprias vidas para defender seus vizinhos e amigos trouxas sem o conhecimento deles, gostaríamos de pedir aos ouvintes que seguissem seus exemplos e ao menos fizessem um feitiço de proteção nas casas e ruas perto dos trouxas, muitas vidas podem ser salvas com esse simples ato”
“ Nós entendemos o que você quer dizer “Royal”, os ouvintes que respondem assim nesses tempos perigosos devEriam ser.”
“ Mas o fato de achar que bruxos vem primeiro é um pequeno passo para achar que puros sangue vem primeiro ai é só mais um passo para ser comensal da morte ”
“ Excelente ponto Royal, e você tem meu voto para ministro da magia se conseguir nos tirar dessa bagunça, e agora vamos ouvir Romulus, um popular amigo de Harry Potter.”
“ Obrigado River”
Disse uma voz muito familiar, Rony abriu a boca para falar mas Hermione o interrompeu.
- É o Lupim, nos sabemos Rony.
“ Romulus você continua a afirmar o que sempre diz quando vem nos visitar no programa? Harry Potter continua vivo? ”
“É claro, não há duvida nenhuma em minha mente, que se os comensais da morte avisariam rápido se tivessem conseguido matar ele, porque causaria uma desmoralização naqueles que resistem o novo regime, o garoto que sobreviveu continua sendo um símbolo do bem, símbolo da inocência, a razão pela qual lutamos, pela qual continuamos resistindo. ”
Uma mistura de gratidão e vergonha ocorreu em Harry, teria Lupim perdoado ele por todas as coisas que ele tinha dito quando se encontraram?
“ E o que você diria para ele se soubesse que ele está ouvindo agora?”
“ Diria que estamos todos com ele em espírito, e para ele seguir sempre seus instintos que quase sempre estão certos .”
Harry olhou para Hermione que estava com o olhos cheio de água.
- Quase sempre certos – repetiu ela.
- Oh! Quase esqueci de dizer, Gui me falou que Lupim esta vivendo com Tonks novamente.
“ E nossa atualização daqueles amigos de Harry Potter que estão sofrendo pela sua lealdade, como os ouvintes regulares devem saber, aqueles que apóiam Harry Potter foram presos, assim como Xenophilius Lovegood, editor do pasquim... e nos ouvimos algumas horas atrás que Rubeos Hagrid, guarda caça de Hogwarts escapou por pouco de ser preso, há rumores que ele abrigou um “ajudante de Harry Potter”, mas ele não foi levado em custodia e se escondeu na floresta, acho que ter um irmão de dezesseis pés ( unidade de medida ) de altura ajuda a escapar dos comensais da morte.”
“É deve ajudar sim – concordou Lupim – gostaria de adicionar mais uma coisa ao “potterwatch”, por favor aplaudiremos o espírito de Harry por ser um dos mais devotos ajudantes de Harry mesmo no presente momento, e que os outros ajudantes de Harry Potter sejam assim.”
“ Claro que eles serão Romulus – disse Jordan – e que todos vocês que estão ouvindo o “potterwatch” sejam devotos ao menino com cicatriz em forma de raio, e agora vamos ouvir um bruxo que tem sido tão evasivo como Harry Potter, nos o chamamos de chefe comensal da morte, e para dar as vistas dos rumores mais insanos que correm sobre ele, aqui está Rodent”
- Rodent?
- Fred!
- Não, não é o Jorge? – pergunto Hermione
- É o Fred eu acho – disse Rony quase encostando o ouvido no Radio.
“ Eu não serei Rodent, eu disse que queria ser Rapier. “
“ Tudo bem, com vocês Rapier, você pode nos dizer sobre a historias que correm por ai sobre o chefe comensal da morte?”
“ Sim eu posso River, como nossos ouvintes devem saber amenos que eles estejam alguma coisa no jardim, a estratégia de você-sabe-quem de permanecer nas sombras, criando um ótimo clima de pânico, mas se todos alegarem , nos precisaremos ter um ótimo dezenove de você-sabe-quem em volta do lugar”
“ Que lhe sirva é claro – disse Kingsley – o ar do mistério esta causando muito mais terror do que estão mostrando.”
“ Concordo – disse Fred – então pessoal vamos nos acalmar um pouco, as coisas já estão indo de mal a pior sem estarem inventado coisas, por exemplo essa nova idéia, de que você-sabe-quem pode matar apenas com um relance de olhar, como o basilisco, um simples teste, procure saber se a coisa que está espreitando você tem pernas, se tiver é seguro olhar, mesmo que ver você-sabe-quem será a ultima coisa que você fará.”
Pela primeira vez em semanas de semanas, Harry estava rindo e sentiu o peso da tensão saindo dele.
“ E os rumores de que ele foi avistado fora do pais? – perguntou Jordan.
“É verdade, mas depois de todo o trabalho que ele esta tendo, acho que nos poderíamos gostar de um ótimo feriado, o ponto é: não tenham um falso senso de segurança pensando que ele esta fora do pais, ele pode ser mover mais rápido do que Severus Snape correndo de um xampu, não conte que ele esta longe, se você pensa em correr algum risco pensando que ele esta fora do pais, finja que nunca me ouviu dizendo isso” – disse Fred
“ Muito obrigado por essas sabias palavras Rapier – agradeceu Jordam – e nos vamos chegando ao final de outro “potterwatch”, faremos de tudo para transmitir de novo, mas fiquem tranqüilos nos voltaremos, a próxima senha é Olho Tonto, mantenham um ao outro seguros, tenham fé, adeus.”
O rádio parou de tocar e ficou mudo, as luzes atrás do painel se apagaram, Harry, Rony e Hermione mantiveram os sorrisos por ouvir aquelas vozes familiares, no seu isolamento Harry tinha esquecido que outras pessoas estavam resistindo a Voldemort, foi como acordar de um sono Profundo.
- Bom não é? – pergunto Rony
- Excelente – disse Harry
- É tão bravo da parte deles – disse Hermione Admirada – se eles forem encontrados...
- Mas eles não ficam parados, eles continuam se movendo, não é? – disse Rony
- Mas você ouviu o que Fred disse? – pergunto Harry excitado – ele esta fora do pais, ele continua procurando a varinha do ancião.
- Vold...
- Harry não!
- Mort esta atrás da varinha do ancião!
- O nome virou tabu – disse Rony
- Eu te disse Harry, eu te disse, temos que colocar uma proteção em volta de nós – disse Hermione Nervosa - AGORA MESMO, e como eles nos encontram!
Rony estava parado incrédulo, o bisbilhoscópio apitava freneticamente em cima da mesa, eles ouviram passos fora da tenda, e uma voz disse:- Venham para fora com suas varinhas, sabemos que estão ai, temos meia dúzia de varinhas apontadas para vocês, não nos importa quem amaldiçoemos.

Harry caiu ofegante na grama afastado e se arrastou para perto dos outros . Eles pareciam ter aparatado no canto de um campo ao por do sol. Hermione estava andando em círculos em volta deles procurando sua varinha.
- “Protego Totalus… Sálvio Hexia…” - disse Hermione
- Aquele velho traidor – ofegou Rony tirando a capa da invisibilidade e a jogando para Harry. – Hermione, você é um gênio! Um total gênio! Não acredito que nos livramos daquilo.
- Caverna “Inimicum” não diga que era um “Frumpent” Eu não lhe disse? E agora a casa dele vem sendo explodida.
- Que lhe sirva de lição – disse Rony examinando o rasgado em sua calça jeans – O que você acha que fizeram com ele?
- Oh! Eu espero que não o matem – gemeu Hermione – É por isso que eu queria que os comensais da morte visassem Harry antes de partimos. Então eles saberiam que Xenophilius não estava mentindo.
- Porque eu deveria me esconder? – pergunto Rony
- Era pra você estar na cama doente Rony! – disse Hermione – Eles seqüestraram Luna porque o pai dela ajudou Harry, o que aconteceria com sua família se soubessem que esta com ele?
- Mas e seu pai e sua mãe? - Perguntou Harry
- Eles estão bem, estão na Austrália, não sabem de nada – respondeu ela
- Você é um gênio – repetiu Rony apavorado
- É você é – concordou Harry calorosamente – o que faríamos sem você?
Ela sorriu, mas fico seria em seguida
- E a Luna?
- Se eles estiverem procurando a verdade e ela ainda estiver viva... – começou Rony
- Não diga isso! Não diga isso! – gritou Hermione – ela tem que estar viva, tem que estar.
- Então está em Azkaban eu espero – disse Rony – No entanto se ela sobreviver aquele lugar, apesar da angustia...
- Ela vai! – disse Harry. Ele não podia suportar outra alternativa – Luna é muito mais forte do que pensa, ela provavelmente está ensinado os prisioneiros sobre Nargulés.
- Espero que esteja certo – disse Hermione passando a mão nos olhos – Eu me sinto culpada por Xenophilius, se ele...
- Não tivesse tentado nos vender aos comensais da morte – completou Rony
Eles armaram a tenda e se recolheram, onde Rony fez chá, depois da apertada fuga, o frio e o cheiro de mofo naquela tenda velha os fez sentirem-se seguros, familiar e amigável.
- Nos devemos ir lá? – perguntou Hermione depois de alguns minutos de silencio – Harry você está bem? É Gordic´s Hollow mais uma vez, uma completa perda de tempo, as relíquias mortais... Tal lixo, embora realmente – Um pensamento súbito parecia ter a parado – ele fez tudo certo, não fez? Ele provavelmente não acredita nas relíquias mortais, só quis nos manter ocupados falando sobre elas até os comensais da morte chegarem.
- Eu acho que não – disse Rony – É muito mais difícil fazer as coisas funcionarem quando está sob pressão do que você pensa, percebi isso quando os seqüestradores me pegaram, era muito mais fácil fingir ser escaneado, porque eu sabia um pouco sobre ele, do que inventar uma pessoa completamente nova, oh velho Lovegood estava sob muita pressão, tentando ter certeza de que nos ficaríamos, eu calculo que ele nos disse a verdade, ou ele pensa assim, apenas nos manteve falando assim mesmo.
- Acho que isso não importa – afirmou Hermione – Mesmo se ele estava sendo honesto, eu nunca ouvi tanta coisa sem sentido em tudo que ele falou.
- Espere aí – disse Rony – a câmara secreta era pra ser um mito, não era?
- Mas as relíquias mortais não podem existir – disse Hermione
- Continue dizendo isso, mas uma delas pode existir – afirmou Rony – A capa da invisibilidade do Harry.
- A fábula sobre os três irmãos é apenas uma historia – disse Hermione firmemente – Uma historia de como os humanos são assustados com a morte, se sobreviver é apenas usar a capa da invisibilidade... Então temos tudo que precisamos.
- Eu não sei, Nos poderíamos fazer isso com uma varinha invencível – disse Harry.
Isso não existe Harry!
- Você disse que existem montes de varinhas, a varinha da morte, ou seja, lá como chamam!
- Ótimo! Se você quer se enganar, a varinha do ancião é real, e a pedra da ressurreição? – os dedos dela delinearam os textos que rodeavam o nome e sua voz entoava sarcasmo – Nenhuma magia pode ressuscitar os mortos, e é isso!
-
Qquando minha varinha se conectou com a de Voldemort, fez meu pai e minha mãe aparecer... E Cedrico.
- Mas eles não voltaram à vida, voltaram? – disse impaciente Hermione – É como uma impressão de vida, não é o mesmo que realmente trazer alguém de volta a vida.
- Mas ela, a garota da historia, não voltou à vida, na historia dizia que quando a pessoa morre pertence aos mortos, mas o outro irmão continuou a ver e falar com ela, não foi? Pelo menos eles viveram juntos por mais um tempo.
Ele viu um pouco de preocupação de que aquilo não se definia facilmente na expressão de Hermione, então ela olhou Rony de relance e Harry encarou aquilo como se ele tivesse a assustada com aquela historia de trazer os mortos de volta a vida.
- E aquele homem Peverell que está enterrado em Godric´s Hollow – disse Rony fortemente, querendo parece equilibrado – então você não sabe nada sobre ele?
- Não – respondeu ela, alivia pela mudança de assunto – Eu procurei saber sobre ele depois que vi a marca no tumulo, se ele foi famoso ou fez algo importante eu saberia, o único lugar onde eu encontrei o nome “Peverell” foi em “Nobreza Natural – Genealogia Bruxa” peguei emprestado do Monstro, ela lista as linhas genealógicas masculinas de puros sangues e quando foram extintas, os Peverell foram umas das primeiras família a ser extintas.
- Extintas na linhagem masculina? – repetiu Rony
- Significa que o nome morreu – explicou Hermione – Séculos atrás, no caso dos Peverell, apesar de que eles poderiam continuar tendo descendentes, apenas aconteceu algo diferente.
E a resposta logo a apareceu na memória de Harry, um velho homem de cinqüenta anos esfregando um anel feio em frente a um oficial do ministério, o homem se chamava “Marvolo Gaunt”
- Desculpe – disseram Rony e Hermione juntos.
- Marvolo Gaunt! O avo de Voldemort na penseira com Dumbledore, ele disse que era um descendente dos Peverell.
Rony e Hermione pareciam confusos
- O anel! O anel que virou uma Horcrux, Marvolo Gaunt disse que tinha o Brasão dos Peverell nele. Eu o vi esfregando o anel na cara do homem do ministério.
- O brasão dos Peverell? – disse Hermione afiada – Você poderia identificá-lo?
- Na verdade não – disse Harry tentando se lembrar – Não havia nada familiar nele, eu estava vendo de longe não podia ver apenas alguns traços, eu só o vi realmente quando já estava destruído.
Harry percebeu a compreensão de Hermione estudando seus olhos. Rony olhava de um para o outro surpreso.
- Você calcula que seja esse sinal de novo? O sinal das relíquias?
- Porque não? – disse Harry excitado – Marvolo Gaunt era um velho ignorante que viveu como porco, ele só se importava com seus ancestrais, se aquele anel foi passado através dos séculos ele não saberia o que realmente é, não havia livros naquela casa, e ele não é do tipo que lê conto de fadas para seus filhos, ele adorava pensar que os desenhos no anel eram um brasão dos Peverell porque ele estava certo de como sua descendência era nobre e seu sangue era puro !
- É! E isso é muito interessante – disse Hermione curiosa – mas Harry se você esta pensando o que eu acho que você esta pensando.
- Bem, porque não? Porque não? – disse Harry abandonando o cuidado – Era uma pedra não era? - afirmou Harry esperando o suporte de Rony – e se for à pedra da ressurreição?
Rony ficou de queixo caído.
- Mas será que ainda funciona? Mesmo depois que Dumbledore o quebrou? – indagou Rony
- Funciona? Ainda funciona? Nunca funcionou, não existe essa coisa de pedra da ressurreição – disse Hermione olhando para os pés exasperada e nervosa – Harry você esta tentando encaixar tudo na historia das relíquias.
- Tentando encaixar? – repetiu ele – tudo se encaixa sozinho, eu sei que é o sinal das relíquias naquela pedra, Gaunt disse que ele era descendente dos Peverell.
- Há um minuto atrás você nos disse que nunca viu a marca na pedra propriamente – argumentou ela
- Onde se encontra o anel agora? – pergunto Rony a Harry – o que Dumbledore fez com ele depois que destruiu?
Mas a imaginação de Harry estava correndo a frente, longe de Rony e Hermione.
“ Três objetos ou relíquias, que se unidas fazem seu possuidor mestre da morte... Mestre... Conquistador... o ultimo inimigo a que será destruído será a morte. ”
Então ele se viu possuidor das relíquias, lutando contra Voldemort, onde as horcruxes não importavam... “Um não pode sobreviver em quanto o outro viver... ” Qual seria a resposta... Relíquias contra Horcruxes? Haveria um caminho depois de tudo para assegurar que seria ele que triunfaria, se ele fosse possuidor das relíquias mortais, estaria seguro?
- Harry?
Mas ele dificilmente ouvia Hermione, ele puxou sua capa da invisibilidade e a corria entre os dedos, a capa era suave como a água, leve como o ar, ele não tinha visto nada igual em nenhum dos seus sete anos em Hogwarts, a capa era como Xenophilius havia a descrito, “” uma capa que faz quem a veste invisível e eternamente resistente e impenetrável, não importa que feitiço seja usado... “” (junto com as outras relíquias)
Como um relance ele lembrou:
- Dumbledore estava com a capa na noite que meus pais morreram.
Sua voz causou um choque, ele pode sentir a cor do seu rosto, mas não se importou.
- Minha mãe disse a Sirius que Dumbledore pegou a capa emprestada, esse é o porquê, ele queria examinar, ele achou que era a terceira relíquia, Ignotos Peverell esta enterrado em Godric’s Hollow.
Harry andava as cegas em volta da tenda sentindo as grandes aberturas que a verdade e a dedução estavam abrindo em volta dele.
- Ele é meu ancestral, faz todo sentido, eu sou descendente do terceiro irmão.
Ele se sentiu armado de certeza, sua crença nas relíquias, a mera idéia de possuí-las já o davam proteção, e o faziam querer procurar as outras duas.
- Harry... – disse Hermione
Mas ele estava muito ocupado desfazendo o nó em seu pescoço, suas mãos tremendo com força.
- Leia! – disse ele empurrando a carta com a letra de sua mãe – ele tinha a capa, pra que ele ia precisa dela? Ele pode ficar invisível se desiludindo.
Alguma coisa caiu no chão e rolou, brilhando em baixo de uma cadeira, ele colocou a carta de lado e pegou, e ficou maravilhado com a descoberta.
- ESTÀ AQUI! Ele me deixou o anel, dentro do pomo de ouro.
Ele não conseguia entender porque Rony parecia abobalhado, tudo estava tão claro, tudo se encaixava tudo encaixava, sua capa era a terceira relíquia e quando ele descobrir como abrir o pomo ele teria a segunda e tudo que eles tinham que fazer era achar a primeira relíquia: a varinha do ancião.
Mas foi com molhar uma tocha acessa, toda sua excitação, toda sua esperança e sua felicidade se partiram, e ele estava sozinho no escuro outra vez, e o glorioso feitiço tinha quebrado.
- É do que ele está atrás!
A mudança em sua voz fez Rony e Hermione olharem ainda mais assustados.
- Voldemort quer a varinha do ancião!
Ele virou as costas para as caras incrédulas de Rony e Hermione, ele sabia que era verdade, tudo fazia sentido, Voldemort não queria outra varinha, ele queria uma varinha muito antiga, a varinha do ancião, ele andou até a entrada da tenda esquecendo Rony e Hermione como tinha feito varias vezes naquela noite, ele contemplou a escuridão e pensou:
Voldemort cresceu em um orfanato de trouxas, ninguém pode ter contado para ele sobre o “Os Contos de Beedle, the Bardo” quando ele era criança, dificilmente alguns bruxos acreditavam nas relíquias mortais, que idéias Voldemort mantinha sobre elas?
Harry encarou a escuridão... Se Voldemort sabia sobre as relíquias mortais, ele as tinha procurado feito de tudo para consegui-las, três relíquias que fazem seu possuidor mestre da morte? Se ele soubesse sobre as relíquias mortais ele não precisaria das Horcruxes em primeiro lugar, e ele simplesmente pegou uma relíquia e a transformou em uma Horcrux, isso demonstrava que ele não sabia sobre esse ultimo segredo da “bruxidade”.
O que significava que Voldemort tinha procurado a varinha do ancião não sabendo do seu poder real, apenas de seu poder único e não como uma das três relíquias, a varinha como relíquia não podia estar escondida, era sabida sobre sua existência... “a trilha sangrenta da varinha do ancião esta escrita na historia dos bruxos”
Harry contemplou o céu cinza-fumaça e prata sob a cara de uma lua branca, ele se sentiu eletrizado com suas descobertas.
Ele se voltou para a tenda e foi um choque encontrar Rony e Hermione exatamente onde estavam, eles não percebiam o quão longe eles tinham ido apenas naqueles minutos?
- É isso! – disse Harry tentando puxá-los para o brilho de sua confusa certeza - as relíquias da morte são reais e nos temos uma, talvez duas, e Voldemort quer a terceira, mas não como relíquia, ele acha que é apenas uma poderosa varinha.
- Harry – disse Hermione se movendo em sua direção segurando a carta de Lílian – eu acho que estamos errados, esta tudo errado.
- Você não vê? Tudo se encaixa!
- Não Harry, não se encaixa – disse Hermione – você esta se deixando levar, por favor... Por favor, me responda, se as relíquias existem e Dumbledore sabia sobre elas, que torna quem a possui mestre da morte, porque ele não te contou? Por quê?
Harry tinha a resposta para essa pergunta:
- Você mesma disse Hermione, você tem que procurar sozinho, por vontade própria, e uma missão!
- Mas eu só disse aquilo para te atrair para os Lovegood – choramingou ela nervosa – eu não acredito nisso realmente.
Harry não de importância.
- Geralmente Dumbledore me deixava usar minha força, correr riscos, é o tipo de coisa que ele faria!
- Harry isso não é um jogo, não é pratica, isso é real, e Dumbledore nos deixou instruções claras, achar e destruir as Horcruxes, o símbolo não significa nada, você não pode se desviar da sua tarefa principal.
Harry mal estava escutando Hermione, estava virando sua atenção para suas mãos, esperando abrir para a pedra da ressurreição para provar para Hermione que as relíquias eram reais.
Ela apelou para o Rony.
- Você não acredita nisso não é?
Harry o fitou, ele hesitou. Mas disse.
- Sim, eu acredito... Quer dizer... Todas essas coisas se encaixando e quando você olha a coisa toda... – ele respirou fundo e disse – mas acho que devemos nos concentrar nas Horcruxes Harry, foi o que Dumbledore nos mandou fazer, acho melhor esquecermos as relíquias mortais.
- Obrigado Rony - disse Hermione - eu fico com o primeiro turno.
Ela se sentou próximo a entrada e Harry.
Harry mal dormiu aquela noite, a idéia das relíquias mortais o possuía totalmente, ele não podia dormir com aqueles pensamentos passando pela sua cabeça,”” a pedra, a capa, a varinha ‘” ele poderia possuí-las.
“ Eu abro ao fechar... ” ao fechar? Porque não posso ter a pedra agora? Poderia perguntar a Dumbledore essas coisas pessoalmente, Harry murmurou muitas palavras para o pomo na escuridão, mas ele não abriu. E a varinha do ancião, onde ela estaria escondida, onde Voldemort esta procurando agora? Harry desejou que sua cicatriz queimasse e mostrasse os pensamentos de Voldemort, eles estavam pela primeira vez atrás da mesma coisa, teria ele se tornado igual a Voldemort? Afinal era isso? Tinha que se tornar igual para vencê-lo?
Hermione não gostava daquela idéia é claro, ela não acreditava, mas Xenophillius estava certo, de certa maneira, estreito e limitado, com a mente fechada, a verdade era aquela idéia assustadora sobre as relíquias mortais, especialmente a pedra da ressurreição, Harry apertou o pomo com a boca, o beijou, e quase o engoliu, mas o metal frio permaneceu inerte.
Estava quase amanhecendo quando Harry pensou em Luna, sozinha em Azkaban cercada de dementadores, ele se sentiu envergonhado, tinha esquecido dela no calor de suas descobertas sobre as relíquias mortais. Se ele pudesse resgatá-la de Azkaban, mas dementadores naquele numero seriam virtualmente (talvez suicídio?) ele começou a pensar sobre isso, se ele tivesse tentado convocar um patrono com a varinha “blacktorn”, ele faria isso de manha... Ele desejou pela varinha do ancião, e pela invencível, engoliu ele mais uma vez.
Eles desmontaram a barraca sobre um sombrio banho de chuva, e a os persuadiu para a costa, onde armaram a barraca naquela noite e passaram a semana inteira, Harry se sentiu depressivo, só conseguia pensar nas relíquias mortais, era como uma chama viva e acessa dentro dele, que nem Rony nem Hermione conseguiram extinguir, ele culpou Rony e Hermione a determinante indiferença deles para com as relíquias mortais, foi cruelmente emudecendo seu espírito, mas continuou absoluto nas idéia das relíquias mortais e se isolou dos outros e sua obsessão pelas horcruxes.
- Obsessão? – disse Hermione em um tom incrédulo quando Harry usou essa palavra sem qualquer cuidado em uma noite, após ela ter tentado persuadir Harry a deslocar seu interesse em procurar mais uma Horcrux.
- Nós não somos os únicos com uma obsessão não é Harry? Nos só estamos tentando fazer aquilo que Dumbledore queria que nos fizéssemos.
Mas ele estava impermeável para ser coberto com senso critico. Dumbledore tinha deixado o sinal das relíquias para Hermione decifrar. Harry permaneceu convicto nisso, ele deixou a pedra da ressurreição no pomo de ouro. ““ Um não pode sobreviver em quanto o outro viver... Mestre da morte “”, porque Rony e Hermione não entendiam?
“ o ultimo inimigo a ser destruído é a morte “
- Eu acho que era pra nos estarmos lutando contra você-sabe-quem... – começou Hermione e Harry desistiu dela.
Mesmo o mistério do corça prateado, que os outros dois persistiam em discutir parecia menos importante para Harry agora, a única coisa que também lhe importava agora, era que sua cicatriz tinha voltado a arder, mas mesmo assim ele escondeu esse fato dos outros, ele procurou ficar sozinho quando isso acontecia, mas o ficou desapontado com o que viu, as visões que ele e Voldemort compartilhavam tinham mudado a qualidade, estava embaçadas, por onde eles estavam andando, estava tudo fora de foco. Harry estava aberto para entender as especialidades de um objeto que parecia uma caveira e uma montanha que tinha mais sombras do que substancia, usando as imagens como afiada verdade, Harry estava desconectado pela mudança, ele estava preocupado que a conexão entre ele e Voldemort tivesse sido danificada, uma conexão que os ambos temiam, Harry culpou a destruição da sua varinha pelas vagas imagens embaçadas que ele tinha agora, como se fosse culpa da varinha “blacktorn” que ele não pudesse ver na mente de Voldemort tão bem quanto antes.
As semanas passaram, Harry não pode ajudar, mas alertar, apesar de sua própria absorção, que Rony parecia estar assumindo a culpa por deixar de lado as relíquias mortais, talvez porque Harry ficou indiferente com a dormência de suas qualidades naturais de líder. Rony estava encorajando os outros dois para ação.
- Três horcruxes faltando! – ele continuava dizendo – precisamos de um plano de ação! Onde nos paramos? Vamos voltar a pensar no orfanato...
Beco diagonal, Hogwarts, Borgin e Burkes, Albânia, Cada lugar que Voldemort havia estado ou assassinado Rony e Hermione tinha sondado de novo. Harry só se juntou a ele porque Hermione não parava de insistir, ele teria ficado feliz em sentar sozinho e tentar ler os pensamentos de Voldemort, saber mais sobre a varinha do ancião, mas Rony achou que eles deviam continuar a jornada, e Harry estava ciente que eles iam continuar indo em frente.
- Nunca se sabe – começou Rony – “Upper Fragley” é uma vila de bruxos, ele pode ter querido morar lá! Vamos subir e investigar.
Essas freqüentes visitas em territórios bruxos os colocou ocasionalmente na visão de observadores (seqüestradores)
- Alguns deles são tão maus quanto comensais da morte – disse Rony – tudo o que me trouxe aqui foi um pouco patético, mas Gui disse que muitos deles são realmente perigosos, eles falaram isso no “Potterwatch”.
- Onde? – perguntou Harry.
- No “Potterwatch”, eu não lhe disse como é chamado? O programa de radio que eu vivo tentando ouvir, é o único que fala a verdade sobre o que esta acontecendo, ou chega perto da linha de você-sabe-quem... Eu realmente queria que você ouvisse, mas não me lembro como...
Rony gastou noite após noite usando sua varinha para sintonizar na estação de radio.
Eles estavam ouvindo conselhos para identificar e evitar sífilis draconiana e ouviram um pouco de “” um caldeirão cheio de amor forte “” enquanto isso Rony tentava instalar a senha certa, murmurando milhares de palavras durante sua respiração.
- Eles geralmente falam alguma coisa sobre a ordem – contou ele – Gui tem um talento especial para entrevistar, espero pegar pelo menos no final...
Mas nada antes de março, a sorte favoreceu Rony finalmente,
Harry estava sentando na frente da barraca em dever de guarda, preguiçosamente ouvindo sobre massa de uvas, quando finalmente
Rony veio excitado de dentro da barraca.
- Eu consegui! – disse ele – a senha era Albus, entre aqui Harry.
Despertado pela primeira vez depois de dias de sua contemplação das relíquias mortais, ele entrou correndo e parou perto do radio, e Hermione que estava polindo a espada de Godric só para ter algo para fazer ouviram atentos.
“ ...desculpem por nossa temporária abstinência do ar, mas muitas casas fizerem chamadas avisando comensais da morte de nossa localidade... “”
- Mas é o Lino Jordan! – disse Hermione
- Eu sei – disse Rony – legal não é ?
““ ... agora nos encontramos em outro lugar seguro, e tenho o prazer de dizer que dois fascinantes rapazes se juntaram a mim esta noite... “”
““ Boa noite River “”
- River é o Jordan, eles usam codinomes, mas nos reconhecemos pela voz...
- Shhhh! – disse Hermione.
“ Mas antes de ouvirmos Royal e Remulus, vamos prestar atenção naquelas mortes que o profeta diário não achou importante, lamentamos informar aos ouvintes o assassinato de Ted Tonks e Dirk Cresswell, um e duende (elfo domestico) chamado Gornuk, um nascido trouxas chamado Dean Thomas e outro Duende viajavam com Tonks, mas podem ter escapado, se ele estiver ouvindo ou alguém que tenha informações, favor entrar em contato, seus parentes e irmãs se encontram desesperados... Também em “”Gaddley”” uma família

CAPÍTULO 21 - O CONTO DOS TRÊS IRMÃOS

lsm — 27-01-2008 GTM 1 @ 03:21

CAPÍTULO 21 - O CONTO DOS TRÊS IRMÃOS

Harry virou-se para olhar Rony e Hermione. Nenhum deles parecia ter entendido o que Xenophilius havia dito.
“As Relíquias da Morte?”
“Isso mesmo”, disse Xenophilius. “Nunca ouviram falar delas? Não é uma surpresa. Muitos, muitos poucos bruxos acreditam. Testemunhou aquele jovem rapaz de cabeça-quente no casamento do seu irmão”, apontou para Rony, “que me atacou por caçar o símbolo de um conhecido Bruxo das Trevas.! Quanta ignorância. Não há nada de Trevas nas Relíquias – pelo menos não em imperfeito senso.. Um deles simplesmente usa o símbolo para revelar outro para os que acreditam, na esperança de que eles possam ajudar com a Conquista.”
Ele colocou muitos pedaços de açúcar dentro de sua bebida e tomou um pouco.
“ Me desculpe”, disse Harry, “eu ainda não consigo entender”.
Para ser educado, ele tomou um gole da xícara também e quase vomitou: aquilo esta muito ruim, como se alguém tivesse liqüefeito todos os tipos de Feijõezinhos.
“ Bem, veja, os que acreditam cobiçam as Relíquias da Morte”, disse Xenophilius, estalando os lábios numa aparente apreciação daquela bebida.
“ Mas o que são as Relíquias da Morte?”, perguntou Hermione.
Xenophilius colou sua xícara vazia para o lado.
“ Eu presumo que vocês conheçam o 'Conto dos Três Irmãos', certo?”
Harry disse “Não”, enquanto Rony e Mione disseram, “Sim”. Xenophilius apontou gravemente.
“ Bem Sr. Potter, tudo começa com o 'Conto dos Três Irmãos', eu devo ter uma cópia por aqui”.
Ele olhou vagamente pelo quarto, as pilhas de pergaminhos e livros, mas Hermione disse, “Eu tenho uma cópia, Sr. Lovegood, bem aqui”.
E ela puxou o o livro 'Os Contos de Beedle, o Bardo' de sua pequena bolsa cor-de-rosa.
“ O original?”, perguntou Xenophilius prontamente e, quando ela concordou, ele disse. “Muito bem, por que você não lê para nós em voz alta? É o melhor caminho para termos certeza que entenderemos.”
“ Err.. certo”, disse Hermione nervosa. Ela abriu o livro e Harry viu o símbolo que eles estavam investigando no topo das páginas enquanto ela dava uma tossida, e começou a ler.
“ Era uma vez três irmãos que estavam viajando através de uma estrada solitária e sinuosa no crepúsculo-”
“ Meia-noite, nossa mãe sempre nos contou,”disse Rony, que esticou os braços para trás da cabeça, acomodando-se para ouvir. Hermione lançou a ele um olhar aborrecido.
“ Desculpe, eu só achei que seria um pouco mais apavorante se fosse meia-noite!”, disse Rony.
“É , porque nós realmente precisamos de mais medo em nossas vidas,” disse Harry antes que pudesse se conter. Xenophilius não parecia estar prestando muita atenção, mas estava olhando para fora da janela, vendo o céu. “Continue, Hermione!”.
“ A tempo, os irmãos chegaram a um rio muito fundo para atravessar caminhando e muito perigoso para se nadar. Entretanto, os irmãos haviam aprendido artes mágicas e simplesmente moveram suas varinhas e fizeram uma ponto aparecer cruzando a traiçoeira água. Eles estavam na metade da ponte quando encontraram seu caminho bloqueado por uma figura encapuzada.”
“ E a Morte falou eles-”
“ Desculpe”, interrompeu Harry, “mas a 'Morte' falou a eles?”.
“É um conto de fadas, Harry!”
“ Ah sim, me desculpe. Continue!”
“ E a Morte falou a eles. Ela estava nervosa porque havia sido trapaceada pelas três novas vítimas enquanto a maioria dos viajantes geralmente se afogava no rio. Mas a Morte era atrativa. Ela fingiu parabenizar os três irmãos pela sua mágica e disse que cada um poderia receber um prêmio por serem espertos o bastante para escapar dela.”
“ Então, o irmão mais velho, que era um homem de combate, pediu uma varinha mais poderosa do que qualquer uma que existisse: uma varinha que deveria sempre ganhar os duelos para quem a possuísse, uma varinha digna do bruxo que conquistou a Morte! Então a Morte se dirigiu a uma árvore velha na margem do rio e confeccionou uma varinha de um galho pendurado, e a deu para o irmão mais velho.”
“ Já o segundo irmão, que era uma pessoa arrogante, decidiu que queria humilhar a Morte ainda mais e pediu o poder de ressuscitar as pessoas que já morreram. Então a Morte pegou uma pedra da margem do rio e deu ao segundo irmão. Disse a ele que a pedra poderia trazer os mortos de volta.”
“ Então a Morte perguntou ao terceiro e mais novo irmão o que ele gostaria. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais esperto dos irmãos. Ele não confiou na Morte. Então ele pediu alguma coisa que desse a ele a oportunidade de sair daquele lugar sem ser seguido pela Morte. A Morte, de má vontade, deu a ele a sua própria Capa da Invisibilidade.”
“ A morte tinha uma capa da invisibilidade?”, interrompeu Harry novamente.
“ Então ela podia espiar as pessoas”, disse Rony. “Algumas vezes ela ficava cansada de ficar atrás deles e agitava as mãos, gritando... desculpe Hermione.”
“ Então a Morte foi para o lado e deixou os três irmãos prosseguirem. Eles se foram conversando sobre o espanto da aventura que tiveram e admirando os presentes recebidos da Morte.”
“ No caminho os irmãos se separaram, cada um seguindo seu destino.”
“ O primeiro irmão viajou por mais uma semana, e alcançou uma vila distante, avistando um Bruxo com quem travou uma disputa. Naturalmente, com a “Velha Varinha” como arma, ele não teria como perder o duelo que se seguiria. Deixando seu inimigo morto no chão, o irmão mais velho prosseguiu até uma pousada, onde se gabou da poderosa varinha que ele mesmo havia conseguido da Morte e como a mesma o tornava invencível”.
“ Na mesma noite, um outro bruxo se arrastou sobre o irmão mais velho enquanto ele dormia, atravessando sua cama. O ladrão olhou para a varinha com grande satisfação e a enfiou na garganta do irmão mais velho.”
“ E a Morte levou o irmão mais velho para ela.”
“ Enquanto isso, o segundo irmão se dirigiu para sua própria casa, onde morava sozinho. Lá ele pegou a pedra que tinha o poder de trazer os mortos de volta e a passou três vezes em sua mão. Para seu espanto e apreciação, a figura da garota que uma vez ele teve a esperança de poder casar, antes de sua morte, apareceu em frente a ele”.
“ Ela estava molhada e gelada, separada dele por um véu. Apesar de ter voltado ao mundo mortal, ela não pertencia de fato a ele e sofria. Finalmente, o segundo irmão, irritado e sem esperanças, matou-se para poder se juntar a ela.”
“ E a Morte levou o segundo irmão.”
“ Mas a Morte procurou durante muitos anos pelo terceiro irmão, nunca encontrando-o. Somente quando ele atingiu uma idade avançada que o irmão mais velho finalmente tirou a Capa da Invisibilidade e a deu para seu filho. Então ele encontrou a Morte como uma velha companheira e a acompanhou satisfeito. Eles, juntos, deixaram esta vida.”
Hermione fechou o livro. Se passou um momento, talvez dois, antes que Xenophilius percebesse que ela havia parado de ler; então ele desviou sua contemplação da janela e disse: “Então, aí está”.
“ Aquelas eram as Relíquias da Morte ”, disse Xenophilius.
Ele pegou uma pena de um pacote debaixo de seu braço e a colocou sobre um pedaço de pergaminho entre outros livros.
“ 'A Velha Varinha'”, ele disse, e desenhou uma estreita linha vertical em cima do pergaminho. “'A Pedra Ressuscitadora'”, ele disse, e adicionou um círculo acima da linha. “A Capa da Invisibilidade”, terminou, contornando a linha e o círculo em um triângulo, para juntar os símbolos que intrigavam Hermione. “Juntos”, disse, “as Relíquias da Morte”.
“ Mas não há menção das palavras 'Relíquias da Morte' na história”, disse Hermione.
“ Bem, é claro que não”, disse Xenophilius controlado. “Isto é um conto infantil, feito mais para divertir do que para instruir. Nós entendemos os propósitos, entretanto, reconhecemos que a história antiga se refere a três objetos, ou Relíquias, que, quando unidas, torna o proprietário dono da Morte”.
Houve um curto silêncio em que Xenophilius olhou para fora da janela. O Sol ainda estava baixo no céu.
“ Luna já deve ter suficientes 'Plimpies' logo”, disse quietamente.
“ Quando você diz dono da Morte-”, diz Rony
“ Dono”, disse Xenophilius, movendo a sua mão pelo ar, “Possuidor. Conquistador. Vencedor. Qual termo você preferir”.
“ Mas, então... você quer dizer...”, disse Hermione devagar, e Harry pôde perceber que ela estava com um tom de ceticismo na voz, “que acredita que estes objetos – estas Relíquias – realmente existam?”
Xenophilius ergueu novamente suas sobrancelhas.
“ Bem, com certeza!”.
“ Mas”, disse Hermione, e Harry pôde ouvir seu constrangimento sumir, “Sr. Lovegood, como você pode acreditar que -?”
“ Luna me contou tudo sobre você, senhorita!”, disse Xenophilius. “Você é, eu julgo, inteligente mas dolorosamente limitada. Reservada. Mente fechada.”
“ Talvez você deva mudar (se arriscar?), Hermione.”, disse Rony apontando sutilmente seu penteado ridículo. Sua voz foi pronunciada com força para não rir.
“ Sr. Lovegood”, Hermione recomeçou, “Nós todos sabemos que há coisas como Capas da Invisibilidade. São raras, mas existem. Mas...”
“ Ah, mas a terceira Insígnia é uma verdadeira Capa da Invisibilidade, senhorita Granger! O que eu digo não é uma capa enfeitiçada com um Feitiço da Desilusão ou com outro qualquer, não digo uma capa que esconde alguém inicialmente mas depois desaparece com o tempo, tornando-se opaca. Estamos falando de uma capa que realmente dá ao portador completa invisibilidade, e dura eternamente, dando constante e impenetrável privacidade; não importando os feitiços que são lançadas a ela. Quantas capas você já viu como esta, senhorita Granger?”
Hermione abriu sua boca para responder mas logo fechou-a, parecendo mais confusa que nunca. Ela, Harry e Rony começaram a olhar um ao outro e Harry soube que estavam pensando a mesma coisa. A capa como Xenophilius acabara de escrever estava na sala com eles a todo momento.
“ Exato”, disse Xenophilius, como se os tivesse abatido com um argumento incontestável.
“ Nenhum de vocês nunca viu uma coisa destas. O possuidor deve ser imensuravelmente rico, não é?”.
Ele olhou para fora da janela outra vez. O céu agora estava sendo cortando por um fino traço róseo.
“ Tudo bem”, disse Hermione. “Digamos que a Capa exista... e sobre a pedra, Sr. Lovegood? A coisa que você chama de 'Pedra Ressuscitadora'”?
“ O que tem ela?”
“ Bem, como pode ser real?”
“ Prove que não é”, disse Xenophilius.
Hermione olhou ultrajada.
“ Mas isso – Me desculpe, mas é completamente ridículo! Como eu posso provar que ela não existe? Você realmente espera que eu faça uma análise de – de todas as pedras do mundo e as teste? Quero dizer, você pode alegar que alguma coisa é real se a única base que você tem para acreditar é que ninguém provou que ela não existe!”
“ Sim, pode!”, disse Xenophilius. “Estou feliz em ver que você está abrindo um pouco a sua mente.”
“ Então, a 'Velha Varinha'”, disse Harry rapidamente, antes de Hermione replicar, “você acha que ela existe também?”
“ Oh, bem, neste caso há infinitas evidências.”, disse Xenophilius. “ A 'Velha Varinha' é a Insígnia mais facilmente rastreada já que o caminho pela qual passa é de mão a mão.”
“ Como é isso?”, perguntou Harry.
“ Isso quer dizer que o proprietário da varinha deve capturá-la de seu proprietário anterior, se ele está destinado a ser o verdadeiro possuidor dela”, disse Xenophilius. “Certamente você ouviu o caminho da varinha até Egbert, o Egrego, depois de matar Emeric, o Terrível? Ou como Godelot morreu em seu próprio celeiro depois que seu filho, Hereward, pegou a varinha dele? Do temeroso Loxias, que pegou a varinha de Baraabas Deverill, matando-o? A trilha de sangue da 'Velha Varinha' está salpicada pelas páginas da História da Magia.”
Harry olhou para Hermione. Ela estava zangada com Xenophilius, mas não o contradizia.
“ Então, onde você acha que a 'Velha Varinha' está agora?”, perguntou Rony.
“ Alas, quem sabe?”, disse Xenophilius enquanto olhava pela janela. “Quem sabe onde a Varinha jaz escondida? A pista se perde com Arcus e Livius. Quem pode dizer qual deles realmente derrotou Loxias e quem pegou a varinha? E quem pode dizer quem pode ter derrotado-os? História não nos conta.”
Houve uma pausa. Finalmente Hermione perguntou, “Sr. Lovegood, a família Peverell tem alguma coisa haver com as Relíquias da Morte?”
Xenophilius olhou de volta como se alguma coisa houvesse surgido na memória de Harry, mas não sabia o que era. Peverell... havia ouvido este nome antes...
“ Mas você está me enganando, mocinha!”, disse Xenophilius, agora sentando mais estreitamente em sua cadeira e arregalando os olhos para Hermione. “ Eu pensei que você fosse nova na 'Busca Pelas Relíquias'.”
“ Quem são os Peverell?”, perguntou Rony.
“ Era o mesmo nome na sepultura com a marca nela, em Cedric's Hollow”, disse Hermione, ainda observando Xenophilius. “Ignotus Peverell”.
“ Exatamente!”, disse Xenophilius com seu dedo indicador erguido. “O sinal das Relíquias da Morte na sepultura de Ignotus é uma prova conclusiva.”
“ De que?”, perguntou Rony.
“ Porque aqueles três irmãos da história eram, na verdade, os três irmãos Peverell: Antioch, Cadmus e Ignotus! Eles foram os originais donos das Relíquias!”.
Com outra olhada pela janela, pôs-se de pé, pegou a o livro e se preparou para descer a escada em espiral.
“ Vocês ficarão para o jantar?”, ele convidou e foi desaparecendo escadaria abaixo.
“ Todo mundo sempre pergunta a respeito da nossa receita de sopa de Plympy”.
“ Provavelmente mostrar o Departamento de Envenenamento no St. Mungus”, disse Rony baixinho.
Harry esperou até puderem ouvir Xenophilius chegar a cozinha antes de começar a falar.
“ O que você acha?”, perguntou para Hermione.
“ Ah, Harry”, disse ela, “é só uma pilha de completo lixo. Isso não pode ser o que o sinal realmente significa. Este deve ser apenas o destino dele enxergar assim. Que perda de tempo!”
“ Eu suponho ser este o homem que nos trouxe 'Crumple-Horned Snorkacks.”, disse Rony.
“ Você também não acredita nele?”, perguntou Harry a ele.
“ Nah, esta história é só mais uma daquelas coisas que se conta às crianças para ensiná-las algumas lições, não é? 'Não procure por problemas, não entre em brigas, não faça bagunça com coisas por aí que são melhores deixadas sozinhas! Mantenha sua cabeça erguida, tenha seus objetivos, e estará tudo certo. Pense nisso!”, Rony adicionou, “talvez seja uma história do porquê varinhas velhas possuem má-sorte.”
“ Do que você está falando?”
“ Uma destas superstições, não é? 'Bruxos nascidos em maio casarão com trouxas.' 'Varinhas de cidra nunca prosperam'. 'Você deve ter ouvido algum, minha mãe é cheia deles!”.
“ Harry e eu fomos criados por trouxas”, Hermione o lembrou. “Nós sabemos superstições diferentes.” Ela suspirou profundamente quando o cheiro subia da cozinha. A coisa boa da sua irritação com Xenophilius foi que pareceu fazê-la esquecer que estava chateada com o Rony. “Eu acho que você está certo”, Hermione disse a ele. “É só um conto moral, é óbvio qual seria o presente é o melhor, qual você escolheria -”
Os três falaram ao mesmo tempo: Hermione disse “A Capa”, Rony disse, “a Varinha” e Harry disse, “A Pedra”.
Eles olharam um ao outro, metade surpresos, metade achando engraçado.
“ Você deveria dizer a Capa”, disse Rony a Hermione, “mas você não precisaria estar invisível se tivesse a varinha. Uma varinha imbatível, Hermione, vamos!”
“ Nós sempre tivemos a Capa da Invisibilidade”, disse Harry. “E ela sempre nos ajudou muito, caso não tenha percebido”, disse Hermione. “Além disso, a varinha poderia nos trazer problemas.”
“ Somente se você gritar que a tem”, disse Rony. “Só se você for idiota o suficiente para sair por aí dançando, chacoalhando-a pela sua cabeça e cantando. 'Eu tenho uma varinha imbatível, venha e experimente se você se acha durão o bastante. Teria de manter a matraca fechada-”
“ Sim, mas você consegue manter sua boca fechada?”, disse Hermione, fitando-a cética. “Você sabe que a única coisa verdadeira que ele disse a nós é que vem existindo histórias sobre varinhas super-poderosas há milhares de anos atrás.”
“ Ah, é?”, indagou Harry.
Hermione parecia exasperada: sua expressão era tão carinhosamente familiar que Harry e Rony fizeram caretas um ao outro.
“ O Pauzinho da Morte, a Varinha do Destino, eles se apresentam sob a forma de diferentes nomes através dos séculos, especialmente em posse de algum bruxo das Trevas que está gabando-se dela. O Professor Binns mencionou algumas uma vez, mas – ahhh, isso é tão sem sentido. Varinhas são tão poderosas quanto os bruxos que as possuem. Alguns bruxos simplesmente gostam de gabar-se por sua varinha ser maior e melhor que as outras.”
“ Mas como você já sabe”, disse Harry, “aquelas varinhas – Pauzinho da Morte, Varinha do Destino – não são a mesma varinha percorrendo o passar dos séculos com diferentes nomes?”
“ E se todas elas são realmente a “Velha Varinha”, feita pela Morte?”, indagou Rony.
Harry riu: a estranha idéia que o ocorreu era, de longe, ridícula. Sua varinha, ele se lembrou, foi feita de uma árvore maciça, não velha, e feita por Ollivander, independente do que era feita, naquela noite em que Voldemort o perseguiu pelos céus, se ela fosse imbatível, como poderia ter quebrado?”
“ Então, porque você quer a Pedra?”, perguntou Rony a Harry.
“ Bem, nós poderíamos trazer pessoas de volta, poderíamos ter de volta Sirius, Olho-Tonto, Dumbledore, meus pais.....”
Nem Rony nem Hermione sorriram.
“ Mas de acordo com 'Beedle, o Bardo', eles não gostariam de voltar, gostariam?”, disse Harry pensando a respeito do conto que haviam acabado de ouvir.
“ Eu não suponho que eles devam ter muitas outras histórias sobre uma Pedra que pode erguer alguém da morte, não é?”, ele perguntou a Hermione.
“ Não”, respondeu triste. “Eu não acho que ninguém, exceto o Sr. Lovegood, possa achar que isso é possível. Beedle provavelmente pegou a idéia da Pedra Filosofal; você sabe, ao invés de pedra que te faz imortal, uma pedra que reverta a morte”.
O cheiro que vinha da cozinha estava cada vez mais forte. Era alguma coisa como cuecas queimadas. Harry imaginou se seria possível comer um pouco daquilo que Xenophilius estava cozinhando para driblar seus sentimentos.
“ E a respeito da Capa”, disse Rony calmamente. “Vocês não vêem, ele está certo? Eu usei a Capa e vi o quão boa ela é, nunca parei de pensar. Nunca vi nenhuma outra igual a de Harry. É infalível. Nós nunca fomos vistos embaixo dela--”
“É claro que não, estávamos invisíveis quando a usávamos, lembra Rony?”
“ Mas todas as coisas que ele disse sobre as outras Capas, elas não são exatamente iguais, entende, é verdadeira! Não me veio à cabeça antes mas eu já havia ouvido falar de feitiços que tiravam a Capa da pessoa quando a mesma fosse velha, ou serem rasgadas por encantos, ou buracos. Harry adquiriu a sua pelo próprio pai, então não é exatamente nova, mas é simplesmente perfeita!”
“ Sim Rony, é verdade, mas a Pedra...”
Enquanto eles discutiam em cochichos, Harry andava pelo quarto, parcialmente escutando a conversa. Chegando até a escada em espiral ele ergueu seus olhos para o próximo piso e se distraiu por um momento. Seu próprio rosto estava olhando de volta a ele do teto do quarto acima. Depois de um momento de confusão ele percebeu que não era um espelho mas uma pintura. Curioso, ele começou a subir as escadas.
“ Harry, o que você está fazendo? Eu não acho que você deva sair por aí quando ele não está aqui!”. Mas Harry já estava no piso superior. Luna havia decorado o teto do seu quarto com cinco rostos lindamente pintados: Harry, Rony, Hermione, Gina e Neville. Elas não se mexiam como nos quadros de Hogwarts mas havia uma mágica sobre eles. Harry parecia ter visto que respiravam. Parecia ter uma fina corrente dourada sobre todos eles juntando-os, mas, após examiná-los por um minuto ou mais, percebeu que era apenas palavrinhas juntas repetidas muitas vezes em tinta dourada: amigos... amigos... amigos...
Harry sentiu naquele momento uma extrema afeição por Luna. Ele olhou pelo quarto. Havia uma grande fotografia ao lado da cama de Luna jovem e uma mulher que se parecia muito com ela. Elas estavam se abraçando. Luna parecia mais feliz nesta foto do que nunca. A foto estava empoeirada. Harry parecia estranhamente fraco.
Olhava fixamente a sua volta. Alguma coisa estava errada. O carpete azul pálido estava também coberto com poeira. Não haviam roupas no guarda-roupas cujas portas estavam entreabertas. A cama tinha uma fria e pouco amigável aparência como se ninguém dormisse nela por semanas. Havia uma teia de aranha perto da janela aberta para o céu avermelhado.
“ O que está errado?”, perguntou Hermione enquanto Harry descia as escadas. Antes que pudesse responder, Xenophilius já estava no topo das escadas vindo da cozinha segurando uma bandeja cheia de cumbucas.
“ Sr. Lovegood”, disse Harry, “Onde está Luna?”
“ Perdão?”
“ Onde está a Luna?”
“ Eu... eu já te contei. Ela está lá embaixo na ponte Botions pescando alguns Plimpies.”
“ Então porque o senhor só trouxe uma bandeja com cumbucas para quatro pessoas?”
Xenophilius tentou falar mas nenhum som saiu de sua boca. O único barulho que soava era o da impressora e um leve barulho da bandeja trazida pelo homem.
“ Eu acho que Luna não está aqui há semanas”, disse Harry. “Suas roupas não estão aí, sua cama não parece ter sido utilizada. Onde ela está? E porque você fica o tempo todo olhando para fora da janela?”
Xenophilius deixou a bandeja cair. As cumbucas pularam e atingiram Harry, Rony e Hermione que imediatamente sacaram suas varinhas e apontaram para o pai de Luna. Xenophilius paralisou sua mão prestes a entrar no bolso. Naquele momento a impressora soou um enorme estrondo e numerosos Quibblers caíram pelo chão saídos do armário de roupas. Finalmente a impressora se pôs em silêncio. Hermione abaixou-se e pegou uma de suas revistas com sua varinha ainda apontada para o Sr. Lovegood.
“ Harry, olhe isso”. Ele virou para ela o mais rápido que pôde em meio àquela confusão. Na capa de um Quibbler estava a própria figura de Harry, adornada com os dizeres “Indesejável Número Um” e com uma um cartaz de procura-se.
“ O Quibbler está indo para um outro caminho, não?”, Harry perguntou friamente, sua mente trabalhando rapidamente. “Era isso o que havia ido fazer quando foi ao jardim, Sr. Lovegood? Enviar uma coruja ao Ministério?”
Xenophilius cerrou os lábios.
“ Eles levaram a minha Luna”, murmurou, “Graças ao que eu tenho escrito. Eles levaram a minha Luna e eu não sei onde ela está, o que fizeram a ela. Mas eles devem devolvê-la a mim se eu.... se eu....”
“ Entregar Harry?”, Hermione completou a frase.
“ Sem chance”, exclamou Rony. “Saia do caminho, estamos saindo.”
Xenophilius parecia pálido, um homem velho, seus lábios cerrados em um olhar malicioso.
“ Eles estarão aqui a qualquer momento. Eu devo salvar a Luna. Eu não posso perder a Luna. Vocês não podem partir.”
Ele estendeu seus braços em frente à escada e Harry teve uma repentina visão de sua mãe fazendo o mesmo por ele em frente ao berço.
“ Não nos faça machucá-lo”, Harry exclamou. “Saia agora do meu caminho, Sr. Lovegood.”
“ HARRY!”, gritou Hermione assustada.
Pessoas voando em vassouras estavam chegando. Os três olharam para fora. Xenophilius sacou sua varinha. Harry percebeu o erro bem a tempo. Ele se lançou na frente de Ron e Hermione empurrando-os para fora da mira de Xenophilius bem quando ele lançou um Feitiço Estonteante pelo quarto, acertando o chifre de rinoceronte. Houve uma explosão colossal. O som parecia estar explodindo o quarto todo. Fragmentos de madeira, papel e cascalho voaram por todas as direções juntamente a uma impenetrável nuvem branca de poeira. Harry voou pelos ares e caiu no chão, impossibilitado de enxergar graças aos escombros que caíram sobre ele, seus braços cobriram sua cabeça.
Ele ouviu Hermione e Rony gritando e pancadas de pedaços de metal fazendo-o concluir que Xenophilius havia destruído o chão e caído de costas escada abaixo. Metade dele havia se tornado cascalho. Harry tentou se levantar mas apenas conseguia respirar e ver poeira. Metade do teto havia caído e o resto da cama de Luna estava pendurada no buraco. O busto de Rowena Ravenclaw estava caído ao lado dele com metade do rosto em fragmentos, pedaços de pergaminho rasgado voavam pelo quarto e parte da impressora estava bloqueando o topo da escada que dá na cozinha. Outra figura perto de Harry se mexeu e Hermione, coberta pelo pó parecendo uma segunda estátua, pressionou o dedo sobre os lábios. A porta do andar de baixo arrebentou, abrindo-se.
“ Eu não te disse que não havia necessidade de nos apressarmos, Travers?”, disse uma voz áspera, “Eu não te disse que este louco estava delirando como sempre?” Se ouviu um barulho e um grito de dor de Xenophilius.
“ Não.. não... lá em cima... Potter”
“ Eu te disse última semana, Lovegood, nós não voltaríamos a menos que houvesse uma informação que valesse a pena.! Se lembra da última semana? Quando você quis trocar sua filha por aquele ''penteado ridículo''? E a semana antes -” outro barulho e outro grito. “Quando você pensou que a traríamos de volta se você nos desse uma prova de que há 'Cumple'. Vários barulhos.
“ Não... não.. eu imploro!”, soluçou Xenophilius. “Realmente é Potter, é ele.”
“ E agora vemos que nos chamou aqui para nos explodir”, disse 'Death Eater' e houve uma série de estampidos com diversos gritos de agonia de Xenophilius.
“ O lugar parece que vai desabar, Selwyn”, disse uma segunda voz. “As escadas estão completamente bloqueadas. Podemos tentar desbloqueá-las? Isso pode terminar de trazer a casa abaixo.”
“ Seu pedaço de sujeira caído”, disse um bruxo chamado Selwyn.
“ Você nunca viu Potter alguma vez na sua vida, não é? Pensou que poderia armar para nos matar, é isso? E ainda imaginou que teria sua garota de volta com isso?”
“ Eu juro.... eu juro... Potter lá em cima”.
“ Homenum revelio”, disse uma voz no pé da escada. Harry ouviu Hermione engasgar e teve uma fraca sensação de que alguma coisa estava golpeando-o, imergindo seu corpo na sombra.
“ Tem alguém lá em cima, Selwyn”, disse o segundo homem.
“É Potter, eu te disse, é Potter”, soluçou Xenophilius. “Por favor... por favor... me dê a Luna, me deixe ter a Luna....”
“ Você pode ter sua garota, Lovegood”, disse Selwyn, “se você subir aquelas escadas e me trazer para baixo Harry Potter. Mas se isso for um truque, se for uma armadilha, se você tem um cúmplice esperando lá em cima para nos emboscar, nós veremos se podemos guardar um pedacinho da sua filha para você enterrar.”
Xenophilius soltou um lamento de medo e desespero. Xenophilius estava tentando passar pelos escombros nas escadas.
“ Vamos”, cochichou Harry, “nós temos que sair daqui.”
Ele começou a retirar os escombros de cima dele, aproveitando todo o barulho que Xenophilius fazia na escadaria. Rony era o mais soterrado. Harry e Hermione cavaram, o mais quieto que conseguiam, por todos os destroços que estavam sobre Rony, tentando afastar uma bancada de gavetas que estavam sobre suas pernas. Enquanto Xenophilius se aproximava cada vez mais, Hermione conseguiu libertar Rony com um Feitiço.
“ Certo”, respirou Hermione, com a impressora bloqueando as escadas começando a tremer. Xenophilius estava pertíssimo deles. Ela ainda estava branca de poeira.
“ Você confia em mim Harry?”
Harry acenou que sim.
“ Ok , então”, murmurou Hermione, “me dê a capa da invisibilidade. Rony, você irá colocá-la”.
“ Eu? Mas Harry...”
“ Por favor, Rony! Harry, segure em minha mão, Rony, agarre meu joelho.
Rony desapareceu por baixo da capa. A impressora bloqueando a escadaria estava vibrando mais e mais. Xenophilius estava tentando usar o mesmo feitiço de Hermione. Harry não sabia o que Hermione estava esperando.
“ Agüente”, murmurou ela. “Segure firma, um segundo...”
O rosto branco de Xenophilius apareceu no topo da escadaria.
“ Obliviate!”, lançou Hermione, apontando sua varinha para o rosto dele e depois para o chão abaixo dele. “Deprimo!”
Ela havia aberto um buraco no chão da sala. Eles se sentiram como pedras. Harry ainda segurava a mão dela. Houve um grito lá embaixo e dois homens passaram de relance tentando fugir da vasta quantidade de cascalho e móveis quebrados. Hermione girou no ar e desviou da casa barulhenta em colapso, levando Harry mais uma vez para dentro da escuridão.